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Quinta-feira, 09/08/2018

Projeto "Entre imagens e palavras", turma 1202 e a professora Denise Barreto

Tags: 9cre, alfabetização, escrita, experiência.

 

Entre imagens e palavras, é o título do projeto idealizado pela Professora Denise Barreto de Resende, professora da turma 1202, do CIEP Francisco Cavalcante Pontes de Miranda.

 

 

 

A professora Denise Barreto de Resende é regente da turma 1202 no CIEP Francisco Cavalcante Pontes de Miranda, da 9ª CRE. Apesar de ter experiência com todos os anos do Ensino Fundamental I, são os três primeiros anos que a encantam, já que nesta fase as crianças estão em processo de alfabetização (no seu sentido mais amplo).

 

O trabalho desenvolvido no 1º semestre com a turma do 2º ano envolveu a oralidade, produção de texto e análise da língua: princípios que organizam o trabalho pedagógico na alfabetização. E, teve por objetivo:

 

  • Valorizar a leitura de imagens como forma de conhecimento e fruição;
     
  • Desenvolver a expressão oral das crianças sobre a leitura que fazem das imagens;
     
  • Reconhecer e produzir uma sequência narrativa, por meio de imagens, que tenha princípio, meio e fim; 
     
  • Construir a escrita adequada ao leitor e aos objetivos da comunicação.
     


Com o foco na aprendizagem de seus alunos, a Profª Denise elabora atividades que os levem a desenvolver a oralidade, a refletir sobre a escrita e a se perceberem como protagonistas de sua prática.
 

RELATO DA PROFESSORA:

 


"Início do ano, momento de diagnose e organização do planejamento. Enquanto planejamos e replanejamos, chega o momento das primeiras Avaliações Bimestrais. A prova de Alfabetização Escrita tem uma maneira própria de ser aplicada, pois apesar de ser padronizada, as estratégias para sua aplicação são individuais, podendo ser realizada em pequenos grupos, com a turma toda, individualmente na mesa da professora. A última questão costuma ser uma produção textual a partir de imagens (histórias em sequência). Ouço de um aluno a seguinte afirmação: “Não quero escrever nada, esta história não tem graça.” Disponho para a turma a questão da prova. Incentivo os alunos a construírem a história oralmente. Muitas sugestões aparecem. Pergunto para eles se gostaram. Alguns dizem que sim, outros que não. Contudo, o que fazer para que este aluno se motive a escrever? Proponho então uma atividade: Que tal produzirmos nossas próprias histórias e serão vocês os personagens? “Tia, a gente vai ficar no lugar do tatu e do macaco?”, “Pessoal, vamos fazer! A gente vai ficar famoso!”. Depois de rirmos um pouco com as afirmações de Guilherme, combinamos a atividade para depois das provas."


"Considero imprescindível planejar atividades significativas, escolhidas por serem de interesse do grupo. Os Cadernos Pedagógicos, os Descritores, as Orientações são suportes que pretendem nos nortear. Contudo, em meu trabalho, não se encerram em si mesmos, tornam-se pontos de partida para uma aprendizagem do aluno visto como sujeito. Para isto, é preciso dar voz a ele, compreender que cada um tem o seu tempo, entender que as crianças chegam com muitos saberes e ao longo do percurso adquirem outros saberes também relevantes para sua vida em sociedade."

 


Desenvolvimento:

A proposta inicial foi criar histórias em sequência. Os alunos seriam os personagens e as imagens seriam produzidas através de fotografias. O trabalho foi dividido em etapas, são elas: 

 

1. Organização dos grupos


Para cada atividade, analiso como esta será organizada: individualmente, duplas ou grupos..


2. Temas das histórias...


É comum elencar temas para histórias. Desta vez, a proposta era escolher os lugares onde ela aconteceria com o objetivo de ampliar o olhar para outros espaços.Foram escolhidos a sala de aula, sala de leitura, pátio, refeitório, parquinho e horta.

 

3. Sorteio 

Cada grupo escolheu o aluno que iria sortear o lugar.

 

4. Pensando na história...

- Tia, a nossa história vai ser no pátio. Mas o que a gente pode fazer?
- O que vocês costumam fazer no pátio?
- A gente faz fila, brinca de roda...
- Então, escolhe uma dessas e comece a história por aí. O que acha?
- Isso! Já tenho uma ideia...
Cada grupo foi pensando e produzindo oralmente o roteiro de suas criações.

 

5. Hora de fotografar.


Foram produzidas histórias de acordo com o que as crianças planejaram. Eles se organizavam nos espaços e a professora tirava as fotos. 

 

 

 

 

  

 

 

Fotos de um grupo de crianças registrados no lugar escolhido: o parque

 

 

  

 

 

 

 

  

Outro grupo de crianças no espaço do parque

 


6. Apresentação


Depois que as fotos estavam organizadas, foi pedido aos alunos que se apresentassem para a turma, assim todos poderiam conhecer as histórias. Cada grupo se organizou da maneira que achou melhor. Veja aqui esta experiência em vídeo. 

 

7. Hora de escrever...

Que momento intenso, rico! Todos falando ao mesmo tempo, discutindo. Nesta hora, foram provacadas algumas reflexões: Como se escreve? Que letra usar? É igual? Diferente? 

Clique aqui para ver algumas escritas espontâneas. 

 

8. Revisão e reescrita


Hora de olhar para o texto e fazer a análise da língua. Este é um momento necessário que faz parte do processo. Por que esta letra e não outra? Muitas repetições? ÃO ou AM?
 É considerável compreender que cada grupo tem sua especificidade e por isso, a forma de fazer as mediações podem e devem variar.

 

9. Publicação e leitura

Com os textos revisados, organizamos os cartazes e aproveitamos para fazermos a leitura em voz alta. Cada grupo elegeu seu leitor.

Video com as histórias: clique aqui para assistir!

 

10. Desafio: Fazer uma história coletiva utilizando as mesmas fotos.


As tempestades de ideias foram surgindo. E, eu como professora fui a escriba. As poucos, o texto foi se desenhando e ao final houve uma votação para o nome da história.

 

 

Texto coletivo elaborado com as crianças em forma de desafio

 

 

Para a professora Denise, o espaço que se constrói em sala de aula precisa ser pensado como um lugar em que as crianças se movimentem com autonomia, que promova diferentes possibilidades de articulações de sentidos, revelando e constituindo conceitos. Dentro desta perspectiva, o professor é o mediador, o facilitador do processo de aprendizagem.

 

Esta posição, assumida pelo docente, se constitui a partir de um trabalho que favorece o estudo da linguagem como forma de interação no contexto escolar. Além disso, as relações que se fazem em sala de aula, com suas duplas, nas rodas de conversa, nas interações uns com os outros, são importantes para compreendermos o crescimento dos alunos individualmente e entre seus pares. Assim, todas as etapas da atividade envolveram um tipo de aprendizado e de troca. 

 

Os estudantes tiveram a oportunidade de desenvolver a oralidade através das histórias, enxergar-se capazes de produzir um texto com autonomia (escrita espontânea), perceber que há necessidade de reescrita e revisão do próprio texto, além de aprender a se respeitar em seus grupos.

 

"Pude avaliar constantemente cada um de meus alunos, através das frequentes interações que eu promovia, nas quais eles expressavam sua compreensão do que estava sendo proposto, além de trazerem contribuições para o (re)planejamento da continuidade das atividades em sequência didática. Percebi também como foram significativas as atividades coletivas, pois houve um reflexo nas atividades individuais. Enfim, levamos três semanas para realizarmos esta atividade. Enfrentamos os desafios do dia a dia da sala de aula, contamos com a parceria de outros professores, compartilhamos nossos saberes com outros pares, nos orgulhamos do trabalho realizado! Apesar de todas as dificuldades que enfrentamos, é possível promover uma aprendizagem significativa, repleta de sentidos, dando vez e voz ao seu aluno." Prof. Denise Barreto

 

Parabéns à professora Denise e a Turma 1202 pelas experiências vivenciadas com a escrita de forma significativa! 

 

Quer saber mais, entre em contato:

CIEP Francisco Cavalcante Pontes de Miranda

Endereço: Estr. Moriçaba, S/N - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, 23016-620

Telefone: (21) 3364-1620

Profa Denise Barreto de Resende

E-mail: deniseresende@rioeduca.net
 


 


 


   
           



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Quarta-feira, 08/08/2018

Projeto Copinha

Tags: 3ªcre, copa, alfabetização.

 

Projeto Copinha, idealizado pela equipe pedagógica da Escola Municipal Professora Vera Saback Sampaio, promoveu interação, trabalhou conceitos relativos à socialização e cooperação entre os alunos.

 

   

 

A Copa do Mundo de Futebol de 2018 foi disputada na Rússia, o maior país do mundo, entre os dias 14 de junho e 15 de julho e nesse contexto, a Escola Municipal Professora Vera Saback Sampaio planejou desenvolver competências pedagógicas nas áreas: social, intelectual, política e cultural. Dessa forma, a proposta, Projeto Copinha, pretendeu aproveitar o evento mundial para promover o enriquecendo das aulas, através de pesquisa da história e cultura dos países participantes da Copa do Mundo.

 

 

 

O Projeto busca levar o educando da turma de alfabetização a conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações culturais de diferentes países do mundo. Na abertura da copinha foi realizada a entrada das delegações com suas bandeiras, a execução do hino nacional brasileiro e a realização do juramento do atleta, dando, assim,  início aos jogos.

Vale ressaltar, que nesse dia a escola foi aberta aos responsáveis.

 

 

 

 

Durante o evento, cada turma representou um país participante da Copa do Mundo 2018. Para isto, até a semana anterior ao evento, foi realizado um sorteio, na presença de um professor de Educação Física, um representante de PII e um representante da direção, a fim de definir o país que cada turma iria representar. 

Cada grupo trabalhou em sala um pouco da história e da cultura do país que representaria. Os países sorteados foram: BRASIL, ESPANHA, FRANÇA, CROÁCIA, ARGENTINA, ALEMANHA, COLÔMBIA, COSTA RICA, EGITO, PERU, SUÉCIA, PORTUGAL, SENEGAL, RÚSSIA, URUGUAI, POLÔNIA, INGLATERRA E BÉLGICA. 

 

 

  

 

 

O objetivo geral foi fazer com que os alunos conhecessem aspectos políticos, econômicos, históricos, geográficos e culturais dos países participantes da Copa do Mundo, através da pesquisa.

Destaca-se que o projeto, também, promoveu uma integração entre os alunos da escola e entre os integrantes da comunidade escolar.

Ao final da “copinha” todos os nossos alunos e professores ganharam medalha de participação.

 

 

 

 

Cada disciplina estabeleceu seus objetivos com a execução da Copinha, são eles:

Educação Física - Promover a interação entre os alunos, entender a importância do evento Copa do Mundo, trabalhar coordenação motora, lateralidade e cooperação, trabalhar regras dos jogos e respeito aos adversários.


Matemática - Identificar figuras geométricas contidas dentro de um campo de futebol, construir gráficos para avaliar o desempenho das seleções, identificar quantidade relacionando os gols e a representação numérica.


Português (Leitura) - Trabalhar a leitura explorando a brincadeira: O que é,o que é?, trabalhar a escrita,utilizando o alfabeto móvel.


História - Expor os cinco títulos mundiais da seleção brasileira através de uma linha do tempo.


Inglês - Trabalhar o vocabulário em inglês, através da escrita de data e palavras (copa do mundo e Brasil) e explorar a oralidade pronunciando as cores (amarelo, azul e verde) em inglês.

 

 

 

 

 

Parabéns pelo trabalho, foi uma goleada de conhecimentos!

 

Equipe Gestora da Escola Municipal Professora Vera Saback Samapaio:

Diretora Geral: Carla Cristina

Diretora Adjunta: Luciana Manhães

Coordenadora: Danilele Lemos 

 

Quer saber mais sobre:

Unidade escolar: Escola Municipal Vera Saback Sampaio

E-mail: emverasampaio@rioeduca.net 

 

Parabéns! Escola Municipal Vera Saback Sampaio pelo trabalho desenvolvido. 

 


   
           



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Terça-feira, 07/08/2018

Quem sou eu? O Resgate das Minhas Memórias

Tags: 2ªcre, alfabetizacao, literatura, peja.

 

A professora Pâmmela Lôbo, regente do PEJA no CIEP Nação Rubro Negra, esteve entre os 50 finalistas do Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita.

 

 

O portal Rioeduca conversou com a professora Pâmmela Lôbo, que contou sobre seu trabalho no PEJA do CIEP Nação Rubro Negra e como se sente sendo finalista do Prêmio Educador Nota 10.


A educação de jovens e adultos tem como missão o resgate da cidadania de seus estudantes, através da sistematização dos conhecimentos já construídos e da ampliação do repertório cultural e acadêmico. Por se tratar do bloco 1, do PEJA 1, a primeira etapa da modalidade, a professora Pâmmela Lôbo costuma promover atividades de acolhimento direcionadas aos alunos, a fim de desenvolver a sensação de pertencimento ao espaço escolar e minimizar os sentimentos de medo e insegurança diante do novo desafio: o início da escolarização ou o retorno aos estudos formais, depois de anos afastados da instituição escolar.


Durante a diagnose no início do ano letivo, foi constatado que a maior parte do grupo era oriunda do sertão nordestino e que deixou sua terra natal, devido ao fenômeno da seca, a fome e a pobreza, para tentar uma vida melhor no Rio de Janeiro. A professora também observou que os estudantes apresentavam muita dificuldade em falar sobre si, suas perspectivas e seus desejos, já que por muito tempo suas opiniões, ideias e sonhos foram esmagados pelas desigualdades sociais presentes em nosso país.


Ao analisar a situação, concluiu que era necessário desenvolver ações para resgatar a história de cada um. A partir de então, o projeto de trabalho foi idealizado, buscando articular o processo de alfabetização às experiências dos alunos. A proposta foi embasada na concepção que traz a oralidade, a leitura e a escrita como práticas sociais, já que o sujeito participa de diversas situações comunicativas em seu cotidiano, como produtor de textos orais e escritos.

Dessa forma, a professora pensou que o primeiro passo para desenvolver a autoria dos seus alunos  seria cada um contar sua própria história, através de seu olhar e não pelo olhar do outro. Assim, além de buscar o resgate da memória e ampliar o repertório, o projeto ajudaria o estudante a entender seu contexto social, político e cultural. Afinal, não basta resgatar as lembranças, é preciso interrogá-las para mudar a realidade que nos cerca.

 

Os objetivos do projeto foram:


• Resgatar as memórias, a fim de fortalecer a subjetividade através da valorização de sua história pessoal;


• Contar sua própria história através de seu olhar e não pelo olhar do outro, desenvolvendo assim o processo de autoria;


• Compreender e refletir sobre o contexto social, político e cultural dos fatos e situações vividas;


• Apropriar-se da língua escrita e oral como meio de expressão, interação e comunicação;


• Desenvolver a expressão oral adequada aos diferentes contextos;


• Reconhecer e compreender a diversidade nas formas de falar;


• Reconhecer que textos não verbais são formas de expressão;


• Compreender diferentes discursos orais e escritos em diversas variantes e registros da Língua Portuguesa, incluindo a norma padrão (com identificação dos objetivos comunicativos);


• Valorizar a leitura como forma de conhecimento e fruição;


• Reconhecer a leitura como produção de significados;


• Reconhecer e utilizar diferentes gêneros discursivos/textuais;


• Ler e produzir diferentes gêneros discursivos, fazendo uso das estratégias de seleção, antecipação, verificação e inferências;


• Escrever textos curtos, tendo em vista as condições de produção (finalidade, gênero e interlocutor).

 

Desenvolvimento do Projeto:


O ponto de partida do projeto foi o trabalho de leitura, análise de imagem e produção de texto coletiva a partir do livro de Literatura “Guilherme Augusto Araújo Fernandes”, de Mem Fox e Julie Vivas, Editora Brinque-Book. Durante a produção do texto, a professora como escriba e mediadora do processo de aprendizagem, aproveitou o ensejo para tratar de alguns aspectos sobre a língua escrita, tais como parágrafo, pontuação, coesão, coerência e escrita adequada das palavras.


Assim, como no livro, foi feito um levantamento de objetos que poderiam despertar nossas lembranças. Cada aluno fez o seu relato oral na roda de conversa, o passo seguinte foi a elaboração de um caderno individual para registro de memórias. Ao lançar a proposta para o grupo, ficou combinado entre todos que o registro ocorreria uma vez por semana, durante o ano letivo. A intenção pedagógica do caderno foi ajudar o estudante a perder o medo do escrever, a partir de suas experiências, desenvolvendo, assim, a prática de escrita.

A análise dos registros dos alunos forneceu a professora Pâmmela subsídios para o replanejamento das ações, ao longo do ano letivo e o caderno de registros tornou-se o portfólio individual das produções escritas.

 

 

Cadernos de registros

 

A terceira etapa do projeto foi a apreciação de telas de Portinari e Ivan Cruz, que retratam as brincadeiras de crianças. É importante destacar que a biografia de ambos os artistas foi lida pela turma, antes da apresentação dos quadros. O trabalho teve como foco despertar o senso estético, aprofundar o olhar sobre os elementos visuais que compõem uma obra artística e sensibilizar o grupo a respeito da temática tratada - a infância. As telas selecionadas foram projetadas no datashow e os alunos foram convidados a falar sobre suas impressões, sentimentos e ideias que foram suscitados pelos quadros.

Em outro momento, cada estudante escolheu uma das telas exibidas para fazer uma releitura, a fim de expressar suas lembranças. Pâmmela Lôbo acredita que a releitura não é uma simples cópia de um produto artístico. O aluno se torna co-autor da tela, já que incorpora suas experiências ao produto já acabado.

 

 

Alunos fazendo a releitura da telas

 

 

Algumas releituras - Meninos soltando pipas

 

A quarta etapa foi o levantamento das brincadeiras preferidas da turma. Neste momento, notou-se que nem todos do grupo tiveram o direito de ter uma infância feliz. Este fato incomodou bastante a todos e vários questionamentos foram realizados pelos alunos. Nesse contexto, a professora organizou um debate e junto com os alunos registrou algumas hipóteses para responder as questões. Diante de tais respostas, para estimular a reflexão sobre a realidade tratada, foi exibido para o grupo o vídeo “Vida Maria”, de Marcio Ramos. A partir do vídeo, foi produzida, coletivamente, uma narrativa para contar a vida de Maria. 

Ainda tratando das indagações formuladas pela turma a respeito do direito de brincar, o próximo passo foi o debate a partir da leitura de algumas charges de jornal. Em seguida, o grupo pesquisou os direitos das crianças na internet. Também buscaram algumas respostas em notícias de jornal e no estudo da História do Brasil, procurando relacionar alguns fatos atuais com o passado.

 

 

Alunos escrevendo com o auxílio do alfabeto móvel

 

 

Atividade realizada em grupos.

 

 

A etapa seguinte do projeto foi a identificação dos Estados e regiões, onde cada aluno nasceu, no mapa do Brasil que foi projetado no datashow. As informações coletadas foram transformadas em um gráfico coletivo. Logo, foi possível trabalhar com a turma pontos pertinentes a leitura de mapas, tabelas e gráficos. Para ampliar o olhar sobre a região nordestina e não desenvolver ideias equivocadas sobre o local foram projetadas imagens de diversos mapas sobre a vegetação, clima etc e fotos que fizeram referência a cultura, vestuário, culinária, além de telas de diversos artistas que mostravam o cotidiano local, ressaltando aspectos positivos e negativos.

Em outro momento, a professora solicitou ao grupo a escolha de um dos quadros apresentados na atividade anterior para a elaboração de um texto narrativo. A tela escolhida foi “Os Retirantes”, de Portinari. A produção foi realizada em duplas para estimular a troca de conhecimentos.

Durante o processo de execução do projeto, a turma também fez alusão às lembranças a partir da culinária. Por tal motivo, o próximo passo foi registro de receitas de alguns pratos escolhidos pelo grupo. Neste momento, a docente foi escriba dos textos, visto que as receitas eram conhecidas oralmente. Isto é, o papel da professora foi sistematizar um conhecimento que era repassado através da oralidade. Logo, quando o tema foi abordado, se fez necessário tratar das nossas raízes negras, indígenas e portuguesas.


Para ampliar o repertório e trazer mais informações, a turma participou de duas aulas passeio: ao Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista e ao Museu Imperial, em Petrópolis. Foi elaborada uma notícia de jornal sobre a visita a Petrópolis para o jornal da escola. Com o objetivo de desenvolver a oralidade, os alunos foram convidados a brincar de repórter por um dia. Assim a mesma notícia que foi produzida no formato do “jornal de papel”, também foi elaborada na dinâmica do “jornal na tv”.

 

 

 

A notícia produzida coletivamente, após o passeio. As fotos foram retiradas pelos alunos.

 

Para finalizar o projeto, a partir do poema “Árvore da Vida”, de autor desconhecido, retirado da internet, foi produzido outro poema coletivo, também com o mesmo título. Inicialmente, o poema gerador da atividade foi lido individualmente e em seguida, coletivamente. Depois foi feita análise do contexto de produção e da estrutura do texto. Logo após, cada aluno escreveu uma palavra pertinente ao que foi discutido e o poema coletivo foi elaborado. Os alunos que precisaram de apoio para escrever as palavras do poema, utilizaram o alfabeto móvel.

 

 

 

Mural com o poema construído coletivamente

 

 

Cabe ressaltar que o projeto possibilitou que os eixos do processo de alfabetização (escrita, leitura, oralidade e análise linguística) fossem contemplados de forma significativa. O projeto teve como um dos objetivos colocar o aluno como protagonista de sua história e do processo ensino e aprendizagem e por isso, foi observada a redução do índice de faltas durante o período. O período de realização do projeto foi de março de 2017 a agosto de 2017.

 

• Processo de inscrição no Prêmio Educador Nota 10

 

“Resolvi me inscrever no último dia do prazo estabelecido. A maior incentivadora para que eu inscrevesse foi minha mãe. A partir de sua insistência dela, decidi sentar para fazer o relato da experiência. Com a correria do nosso cotidiano, em nenhum momento passou pela minha cabeça participar do concurso. Além disso, achamos que o que produzimos na escola para ser considerado como uma experiência exitosa requer algo grandioso. Durante o processo de elaboração do meu relato, ficou claro que a articulação da proposta com as vivências dos alunos foi o que possibilitou o sucesso do projeto.


Este exercício de registrar a minha prática foi valioso para aprimorar meu trabalho, pois foi um momento de análise e reflexão de todo o processo.” Relata a professora Pâmmela Lôbo

 

• Estar entre os finalistas:

 

“Eu fiquei muito feliz e me senti muito honrada. Tenho muito orgulho de ser professora alfabetizadora. Tenho 19 anos de carreira na Rede Municipal e alfabetizar sempre foi minha paixão. É importante dizer, que fui me constituindo professora alfabetizadora durante esse tempo através das formações que participei e das trocas de experiências com outros colegas de trabalho. Por isso, essa conquista não foi só minha, foi da Rede, de alunos e de professores, principalmente do PEJA. Mostrar as potencialidades dos docentes e estudantes do PEJA e o quanto a educação de jovens e adultos exerce um papel fundamental para uma sociedade mais justa e igualitária foi a maior vitória.


O carinho e apoio que recebi dos alunos, dos meus colegas da escola e de outros professores me deixou emocionada. Recebi muitas mensagens de incentivo. Eu só tenho a agradecer. Sou muita grata por estar onde estou, com os alunos e com meus colegas do CIEP Nação Rubro Negra.” Conta a professora Pâmmela Lôbo

 

 

Professora Pâmmela Lôbo e alunos

 

Agradecemos a professora Pâmmela Lôbo por compartilhar conosco esta experiência pedagógica de sucesso e desejamos sucesso sempre.

 

O email de contato da professora Pâmmela Lôbo é: pammelaoliveira@rioeduca.net

 

 

Divulgue também o trabalho de sua escola no portal Rioeduca.

Entre em contato com o representante de sua CRE.

 

 


 

 

 

 

 

 

 


   


   
           



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Quinta-feira, 26/07/2018

ALFArte - Alfabetização com Arte na 1ª CRE

Tags: 1ªcre, eventos, projetos, alfabetização, artes..

 

Projeto Articula diversos saberes, desenvolvendo nas crianças a capacidade criativa.

 

 

ALFArte é um projeto pesquisa-ação, criado pela 1ª Coordenadoria Regional de Educação da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, onde as linguagens artísticas permeiam a alfabetização, facilitando a aprendizagem de uma forma lúdica. A estratégia de sensibilizar através de uma leitura de mundo com olhar criativo, nasce da preocupação em um planejamento articulado e em conjunto entre as diversas áreas do conhecimento.

 

Valeria Jaconiano, gerente da Gerência de Educação, propôs o desenvolvimento do Projeto e diz:

“Considero imprescindível um trabalho coletivo entre o professor regente e o professor de Artes, a fim de contribuir nos processos de ensino e da aprendizagem. Nosso filho então nasce: ALFArte! Nasceu vigoroso, cheio de sensibilidade, desejoso de articulações e objetivando as concretizações dos saberes, que iluminam e propiciam a formação humana.”

 

Apresentação do Projeto, com a presença da Coordenadora Fátima Sueli, do Assessor-Adjunto, José Luiz e da Gerente de Educação, Valéria Jaconiano.

 


Esse Projeto, construído por professores de Artes, coordenadores pedagógicos, Núcleos de Artes e Alfabetizadores da 1ª CRE, pretende promover a articulação dos conhecimentos prévios dos educandos, com as linguagens artísticas. A avaliação dialógica entre o aspecto cognitivo e socioemocional, se dará pelas apresentações dos processos e produtos construídos na interdisciplinaridade e pela autoavaliação consciente das competências socioemocionais alcançadas.

 

 


O desenvolvimento se dá a partir da criação de uma mandala ALFArte, ferramenta pedagógica que articula 4 círculos concêntricos e dinamiza diversas combinações entre eles, formando raios, propondo variadas sugestões de planejamento, que com criatividade se desdobram infinitamente. O colorido dos aros define as 4 etapas que se articulam: o 1º traz os significados (o conhecimentos prévios dos alunos), o 2º as linguagens abrindo portas , o 3º as produções e processos e o 4º as habilidades socioemocionais.

 

As mandalas são de origem sagrada, tem um ponto central e ao seu redor apresentam um desenvolvimento simétrico. A mandala ALFArte tem como foco a leitura, escrita e interpretação, formando uma verdadeira rede de saberes, onde os educadores de diversas áreas planejam juntos para alcançar esse objetivo.

 

 


A inspiração veio da Mandala dos Saberes do MEC (Pressupostos para Projetos Pedagógicos de Educação Integral REDE DE SABERES MAIS EDUCAÇÃO), que busca a educação integral. A intenção é que ela seja um instrumento de auxílio e de orientação à construção de estratégias pedagógicas.(http://educacaointegral.org.br/na-pratica/wp-content/uploads/2017/08/metodologia-complementar_jogo-mandala-dos-saberes.pdf

 


Mandala ALFArte propõe um planejamento conjunto entre professores Alfabetizadores, de Artes, da Sala de Leitura, de Educação Física e outras linguagens, pensando nesse processo interdisciplinar que traz mais significado, estímulos, motivação, envolvimento e pretende proporcionar um aprendizado mais efetivo, onde a escola se torna protagonista e produtora de cultura e desenvolvimento humano.

 

 

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO:

 


O projeto pesquisa-ação começa se desenvolver em 5 escolas piloto da 1ª CRE, onde a equipe é estimulada para planejamentos coletivos, articulados com diversas linguagens e a criação autônoma pelas escolas de estratégias para o crescimento do aprendizado. Cada escola recebe sua mandala e é convidada a personalizá-la com o seu projeto.

 

Apresentaçõ do Projeto nas Escolas Piloto

 


A proposta é inovadora e sustentável, porque mantém a estrutura que existe nas nossas escolas e integra na hora de planejar, buscando dinâmicas de Projetos Coletivos Criativos entre todas as disciplinas, proporcionando a aprendizagem cooperativa e a educação integral do aluno. A Mandala é dialógica, vai além da educação autocentrada, revê processos e cria uma comunicação entre várias mãos. Ao trazer o repensar no agir em sala de aula, suscita a realização de novas descobertas a cerca de um planejamento que tenha a metacognição, a arte, a pesquisa-ação e o desenvolvimento das competências socioemocionais, como princípios norteadores de novas práticas na escola.

 

Um pouco do material Produzido

 

 

 

 

Clique nas imagens abaixo para acessar  videos do Projeto:

 

 

VIDEO CIEP JOSÉ PEDRO VARELA: Gamificação

 

 

Trabalhando Habilidades Socioemocionais, com o professor Jean Bodin

 

 

Artes e Produção de  Texto: PEJA Calouste Gulbenkian

 

 


Para Saber Mais:

Gerência de Educação: 2233-4839

 

 

Clique na Foto Abaixo e acesse o Blog, onde você vai encontrar todos os detalhes do ALFArte – Alfabetização com Arte 1ª CRE:

 

 

 

 

Contato para publicações:

 


  


   
           



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