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Quinta-feira, 15/06/2017

Interações na Pré Escola: faz-de-conta no EDI M. O. Arthur Nory

Tags: 9ªcre, pre, escola, letramento.

 

O EDI M. O. Arthur Nory, nas brincadeiras da turma da Pré Escola EI 51, construiu um “mercadinho”. Através deste faz-de-conta, as crianças aprenderam brincando, conheceram regras e questões de convivência social.

A criança está em processo de desenvolvimento. Dessa forma, a Educação Infantil atua a fim de desenvolvolvê-la na sua integralidade. O professor deve pensar e oportunizar diariamente brincadeiras que contribuam para o desenvolvimento e aprendizado das crianças, contextualizando-as com vivências e experiências das mesmas. 

 

  

 

 


Sabe-se que as crianças se desenvolvem e aprendem a partir das interações (com seus pares, adultos e materias) e das brincadeiras. O brincar permite o desenvolvimento de diversas habilidades e conhecimentos, pois a criança aprende brincando. Desse modo, as brincadeiras preisam estar presentes no planejamento e devem ser oportunizadas durante a rotina na Educação Infantil. “Assim, garantir na Educação Infantil um espaço de brincar é assegurar uma educação numa perspectiva criadora e que respeita a criança e seus modos de estar no mundo. Brincar é uma atividade que se aprende na relação com o outro e que sofre contínuas mudanças ao longo do tempo.” (OCEI, pag. 17)
 

Para começar a brincadeira...

Foi enviado aos responsáveis um bilhete, pedindo para que contribuíssem, enviando embalagens de alimentos, produtos de limpeza, higiene, entre outros. Assim que receberam as embalagens, a turma começou o processo de preparação do nosso mercado. No primeiro momento foi informado à turma, que nosso mercadinho, seria organizado em três espaços (categorias): alimentos, higiene pessoal e limpeza e demarcamos estes espaços nas prateleiras (plaquinhas). Nesta etapa, foi escolhido pela turma, o nome do nosso mercadinho: Mercadinho dos Amigos.

No segundo momento, começamos a preparar os “produtos” para o mercado, com a colocação dos preços. Foram escolhidos somente preços simples, iguais às cédulas em circulação em nosso país (Real). Ex: R$ 2,00 / R$ 5,00 / R$10,00 / R$20,00 / R$ 50,00 / R$ 100,00.

 

Em seguida, começamos o processo de separação dos nossos “produtos” de acordo com as categorias pré-estabelecidas, organizando-os nos seus respectivos lugares.

Nesta etapa, foi explorada a Linguagem Oral e Escrita. Através das embalagens, trabalhamos com a Matemática, com formas geométricas, quantidades, noções de grandeza, comparando o tamanho das embalagens, identificando os numerais presentes nos rótulos e seu respectivo valor, comparando produtos de marcas diferentes (mais caro/barato). Além disso, foi possível avaliar o conhecimento da turma acerca da utilização dos produtos apresentados, no cotidiano (para alimentação, limpeza ou higiene). Não esquecendo do tema “Sustentabilidade”, pois os “clientes” sempre levam suas sacolas/bolsas. 

Assim que todos os produtos já estavam com seus preços e em seus lugares, foi delimitado um espaço que seria onde ficaria o “caixa”, onde as compras seriam pagas. Foram distribuídas cédulas para as crianças comprarem os produtos e a brincadeira começou!

Além de brincadeira, o mercadinho também foi fundamental para abordar temas como Alimentação Saudável e Higiene. Vale lembrar que ele ainda está em “construção”, pois as crianças continuam trazendo embalagens de casa. Importante ressaltar que essa atitude tão simples faz com que as crianças se sintam parte integrante e fundamental não somente do nosso “mercadinho”, mas também da nossa turma!  

 

Do mercadinho ao alfabeto de rótulos

 

 

A construção do alfabeto de rótulos se deu como uma sequência do trabalho com o mercadinho. Dessa forma, foram utilizados rótulos de embalgens trazidas pelas crianças para o mercadinho e construímos o alfabeto de rótulos, identificando as letras iniciais de cada palavra e relacionando-as com o alfabeto (Ex.: A: Ana Maria, N: Ninho, etc.). Também comparando letras iniciais dos rótulos com as iniciais dos nomes das crianças da turma, observamos a composição dos produtos informada nas embalagens.

 


“Lembramos que a apropriação da linguagem escrita não pode se dar de maneira descontextualizada para a criança ou de maneira impositiva e arbitrária, pois nossas crianças vivem numa sociedade letrada e percebem a leitura e a escrita em diferentes situações de seu dia a dia, o que torna a leitura e a escrita atividades de seu cotidiano. Devemos, portanto, considerar essas experiências ao planejarmos as ações pedagógicas, para que as situações de aprendizagem sejam significativas e contextualizadas.” (Orientações ao Professor de Pré-Escola I e II, pag. 10)

 

Parabéns à professora Isabele e toda a turma da EI 51!

 

DADOS DA UNIDADE:

EDI Medalhista Olímpico Arthur Nory O. Mariano

Est. do Goiabal, S/N, Inhoaíba

Diretora: Mônica

 


 


   
           



   
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