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Sexta-feira, 01/04/2011

Aula de educação patrimonial realizada na PONTE DOS JESUÍTAS, Santa Cruz, Rio de Janeiro

Tags: 10ªcre.

Estive visitando hoje, 1º de abril de 2011, a ESCOLA MUNICIPAL 10-19-047 PONTE DOS JESUÍTAS, localizada na Praça dos Jesuítas em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro, quase na fronteira com o município de Seropédica.

 

 

 
É uma das antigas escolas rurais da época do Distrito Federal, fundada em 1943, no governo do presidente Getúlio Vargas.
Ali estudaram os filhos dos imigrantes japoneses, que chegaram em Santa Cruz em setembro de 1938, como também os descendentes de famílias austríacas e de nordestinos, que formavam o Núcleo Colonial Agrícola. Ainda há predominância de área rural, embora a localidade já vá tomando formato de núcleo urbano, com a previsão de edificação de cerca de dez mil casas, no grande descampado onde se encontrava a adutora Malheiros.

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Conversando com a diretora Neuzi(à direita na foto), com a adjunta Conceição(no centro) e com a coordenadora pedagógica Priscilla(à esquerda), que também é professora responsável pela Sala de Leitura, pude conhecer um pouco mais sobre os projetos desenvolvidos na Escola Municipal Ponte dos Jesuitas, que possui turmas desde a Educação Infantil até o 9º ano, matriculando cerca de 600 alunos em dois turnos.
 

A diretora Neuzi faz questão de mostrar todas as dependências da escola, apresentando a sala de leitura, laboratório de informática e falando com entusiasmo sobre o aumento do IDEB e atualização do Projeto Político Pedagógico, destacando a parceria com o Posto de Saúde Dr. Aloysio Amâncio da Silva, no tocante ao atendimento dos alunos e programas de saude escolar.
 

 

 

Visito a sala onde estudam os alunos da turma 1901 e constato a utilização dos recursos multimídia e da educopédia pelo professor de História Antonio Carlos, o mesmo que agendou uma aula sobre educação patrimonial na histórica Ponte dos Jesuítas para os alunos do 8º ano, turma 1801.
 

 

 

Em companhia do professor de Matemática Wilson e da coordenadora Pedagógica Priscilla, Antonio Carlos segue com os alunos da turma 1801 em direção à Ponte dos Jesuítas, fazendo uma breve parada no monumento esculpido em cantaria, que foi erguido em homenagem ao saneador, após a conclusão das obras de saneamento da Baixada de Sepetiba, no início da década de 1940.
 

 

 

 

Na famosa ponte-represa, a PONTE DOS JESUÍTAS, que é a mesma designação da escola, o professor Antonio Carlos começa a sua aula sobre educação patrimonial, explicando inicialmente, o significado simbólico daquela construção do século XVIII, que funcionava com um sistema de comportas para o represamento das águas nos períodos de chuvas intensas e como mecanismo de irrigação dos campos, na época da estiagem.
 

 

 

Antonio Carlos já havia preparado aquela aula prática com certa antecedência e os alunos da turma 1801 demonstraram grande interação e interesse pelo tema, participando com observações sobre os bens culturais da região e o papel da Companhia de Jesus (dos padres jesuítas) na catequese e na História do Brasil.
 

 

 

 

 

Tendo em vista a ocupação da área frontal do monumento por pesados caminhões, e a utilização do terreno para montagem de parques de diversões e circos, alguns alunos da turma 1801, em interlocução com o professor Antonio Carlos, demonstraram o censo crítico de como deve ocorrer a apropriação consciente dos bens culturais, discordando do uso daquele sítio histórico como local de estacionamento de caminhões ou para montagem de circos.
 

 

 

De acordo com o “Guia Básico de Educação Patrimonial” de autoria da professora e museóloga Maria de Lourdes Parreiras Horta,ex-diretora do Museu Imperial, de Petrópolis, a Educação Patrimonial é um instrumento de “alfabetização cultural” que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo que o rodeia, levando-o à compreensão do universo sócio-cultural e da trajetória histórico-temporal em que está inserido. “Este processo leva ao reforço da auto-estima dos indivíduos e comunidades e à valorização da cultura brasileira, compreendida como múltipla e plural.”
 

 

 

 

Foi o que pude observar acompanhando o interesse dos alunos da turma 1801 da Escola Municipal Ponte dos Jesuítas, durante a aula ministrada pelo professor Antonio Carlos.          
 

 

 

 

Com certeza, após aquela visita à ponte histórica dos Jesuítas, por professores e alunos do 8º ano, cumpriu-se a missão primordial da educação patrimonial que é possibilitar o conhecimento, o acesso e à informação sobre os bens culturais.

 

 

Fico muito grato à direção da E.M. Ponte dos Jesuítas e ao professor de História, Antonio Carlos, pela oportunidade que me foi oferecida para registrar tão proveitosa e inusitada atividade escolar.


   
           



   
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10ªcre (375)

Comentários
ProfSinvaldoNSouza, Obrigado pelo carinho, atenção e brilhante trabalho pelo Rioeduca junto a 10ª CRE SME, sempre apoiando e divulgando o trabalho nas escolas.

Postado por Prof. Antonio Carlos Suzano em 02/04/2011 23:50