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EJA - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade da educação básica destinada aos jovens e adultos que não tiveram acesso, ou não concluíram, os estudos no ensino fundamental e no ensino médio.


Refletir sobre educação de jovens de adultos significa (re) pensar em indivíduos que tiveram de alguma forma e em algum momento de suas vidas, seus direitos à educação negados, ou seja, não tiveram a oportunidade de concluir, e muitas vezes, nem de iniciar seus estudos, interrompendo, desta forma, sua escolaridade regular. A EJA tem um modelo pedagógico próprio com o objetivo de criar situações de ensino-aprendizagem adequado às necessidades educacionais de jovens e adultos, englobando as três funções: reparadora, equalizadora e a permanente, citadas no Parecer 11/2000 da CEB/CNE.


A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade educacional que exige o desenvolvimento de um trabalho a partir de um projeto político pedagógico construído e implementado de forma participativa. O seu público traz uma bagagem de experiências, conhecimentos, desejos, necessidades, sonhos e características que devem ser o ponto de partida para uma educação que visa contribuir para a construção de uma realidade diferente da atual. Uma realidade na qual seja garantido a todos os cidadãos brasileiros o direito efetivo ao acesso a educação formal básica como previsto na Constituição Brasileira de 1988.


A Constituição Federal do Brasil incorporou como princípio que toda e qualquer educação visa “o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Este princípio, pelo art. 2º da LDB, abriga o conjunto das pessoas e dos educandos como universo de referência sem limitações. Assim, a Educação de Jovens e Adultos, modalidade estratégica do esforço da Nação em prol de uma igualdade de acesso à educação como bem social, participa deste princípio e, sob esta luz, deve ser considerada. 

 - Art. 208 da Constituição de 1988 - “O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I. ensino fundamental obrigatório e gratuito assegurada, inclusive, sua oferta para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria”. Assim o titular de um direito público subjetivo tem assegurado a defesa, a proteção e a efetivação imediata do mesmo quando negado.

 - LDB 9.394/96 – Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, reservando a Seção V, artigos 37 e 38, para a Educação de Jovens e Adultos, onde estão explicitadas as responsabilidades do poder público, para com essa parcela da população, viabilizando e estimulando o acesso e a permanência do trabalhador na escola, pois “os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas” (HADDAD, 1998).


A LDB explicita no §3º do art. 5º que qualquer indivíduo que se sentir lesionado neste direito pode se dirigir ao Poder Judiciário para efeito de reparação e tal ação é gratuita e de rito sumário.

 - Resolução CNE/CEB nº1, de 5 de julho de 2000 - Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação e Jovens e Adultos.

 - Parecer no. 11/2000 da Comissão de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, do relator Jamil Cury – regulamenta as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. De acordo com as DCN/EJA, essa modalidade deve desempenhar três funções: reparadora, equalizadora e qualificadora.


A função reparadora da EJA refere-se à possibilidade de acesso ao ensino fundamental e médio de qualidade a todos aqueles que foram privados desse direito na idade própria. Baseia-se no princípio da escola democrática entendida como um serviço público, direito de todos e dever do Estado no sentido de promover a igualdade de oportunidades que conduzam ao pleno exercício da cidadania.


A função equalizadora da EJA permite o retorno ao sistema educacional de segmentos específicos da sociedade como donas de casa, migrantes, trabalhadores rurais, aposentados e encarcerados que tiveram sua escolaridade interrompida por diversos motivos como evasão, repetência ou outras circunstâncias desfavoráveis. Neste caso a EJA poderá abrir novos caminhos para a participação e reinserção na vida social e no mundo do trabalho.


A função qualificadora configura-se como a própria essência da EJA, numa perspectiva da educação permanente. Dentro deste caráter ampliado, os termos “jovens e adultos” indicam que, em todas as idades e em todas as épocas da vida, é possível se formar, se desenvolver e constituir conhecimentos, habilidades, competências e valores que transcendam os espaços formais da escolaridade e conduzam à realização de si e ao reconhecimento do outro como sujeito.


A função da educação de jovens e adultos que garante o atendimento às necessidades contínuas de aprendizagem e atualização inerentes à vida do homem nos tempos atuais, ou seja, a chamada educação durante toda a vida, ainda não é exercida efetivamente pela EJA, que está voltada, prioritariamente, para as outras duas funções que buscam resgatar ao cidadão o direito à escolaridade básica.


Os alunos matriculados nas turmas de Educação de Jovens e Adultos, nas diferentes salas de aula espalhadas pelo país, são jovens e adultos, cidadãos brasileiros que lutam pelo direito social de ter acesso à escolaridade básica obrigatória garantida na nossa Constituição. São guerreiros na luta pela sua inclusão na categoria de cidadãos plenos.
 

 

 

LISTAGEM DAS ESCOLAS COM PEJA

 

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PEJA EM AÇÃO

 

Professora Mercês

Apresentação deste dossiê: Nesse dossiê são apresentados subsídios para o trabalho desenvolvido nas escolas da EJA Rio no que diz respeito ao lema do Encontro de Alunos da EJA Rio: “Educar para as diversidades, contra as desigualdades”. A cada ano esse dossiê recebe mais insumos que subsidiam esse trabalho no que diz respeito ao estudo do tema eleito pelos alunos para o Encontro de Alunos do ano corrente. Esse material segue organizado da seguinte forma:

Parte 1 - Textos para os professores: Coletânea de textos com subsídios político-pedagógicos para o trabalho com os alunos.

Parte 2 - Propostas de atividades para serem desenvolvidas com os alunos


TEMA ELEITO PELOS ALUNOS

“É PRECISO QUE AS PESSOAS SE RESPEITEM, NÃO PODEMOS NOS CALAR DIANTE DAS INJUSTIÇAS”

 

QUESTÃO MOTIVADORA PARA A PRODUÇÃO DO TEXTO COLETIVO

QUAIS SÃO AS INJUSTIÇAS QUE MAIS AFETAM A VIDA NO LUGAR ONDE VOCÊ VIVE? FALE SOBRE ISSO.  

 

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Trabalho desenvolvido no Ciep João Mangabeira

 

A professora Tatiana Chometon, regente da turma 171 (PEJA I, bloco 1), trabalhou com seus alunos o tema do projeto de trabalho para o 1° trimestre: "Eu cultivo, tu cultivas, nós cultivamos: cultura e sustentabilidade." Na aula em questão, a professora novamente ressaltou a importância de se trabalhar com a reutilização de materiais descartáveis, como garrafas, palito de churrasco, tampinha, entre outros; e, dentro desse contexto, incentivou os alunos a construir palavras ligadas ao tema, utilizando o alfabeto móvel, dentro da perspectiva da consciência fonológica. A referida atividade de alfabetização foi um desdobramento de um momento anterior em que os alunos construíram jogos a partir de sucatas. O material produzido foi exposto na culminância do projeto com a exposição dos trabalhos de todas as turmas.

A professora tem percebido que a dificuldade com a escrita dos alunos vem sendo superada com o uso do recurso do alfabeto móvel.

 

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1º Encontro de professores exclusivos de sala de leitura do PEJA - LeiturEJA

Momento magnífico de informações, trocas e construção de conhecimento com estes profissionais que exercem um papel fundamental em cativar nossos alunos ao mundo da leitura, da contação de histórias, do letramento e da fantasia.

Segue em fotos um pouquinho do trabalho desenvolvido nesta noite!

 

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Curso de Extensão do PEJA - ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: ENFRENTANDO DESAFIOS E APONTANDO POSSIBILIDADES - 2017.

 Segundo dia do 1º Encontro de professores exclusivos da sala de leitura do PEJA - LeiturEJA. 

     Momento de conhecimento e de planejamento!

Professora Paula CID com professores do PEJA I e seus Professores Orientadores debatendo questões relevantes para a alfabetização de jovens, adultos e idosos.

 

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Salão do Livro Infanto Juvenil 2017 - PEJA encerrando com chave de ouro o 1º encontro de professores exclusivos da sala de leitura do PEJA - LeiturEJA.
 

 

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Carta de Boas Vindas para os Professores do PEJA

 

 

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ENCONTRO DE ALUNOS DA EJA RIO 2017

Tema eleito pelo alunos: “É preciso que as pessoas se respeitem, não podemos nos calar diante das injustiças”
Questão motivadora para a produção do texto coletivo: Quais são as injustiças que –
mais afetam a vida no lugar onde você vive? Fale sobre isso.

 

A sociedade brasileira vive imersa em injustiças: A mudança tem que vir de nós!

A injustiça é como água. Ela precisa ser contida, caso contrário se infiltrará por todos os lados. Quando olhamos em volta e deixamos de ser “idiotas” e passamos a ser políticos, enxergamos uma variedade de injustiças, que nos incomodam e nos entristecem... Muitas vezes as injustiças são silenciadas pela falta de esperança, de que pode haver mudança. Não devemos nos calar, porque o nosso silêncio pode ser a nossa sentença para continuarmos sendo condenados às injustiças. Apesar de muitos de nós vivermos em um local de conflito, onde falar a verdade pode causar a morte, a tortura ou a perda de bens, é preciso fazer alguma coisa para acabar com tantas injustiças. A maior injustiça e abuso é feita por políticos, que nos fazem viver de forma precária, nos calam, tiram nossos direitos, nos roubam, nos matam, tiram nosso livre arbítrio, nos fazem trabalhar mais que relógios e nos pagam migalhas para tentarmos viver, enquanto eles vivem vidas milionárias as nossas custas. Uma das grandes injustiças que sofremos é a violência dos impostos altos que pagamos. A classe trabalhadora é a que produz a riqueza da sociedade, paga a maior parte de impostos e é a que menos leva vantagem. Os ricos pagam impostos, porém o valor dos impostos não faz nem cócegas no bolso ou na conta bancária deles. Mas, para os pobres significa muito e não existe o retorno em serviços públicos, principalmente saúde, educação e segurança, que nos são oferecidos sem qualquer qualidade. Parece um favor. Outro problema que afeta a nossa comunidade é o serviço da coleta de lixo porque na zona sul tem os dias e horários certos e na nossa comunidade não tem.

O Brasil é um país onde a desigualdade econômica e social gera muitos problemas. Existem muitas pessoas sem condições de vida, por falta de emprego, de atendimento médico. Os empregos melhores não escolhem as pessoas que conhecemos. Somos obrigados a fazer o que não gostamos, pelas condições miseráveis de trabalho, para sobreviver. Trabalhamos feito escravo, sem direito algum, sem dignidade, quase morremos de fome.

O Brasil tem fome... quem tem fome, tem pressa, quem tem fome não pode esperar... como prestar atenção à vida, sem ter o que comer? Desvia os pensamentos. Essa, talvez, seja a pior das injustiças. É muito injusto algumas pessoas terem mais que as outras, muitos sem nada, sem ter o que comer, onde morar. Pessoas fazendo dos viadutos suas moradas, alimentando-se nas lixeiras da cidade. Num mundo em que há terras, casas e comida para todos, há milhões de pessoas que vivem na mais absoluta pobreza e miséria. 

É possível dizer que o Brasil é um país que trata seus cidadãos de maneira igual? Somos mesmo todos iguais? Por que isso acontece aqui? A má distribuição da renda é um dos fatores cruciais para a existência desse tipo de injustiça. Mesmo sabendo que o Brasil não é um país pobre, temos a maior parte de nossas riquezas nas mãos de poucas pessoas, enquanto o restante da população não tem, na prática, acesso a emprego, educação, saúde, moradia e alimentação, garantidos apenas no papel pela Constituição que nos rege. 

A pobreza voltou a crescer no Brasil. Famílias inteiras estão perdendo suas casas e indo morar na rua. Essa realidade também é muito próxima de onde estamos, de onde falamos. O nosso direito de falar sobre o que nos incomoda, sobre o que nos deixa tristes, indignados, ainda não perdemos. Sim, somos brasileiros e temos vivido a perda de conquistas alcançadas por gerações anteriores à nossa. A aposentadoria que estão querendo colocar no nosso país é outra injustiça com quem trabalhou a vida inteira e vai morrer trabalhando sem poder se aposentar com saúde. Enquanto isso, nos palácios, os governantes contratam jatinhos para atender seus interesses particulares. Não podemos deixar que nossas conquistas almejadas através de anos, sejam desvalorizadas ou jogadas no ralo. Não podemos permitir que sejamos desrespeitados. São direitos conquistados com anos de luta, esforço e mobilização do trabalhador brasileiro, que estão sendo postos no lixo da vergonha nacional. 

A vida em nossa comunidade está marcada pela violência das "balas perdidas" em toda a parte, afetando assim o equilíbrio e a segurança. Somos vistos como bandidos, malfeitores e que devem ser exterminados! Vivemos reféns de uma realidade onde os conflitos entre policiais e traficantes tornaram-se diários. A barbárie é sentida nas camadas mais pobres pela violência física da opressão policial diariamente. A maneira arbitrária como os policiais agem fazendo autojulgamento, invadindo residências, batendo e maltratando pessoas e animais, constrangendo os trabalhadores que ali residem com um grande desrespeito, falando grosseiramente, agredindo e até tirando a vida dos inocentes cidadãos de bem. Em bairros nobres, isso não acontece. Tanto os marginais quanto os policiais estão agindo sem pensar na segurança da sociedade, e nós, moradores, ficamos no meio dessa guerra de forças e injustiças. As pessoas ficam sem direito de ir e vir, doentes e encurralados. Sofremos violência moral e psicológica quando diariamente presenciamos tiroteios e crimes bárbaros. A violência é crescente...Muitas vezes nossas escolas precisam fechar as portas para não colocarem em risco a vida dos alunos e de todos os funcionários. Sofremos preconceitos pela localidade onde vivemos, pela profissão que desempenhamos ou pelo desemprego que nos assola. Não temos chance de subir na vida pois não há igualdade de oportunidades entre ricos e pobres. 

A justiça é parcial, ela favorece as pessoas mais afortunadas. Isso acontece porque elas têm mais poder, com a influência da mídia, que manipula a população. Os direitos de justiça devem ser iguais para todos, sem privilégios para uma minoria. O cotidiano dos moradores de nosso território são marcados por uma série de injustiças sociais, políticas e econômicas. Não podemos mais tolerar o desrespeito! Queremos direitos iguais para todos! Injustiça social, econômica, moral, política e ambiental perderá a força frente à união. Ainda há esperança para todos nós!

Calar? Jamais! Calar-nos diante das injustiças, por muitas vezes, se torna uma prisão. Mas o que podemos fazer para evitar que essas coisas aconteçam? Não podemos esperar que as coisas se resolvam sozinhas. Essa violência precisa acabar e isso só é possível com a mobilização de todos. Chega de injustiça: faremos a diferença! Lutar por nossos direitos é uma forma de lutar por respeito, combatendo desigualdades. A luta coletiva e organizada é fundamental para a garantia de direitos básicos como o acesso à educação de qualidade e saúde universal. Lutar é preciso! É preciso lutar, manifestar a insatisfação para com esses governantes, ir nas ruas e protestar contra a escravidão maquiada de liberdade. Se não mostrarmos indignação por tudo isso, quem vai lutar por nós? Quem vai lutar por você? Quem vai lutar pelos direitos dos nossos filhos e de todas as crianças do Brasil? Lutar é um direito. E ele é todo nosso. A realidade é dura, mas é preciso que todos tenham vontade de mudar. Quando discutimos em sala de aula sobre as questões que envolvem o momento político que vivemos no país, e a violência que acontece na rua e nas comunidades, é uma oportunidade para que a gente perceba que a igualdade está longe de ser uma realidade. A gente estuda em busca de melhores condições de trabalho e isso está parecendo impossível de realizar. O PEJA é uma excelente ação. Aprendemos ouvir, trocar experiências, respeitar, se expressar e tudo isso levamos para fora dos muros da escola, onde o mundo não é de um e sim de todos. A educação é uma arma diante das injustiças e desrespeito. É a nossa arma para compreendermos as coisas que ocorrem nos dias de hoje. É ela que nos dá o conhecimento e que nos permite sabermos dos nossos direitos. É uma questão de luta de classes, mas o conhecimento também é uma forma de poder e é isso que buscamos aqui. Estudar é uma forma de resistir e lutar contra as injustiças sociais que vivemos diariamente. Aprendemos que temos direitos e deveres, mas muitas vezes não temos nossos direitos respeitados por alguma forma de injustiça que acontece e que nos magoa profundamente. Estudar a noite é muito difícil. No meu bairro não tem nem mais ônibus! A condução em frente a minha escola é precária, à noite, temos que andar uma longa distância para irmos para casa. Temos o direito de ir de ônibus e alguns motoristas não sabem que tem escola do Município a noite, passamos muita vergonha porque muitos motoristas não nos deixam entrar...

Não podemos perder a fome nem a sede de justiça, porque o mundo em que vivemos é injusto. Não precisamos ser revoltados, mas também não podemos ser conformados com as injustiças do mundo. A mais dolorosa delas tem sido a injustiça social. O momento atual é favorável a mudanças e não podemos perder a oportunidade. O povo tem que se unir e se fortalecer para recuperar sua dignidade, seus direitos e os valores perdidos. Não adianta só reclamar. Nossa postura dócil e acomodada, diante das injustiças e do desrespeito sofrido, precisa se transformar em motivação para buscar unir forças que levem à luta pela garantia e manutenção do direito adquirido. Temos que nos unir, ir às ruas, fazer manifestações para expor nosso descontentamento e opiniões! O povo precisa se mobilizar de forma, a não acreditar em promessas, tão pouco vender seu voto nas urnas, em tornar-se um cidadão crítico e sabedor de seus direitos e deveres. A mudança está em nossas mãos!

Devemos levantar nossas cabeças e lutar contra o preconceito, contra a desigualdade, contra a impunidade e tudo aquilo que tenta nos aprisionar e calar a voz. Estamos em um momento crucial em nossa história, pois a olhos vistos, em nosso País, a corrupção toma conta de tudo e em todos os lugares. Os absurdos que vem sendo cometidos, e que, querem nos fazer acreditar que é normal, são cada vez maiores. Não podemos nos calar! Ainda não sabemos combater tudo isso, tendo em vista que, por tudo que foi dito, pagamos por serviços que deveriam ser gratuitos, pensamos que votar é ato de cidadania, quando nem sequer sabemos da vida e da conduta daqueles nos quais votamos. É importante trabalharmos em conjunto para que possamos diminuir as diferenças e lutarmos por uma sociedade melhor. 

Precisamos já nos unir para revolucionar. Esses comandantes vampiros vem “marionetisando” o povo como bem querem, nos tornando pessoas ignorantes, fazendo-nos cair nessa teia e assim nos tornando escravos passivos sem entendimento do que de fato esse governo hipócrita é. Nos tornando assim alheios ao que se refere a direitos. Devemos nos posicionar em relação às injustiças demonstrando com educação e respeito as nossas insatisfações. Temos que tomar conhecimento de nossos direitos para fazermos reivindicações. 

Diante de um contexto tão diverso e problemático, cabe-nos refletir sobre as realidades com quais nos deparamos e repensar falsos argumentos do senso comum que nos responsabilizam como se fossemos os culpados por todas as mazelas que convivemos. Embora soframos diariamente com injustiças, precisamos nos empenhar buscando conhecimentos sobre nossos direitos, sem abrir mão de nossos deveres. Não podemos esperar que as coisas se resolvam sozinhas. Essas violências precisam acabar e isso só é possível com a mobilização de todos. Não podemos nos acostumar com tudo isso, o estado de acomodação é o primeiro passo para banalização dessa. Não podemos achar que tudo que é errado é natural. A mudança tem que vir de nós!

 

Acesse abaixo as fotos do encontro

 

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Simpósio Mulheres e Injustiças – PEJA Cocio Barcellos

 

O PEJA da Escola Municipal Dr. Cocio Barcellos apresentou o projeto “Prática e Reflexão”, com o Simpósio “Mulheres e Injustiças”, ocorrido dia 17 de agosto no CIB, Clube Israelita Brasileiro, em Copacabana. 

A mesa foi composta por mulheres pesquisadoras, professoras, militantes dos movimentos de mulheres e negro, artistas e estudantes. 

O tema do evento deste ano nasceu a partir do projeto anual estabelecido pela equipe de docentes da nossa escola, “A Mulher na sociedade”, e do Encontro de Alunos do PEJA de 2017, denominado “É preciso que as pessoas se respeitem. Não devemos nos calar diante das injustiças”. 

Espera-se que o projeto seja um relevante instrumento para o enfrentamento das injustiças, veladas e explícitas, na nossa sociedade.

 

Estudantes do PEJA: Karina, Dinorá, Josefa e Terezinha.

Aluna do PEJA, Rosângela, observando exposição de fotos apresentada no Simpósio.

Participantes do evento que também contou com a presença de estudantes do PEJA das Escolas Alencastro Guimarães e Cícero Penna.

Palestrantes, professores organizadores e estudantes.

Professores, estudantes, direção e funcionários responsáveis pela organização do Simpósio.

 

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