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Terça-feira, 30/12/2014

A Cultura Grega no 6º Ano Experimental

Tags: 7ªcre, projetos.

 

 

 Neste ano, os alunos do 6º Ano Experimental da Escola Professora Helena Lopes Abranches e da Escola República da Colômbia puderam conhecer e aprender mais sobre a Cultura Grega.

 

                        

                                      E. M. Professora Helena Lopes Abranches

 

Dentre as atividades desenvolvidas no 3º bimestre pelos alunos do 6º ano experimental da E. M. Helena Lopes, destaca-se a Feira Cultural "A influência da cultura grega no nosso cotidiano", realizada no dia 24 de novembro, e a construção de um grupo no Facebook  para divulgar lembretes de tarefas, além de servir como meio de interação e de limpeza textual.

 

 

O projeto 6º ano Experimental foi uma ação inovadora dentro da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, com o objetivo de minimizar o impacto da mudança de segmento. De acordo com a sua proposta, fez-se necessário articular as orientações curriculares, os descritores e o projeto pedagógico da escola visando um trabalho que incentive a diversidade humana e científica.

Nos encontros realizados pela SME e pela Gerência de Educação 7ª CRE, foi focada a importância de uma parceria compromissada e criativa no desafio do trabalho a ser realizado pelo professor com o objetivo de alcançar a formação social e cognitiva do aluno, orientando o próprio senso crítico.

 

               Alunos produzindo maquetes com argila para a Feira Cultural.

 

Sendo assim, o 6º ano Experimental da E. M. Helena Lopes teve como eixo desenvolver projetos de trabalho articulando aprendizagens significativas de forma que o aluno encontrasse sentido real naquilo que estava aprendendo, visando encontrar soluções para a falta de motivação e afetividade, fatores determinantes para a aquisição da aprendizagem. Desse modo, permite ao aluno posicionar-se de maneira crítica, criativa, questionadora e construtiva frente à família, grupo escolar e social, na solução de problemas e articulação de opiniões.

 

                Maquetes reproduzindo a arquitetura grega.

 

"Como a escola de hoje enfrenta o grande desafio de conjugar competência cognitiva com a formação de valores éticos, abracei o projeto pedagógico da escola, buscando trabalhar valores na intenção de, nas questões do cotidiano, desenvolver o senso de respeito, justiça, solidariedade e responsabilidade social", declara a professora Valéria Dib.

O trabalho de Valéria foi focado no desenvolvimento e aplicação efetiva das novas tecnologias, buscando experimentar novas competências e habilidades de forma interdisciplinar, valores e cidadania, aprendizagem cultural e educação para o desenvolvimento sustentável, procurando estimular o diálogo através de debates e abordando diferentes linguagens.

 

               Alunos visitando a Feira Cultural.

 

Foi possível construir laços afetivos, desenvolver a sensibilidade, aumentar a autoestima, ativar a criatividade e formar valores culturais fundamentais para o convívio humano entre as diversidades que nos cercam.

(Texto adaptado de Valéria Dib)

 

                                                 

        E. M. República da Colômbia - A Valorização da Arte Grega

 

Durante o 3º bimestre, os alunos do 6º ano experimental da E. M. República da Colômbia também  conheceram a história fascinante da Grécia, toda a sua cultura e seu legado para as civilizações.

Para encerrar as inúmeras descobertas acerca do território estudado, os alunos puderam expandir suas habilidades com uma exposição sobre a valorização da arte grega. Arte esta tão rica em detalhes e na valorização da beleza física humana e toda a sua perfeição, assim como, na intrigante e curiosa mitologia.

 

               Telas pintadas pelos alunos reproduzindo elementos da arte e cultura grega.

 

A construção desse trabalho foi na sala de aula e a culminância foi a exposição no pátio da U.E. Esse evento foi aberto aos responsáveis que se orgulharam tanto das habilidades artísticas, quanto do conhecimento histórico dos alunos sobre as artes gregas.

 

             As alunas da turma do 6º ano experimental da E. M. República da Colômbia.

 

     Os alunos da turma do 6º ano experimental da E. M. República da Colômbia.

 

Esse trabalho não só possibilitou encerrar o bimestre com grande conhecimento acerca dos assuntos estudados, como despertou a sensibilidade na valorização de uma contribuição artística social de valor imensurável, além da enorme influência cultural deixada por essa civilização até a atualidade.

 

(Texto adaptado de Margareth Guimarães de Pinho)

 

Parabéns às professoras e aos alunos do 6º ano experimental pelo excelente trabalho!

 

 

 

 

 

 

 

                               

 

 

 


  

Terça-feira, 23/12/2014

E o Bom Velhinho Chegou na E. M. Engenheiro Álvaro Sodré

Tags: 7ªcre, projetos.

 

 

Tempo de festas, comemorações e muita alegria. O Natal é uma época mágica que encanta as crianças com a figura do Papai Noel. A Escola Álvaro Sodré proporcionou momentos mágicos para seus alunos com a chegada do Bom Velhinho...

 

Nem a chuva, nem a lama, nem o tempo frio puderam apagar o sorriso das crianças com a Festa de Natal da Escola Álvaro Sodré!

 

Iniciamos o dia debaixo de grande aguaceiro com a sessão musical de nossos alunos. Cantaram uma seleção de músicas natalinas do cancioneiro popular e houve apresentação de flauta. Parabéns, professor André! As crianças estavam afinadíssimas e com a letra das músicas na ponta da língua.

 

 

Algumas alunas apresentaram coreografia que foi acompanhada pelos alunos das Classes Especiais. E o Papai Noel chegou, trazido de helicóptero, por um céu muito nublado, mas já sem chuva! As crianças o saudaram com alegria, emocionados. Emocionados, até as lágrimas estavam também muitos dos adultos presentes.

 

                   A chegada do Papai Noel de helicóptero.
 

 

O Bom Velhinho disse algumas palavras de incentivo às crianças e passou a distribuir os presentes, segundo os pedidos expressos nas cartinhas de cada um. Na saída, depois de um almoço bem caprichado, os alunos se deliciaram com a torta e o conteúdo do lanchinho especial.

 

               Papai Noel deixando sua mensagem de boas festas para as crianças e equipe da escola.

 

Agradecemos muito a todos os que, de coração aberto e generoso, contribuíram de todas as formas para que a alegria marcasse o Natal de nossos alunos.

Que Deus os abençoe!

E que possam ter suas vidas marcadas, em 2015, pela alegria e esperança que ajudaram a semear nos corações das crianças da Álvaro Sodré!

 

         Equipe da Escola reunida para a Festa de Natal.
 

 

Solidariedade no Natal

 

Momentos de solidariedade com a doação de sabonetes aos idosos.

 

Além disso, a escola, no dia 2 de dezembro, visitou a Unidade Municipal de Acolhimento Maria Vieira Bazane, localizada no Recreio dos Bandeirantes, para oferecer sabonetes aos idosos ali internados.

O gesto de solidariedade fez parte do projeto pedagógico do bimestre e buscou incentivar em nossos alunos a prática do bem desinteressado, o olhar compassivo para com os outros, a análise da realidade ao redor. Perceber que sempre podemos dar algo e que há sempre alguém necessitado, bem ao nosso lado. E que há necessidades que não são materiais e que podem ser saciadas com um carinho, um abraço. Importar-se com o outro e fazer a diferença na vida dele. Isto é Natal para nós!

Cada turma se fez representar por um aluno escolhido por todos, que foram acompanhados pelas professoras Márcia Arruda e Andrea Toste. As embalagens dos sabonetes foram decoradas pelos alunos com uma borboleta personalizada, símbolo do PPP 2014 de nossa escola.

 

 

Confira, abaixo, o vídeo com a chegada do Papai Noel

 

 

 

 

 

Parabéns a todos os envolvidos por proporcionarem

 momentos mágicos  para os alunos!

 

Parabéns à equipe da E. M. Engenheiro Álvaro Sodré pelo excelente  trabalho desenvolvido em 2014!

 

Boas Festas!

 


Para conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela escola, visite o blog:

 

http://emasodre.blogspot.com.br/

 

 

 

 

                               

 

 

 


  

Terça-feira, 16/12/2014

II Feira Literária da Escola Dyla

Tags: 7ªcre, projetos.

 

No dia 4 de novembro, foi realizada a II Feira Literária da Escola Dyla, a FLED. O evento foi desenvolvido pelas professoras Mariana Fragale, Silvia Castro e Ana Tereza Grauer,  que atuam na Sala de Leitura da unidade escolar.

 

A Escola Municipal Professora Dyla Sylvia de Sá realizou a II FLED (Feira Literária da Escola Dyla) e o tema deste ano foi “A diferença é o que nos aproxima”. A autora homenageada foi Marina Colasanti.

 

O evento contou com a ilustre presença da autora homenageada, que conheceu todas as turmas da escola, bem como os trabalhos realizados a partir de suas obras literárias. E contou também com a presença de autores e ilustradores convidados, como Cristino Wapichana, Sônia Rosa e Thais Linhares, que abrilhantaram ainda mais o nosso evento. E a abertura ficou por conta do Show de Contação de Histórias de Silvia Castro.

 

 

         Cristino Wapichana, Thais Linhares, Maria Angela (diretora), Mariana Fragale (SL) e Marina Colasanti.

 

Como em toda FLED, os alunos foram divididos em equipes para participar de oficinas de 30 minutos com cada convidado e de sorteios de livros ao final da grande festa literária.

 

Marina Colasanti com Mariana Fragale, com os alunos, em um momento de autógrafos para pais e alunos, conversando com as turmas, numa conversa íntima com aluna, na campanha “Eu curto Ler” e, por último, apresentando a poesia “O leão”, pela Ed. Infantil.

 

 

A Campanha “Eu curto ler” foi lançada e todos aderiram à ideia. Até mesmo a nossa autora homenageada fez questão de participar, colando um adesivo. Além disso, contamos com a participação da Livraria “Alegria das Letras”, que possibilitou a venda de livros.

 

As crianças pintaram a cara, brincaram, conheceram a Marina Colasanti e os outros convidados. E eu ganhei um livro de quadrinhos.” João (Turma 1101).

 

A possibilidade de conhecer a Literatura sob diferentes olhares, seja do ponto de vista da literatura indígena, africana ou trabalhando a leitura visual, buscando um autoconhecimento, uma identidade era a espinha dorsal do trabalho da sala de leitura, que culminou nessa experiência mágica de aventura através da Literatura.

 

Público na contação de histórias; Contação de Histórias de Silvia Castro; “diretora-adjunta Marilene na oficina de Pintura Facial; Sônia Rosa com alunos; ilustrações de Thais Linhares; Alunos e professores com Marina Colasanti; Ana Teresa Grauer (SL), Fernanda Barcellos (GED-7ªCRE), Angela Santana (SME), Marina Colasanti e Mariana Fragale (SL); Livraria “Alegria das Letras”;

 

A Educação infantil buscou o autoconhecimento através da identificação das características dos animais, como a força, a esperteza, a calma. Pensando nisso, foi trabalhado o livro “Cada bicho seu capricho”, da Marina Colasanti, e os alunos puderam se caracterizar na oficina de Pintura Facial, conforme os animais com quem mais se identificavam. Aliás, até as professoras entraram nessa brincadeira. A culminância foi uma apresentação especial para a homenageada.

 

Na Oficina de Ilustração, puderam construir na hora sua própria história, ilustrada pela querida e grande ilustradora Thais Linhares.

 

Marina Colasanti batendo um papo com alunos; Thais Linhares na oficina de Ilustração; Cristino Wapichana na oficina de Literatura Indígena; Silvia Castro no Show de Contação; Tia Paulinha com a oficina de Pintura Facial; Sônia Rosa batendo um papo com alunos.

 

 

A Thais Linhares desenha muito. Ela desenhou um dragão. E desenhou um homem e uma mulher bem bonitos. A gente fez um monte de perguntas.” Natalia (Turma 1101).

 

No papo com o grande autor Cristino Wapichana, os alunos puderam conhecer um pouco mais da Literatura Indígena, com os livros “Sapatos Trocados” e “A onça e o fogo”, e ficar por dentro dessa cultura tão rica que é a cara do nosso Brasil.

A parte que eu mais gostei foi quando o Cristino Wapichana tocou uma flauta de barro. Minha amiga Júlia e eu até choramos.Maria Eduarda Rodrigues (turma 1201)

 

Com a grande autora Sônia Rosa, pais, alunos e professoras se encantaram com a riqueza de suas histórias, de suas grandes obras e, principalmente, de sua história de vida.

Eu achei legal porque a Sonia Rosa contou a história de um livro seu pra gente. O nome era O menino Nito.” Júlia (turma 1201).

 

Marina Colasanti, tão grandiosa autora, emocionou todas as pessoas presentes, fãs de seu trabalho, não só por sua literatura, mas pela pessoa humana e solidária que demonstrou ser. Os pequenos não a pouparam de perguntas que variavam desde “Quanto tempo demora para escrever um livro?” ou “De onde surgiu a inspiração para a criação de determinado personagem?” até “A senhora gosta de cachorros?”. Perguntas que renderam a nossa homenageada boas gargalhadas.

“Eu gostei da Marina Colasanti porque ela é legal e tão bonita. Ela até tirou foto com a gente.” João Victor (Turma 1201).

 

            Trabalhos dos alunos realizados a partir das obras da autora homenageada Marina Colasanti.

 

 

Com toda a certeza, foi um dia mágico para os nossos alunos que puderam conhecer de perto pessoas que já conheciam através das obras, mas que puderam comprovar o que eu ouvi um aluno dizer “Nossa! Eles são aqueles do livro, do papel... são de verdade!”. E foi... foi um dia verdadeiramente único.

 

Além disso, nosso maior presente foi que, como disse Marina Colasanti na crônica criada para nossa escola em seu site “marinacolasanti.com”, os alunos “criaram asas”.

 

 

Parabéns a todos os envolvidos pelo excelente trabalho realizado!

 

 

 

                               

 

 

 


  

Terça-feira, 09/12/2014

Professora Fabiola Buzim É Destaque da Rede

Tags: 7ªcre.

 

   Fabiola Buzim é professora da rede desde 2012 e trabalha como regente de Artes Cênicas no CIEP Lauro de Oliveira Lima. Formada também em Jornalismo, ela gosta muito de lecionar e acredita que o ensino de Artes ( música, teatro e as artes visuais) desempenha um importante papel no desenvolvimento dos alunos.

 

Entre as atividades de 2014, a professora Fabiola Buzim desenvolveu com seus alunos do CIEP Lauro de Oliveira Lima a produção de uma peça inspirada no Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, durante o quarto bimestre. A peça foi apresentada para a comunidade escolar na culminância do projeto anual da escola.

 

 

Confira a entrevista do Rioeduca feita com a professora Fabiola Buzim, que é Talento da Rede e também atua nos palcos do teatro e no cinema.

 

Cena do filme "Punhal", de Luiza Lubiana (2011).

 

Rioeduca: Conte um pouco da sua trajetória como professora da prefeitura.

Tenho pouquíssimo tempo no município, entrei em 2012 já achando o máximo ter a disciplina Teatro na grade curricular, pois no meu estado, ES, ainda não existe concurso para professores de Teatro. Mas não imaginava o que vinha pela frente. Gosto muito de lecionar, acredito que o ensino de Artes ( música, o teatro e as artes visuais) desempenham um papel importante no desenvolvimento dos alunos. Engraçado é que meus “melhores” alunos são os que menos se destacam em outras disciplinas. Uso aspas em melhores porque tento não estimular a competividade entre meus alunos, ao contrário, trabalhos em equipe. É contraditório ter o “melhor” na Arte, já que a expressão artística é algo individual, é expressão, forma de comunicar o que palavras às vezes não consegue. Na rede, sou uma observadora. Observo bastante a postura de alguns profissionais e aprendo COMO fazer e COMO NÃO fazer.


Como disse, sou nova na rede e tenho vontades porque de certa forma estou “fresca”, ainda não fui contaminada pela descrença de que nada vai mudar. Pelo contrário, acredito que, quando queremos, podemos fazer a diferença em sala de aula. Acredito nisso porque eu sou um fruto de alguns professores que fizeram a diferença em minha vida e sigo seus exemplos.

 

          Cena do filme "Milagresl", de Luiza Lubiana (2008).

 

Rioeduca: Como surgiu seu interesse pelo teatro e cinema? Fez alguma formação específica, curso?

Sim. Sou formada em Artes Cênicas e Jornalismo. Até os 7 anos, como quase toda criança, queria ser veterinária. Depois disso, soube em mim (e tinha certeza) que queria trabalhar com Teatro e Jornalismo. Não sabia ainda como faria para conciliar as duas áreas. Mas as coisas foram acontecendo e tenho conseguido até aqui. Abri minha empresa de produção e comunicação, a "Fabulanas" (www.fabulanas.com), e invisto no crescimento da mesma.


Amo o teatro porque acho que é a “arte do encontro”, é preciso estar presente de corpo e espírito em um teatro. É difícil me imaginar fazendo outra coisa que não esteja envolvida com essas áreas.

 

                                    Set de filmagem de "A própria cauda", de Virginia Jorge (2014).

 

Rioeduca: Quais os momentos marcantes na área do teatro e cinema?

Ano passado, estava em cartaz no teatro Cândido Mendes (Ipanema) e fizemos um projeto de democratização de acesso ao teatro e levamos alunos de ONGs, projetos sociais. No final da apresentação, uma mulher com a filha me procurou com os olhinhos brilhando, e disse que nunca havia estado em um teatro e achou maravilhoso, incrível. Puxa, isso me emocionou. Outra coisa foi conseguir produzir uma temporada do espetáculo “A Menina” (solo que faço) através do site de financiamento coletivo "Catarse". Arrecadamos quase 9 mil e pagamos a temporada no teatro Sesc Casa da Gávea. Pessoas que não me conheciam patrocinaram o projeto. Ah, isso é muito incrível! No cinema foi participar do filme “Não se preocupe nada vai dar certo” do Hugo Carvana. Foi uma participação pequena (pequena mesmo), mas foi o meu “lançamento” no cinema nacional. Trabalho com teatro e cinema desde 2000. Não sei o que vem pela frente. Continuo sonhando e tentando sobreviver trabalhando naquilo que amo fazer.


Tem um texto de David Ackert, coaching americano que sempre me inspira:

“Os artistas são as pessoas mais motivadas e corajosas sobre a face da terra. Lidam com mais rejeição num ano do que a maioria das pessoas encara durante toda uma vida. Todos os dias, artistas enfrentam o desafio financeiro de viver um estilo de vida independente, o desrespeito de pessoas que acham que eles deviam ter um emprego a sério e o seu próprio medo de nunca mais ter trabalho. Todos os dias, têm de ignorar a possibilidade de que a visão à qual têm dedicado suas vidas seja apenas um sonho. Com cada obra ou papel, empurram os seus limites, emocionais e físicos, arriscando a crítica e o julgamento, muitos deles a ver outras pessoas da sua idade a alcançar os marcos previsíveis da vida normal – o carro, a família, a casa, o pé-de-meia. Por quê? Porque os artistas estão dispostos a dar a sua vida inteira por um momento – para que aquele verso, aquele riso, aquele gesto, agite a alma do público. Artistas são seres que provaram o néctar da vida naquele momento de cristal quando derramaram o seu espírito criativo e tocaram no coração do outro. Nesse instante, eles estão mais próximos da magia, de Deus e da perfeição do que qualquer um poderia estar. E nos seus corações, sabem que dedicar-se a esse momento vale mil vidas.”


 

   Construção da maquete do cenário do Auto da Compadecida.

 

Rioeduca: Consegue conciliar o trabalho de professora com suas outras atividades profissionais?

Sim. Optei por 16h justamente por querer conciliar a minha prática (enquanto atriz, diretora, produtora) e como docente. É mais fácil e verdadeiro falar de algo que você prática do que aquilo que se lê em livros para reproduzir. Vim para o Rio de Janeiro porque precisava ver mais coisas, estudar mais, ter acesso a espetáculos, festivais, enfim.

 


                                      Confecção de máscaras para o Auto da Compadecida.

 

5Rioeduca: Qual foi o momento mais marcante até agora, como professora?
 

Esse ano uma aluna escreveu uma cartinha agradecendo pela aula de teatro e disse que nunca tinha visto a turma trabalhar em grupo com tanta vontade. Fizemos um exercício de gravação de cenas e dividi os grupos em diferentes áreas (figurino, maquiagem, cenário, direção e atuação). Cada aluno participou no que se identificava mais. Foi lindo, vivo, participação 100% dos grupos. E quando eles se assistem é mais incrível ainda, porque vibram com suas cenas, riem, criticam. Isso é um retorno marcante.

 

                       Apresentação da peça Auto da Compadecida no CIEP Lauro de Oliveira Lima.

 

Rioeduca: No momento está desenvolvendo algum projeto no teatro/cinema?


Sim. Este ano fiz dois filmes (que estão em fase de pós-produção) e estou produzindo duas peças “Com a benção de Cacilda” e “Par perfeito” (infantil). Em breve divulgo mais.

 

 

Parabéns para a professora Fabiola, pelo excelente trabalho realizado!

Parabéns para seus alunos e todos os envolvidos,

que possibilitaram este fantástico espetáculo!

 

Sites:


www.fabiolabuzim.com
www.fabulanas.com
www.espetaculoamenina.blogspot.com