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Terça-feira, 26/12/2017

Relatório da Provinha Carioca

Tags: relatório, prova, carioca, gav.

 

 

À GUISA DA REFLEXÃO

 

A formação do educador


Temos de aceitar a realidade de que jamais teremos profissionais prontos para desempenhar com excelência seu papel

 

 

Que a qualidade da educação está intimamente ligada à formação do educador ninguém mais duvida. Assim, aqui nos cabe retomar a questão levantada por teóricos como Maurice Tardif sobre os saberes dos professores. Segundo ele, para além e antes dos saberes provenientes da formação profissional para o magistério, há saberes pessoais (advindos da família, do ambiente em que se vive) e saberes construídos nos primeiros anos de escolaridade (caso da Educação Infantil e da Educação Básica no Brasil). Há ainda outros conhecimentos determinantes advindos de programas pedagógicos e materiais didáticos (livros, apostilas, fichas, exercícios, fichas e atividades trocadas entre pares), além dos saberes produzidos a partir de reflexões e de atuações como a própria experiência profissional.


Visto por esse prisma, discutir o currículo dos cursos universitários representaria apenas um quinto de toda a problemática que envolve a formação docente. Nenhum curso do ensino superior daria conta da formação ideal, porque tal formação precede a academia. Temos de aceitar a realidade de que jamais teremos profissionais prontos para desempenhar com excelência seu papel, a menos que passemos boa parte da formação do professor para dentro da escola. Isso implicaria darmos conta de duas pontas do processo.


A primeira: lecionar exige muito esforço e contato físico como resposta imediata aos acontecimentos que se sucedem no corpo a corpo escolar, na ponte entre o conhecimento e as mentes de uma nova geração. A segunda: o processo educativo tem como um de seus pressupostos a necessidade de pensar filosoficamente sobre o modus operandi do ser humano e de sua relação com o ensino.


Para que haja operacionalização de um sistema que priorize esses aspectos, é preciso expandir a noção de ensino para além de questões puramente didáticas ou pedagógicas. A situação exige uma análise mais ampla, além da identificação de caminhos pluridiferenciados para a formação dos trabalhadores escolares e o desenvolvimento de competências imprescindíveis em dias de mundo globalizado.


Não devemos pensar só nos deveres dos docentes, mas também no papel das escolas onde eles atuam. Precisamos de escolas que fundamentem professores e alunos para que sejam capazes de conquistar sua própria autonomia. E acreditamos que a educação para a autonomia só se viabiliza pela construção de uma escola que leve alunos e professores a refletirem sobre o poder da cidadania ampliada, marcada pela interiorização dos direitos humanos. Como diz Olivier Reboul, na escola deve ser ensinado tudo o que une (a língua, as artes, o movimento, os jogos) e tudo o que liberta (a aquisição do conhecimento, o despertar do espírito científico, a capacidade de julgamento próprio).


Estamos aqui a discorrer então sobre com o que as escolas – e os professores dentro delas – devem se preocupar: em pautar o trabalho de forma a eleger, elaborar e consolidar conteúdos que possibilitem aos alunos ler com clareza a realidade na qual estão inseridos e compreender a sofreguidão das relações societárias. Assim, estaríamos assegurando o pensamento colocado por Phillipe Meirieu, quando afirma que “a função fundamental da escola é transmitir às jovens gerações os meios de assegurar, ao mesmo tempo, seu futuro e o futuro do mundo”.


Dessa maneira, jamais a caminhada será solitária. Existirá sempre, na formação docente e na experiência escolar em si, a organização de um projeto de vida a ser desenvolvido com competência por aqueles que sabem ser a escola o local onde, como afirma Assmann, “vida e aprendência são, no fundo, a mesma coisa”.

 

http://www.revistaeducacao.com.br/a-formacao-do-educador/
Acesso em: 12 de dezembro de 2017

 

 

Clique na imagem para ter acesso ao relatório

 

 

APRESENTAÇÃO

Cara Professora, Caro Professor

 

A PROVINHA CARIOCA constitui um momento privilegiado para a escola, para os alunos e, principalmente, para você, pois faz parte do esforço que a SME está fazendo no sentido de investir na ALFABETIZAÇÃO de nossos alunos.


Esta avaliação, já com vistas ao próximo ano letivo, pressupõe a verificação do que os alunos já aprenderam e de quais são suas dificuldades, para auxiliar o planejamento de 2018, a fim de que todos os alunos venham a obter êxito em seu processo de alfabetização.


O Relatório da Provinha Carioca, elaborado pela Gerência de Avaliação da SME, apresenta dados e análises da Rede e das Coordenadorias; para um detalhamento maior dos resultados de cada escola, turma ou aluno, o DESESC deve ser consultado.


A Gerência de Avaliação deseja que este instrumento esteja acessível para toda a Rede, principalmente para os gestores e, mais especialmente ainda, para os professores regentes do ciclo de alfabetização (1º, 2º e 3º Anos), a fim de que, em todas as escolas, todos os envolvidos com o processo de alfabetização dialoguem sobre os resultados, em busca de uma avaliação consistente, que contribua para o replanejamento das práticas pedagógicas.


É necessário reafirmar que, lançados os dados da PROVINHA CARIOCA no DESESC, assim como os de qualquer prova da Rede, a escola deve entregar os resultados de cada turma a seus respectivos professores e, em reunião, analisá-los, percebendo-se em relação à E/CRE e à Rede. É preciso que a escola, de posse de sua planilha de resultados, veja, já com vistas a 2018, que alunos estão em cada nível de desempenho, de forma a melhor programar as atividades de recuperação paralela e de reforço escolar para todos os alunos situados nos níveis 1 e 2, desde o início do novo ano letivo.

 

É fundamental, também, que a escola, nessa mesma planilha, verifique, aluno a aluno e turma a turma, que habilidades necessitam ser abordadas com maior ênfase, definindo que metodologia aplicar em cada situação.


É preciso notar que somente com significativa melhoria de desempenho dos alunos nos níveis 1 e 2, a escola conseguirá atingir seu objetivo: ensinar bem a todos (o que indica qualidade na educação oferecida), diminuindo as diferenças entre os que sabem mais e os que sabem menos (o que indica equidade no sistema educacional).

 


  

 


 


 


   
           



   
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