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Segunda-feira, 22/01/2018

“Nós podemos mais”

Tags: eixos, princípios, pronunciamento.

Pronunciamento na solenidade de diplomação
dos novos diretores e diretores-adjuntos da SME

 

15 de janeiro de 2018


Agradeço a presença do prefeito Marcelo Crivella nesta solenidade. Agradeço a toda a minha equipe e ao pessoal das CREs.

 

Saúdo, especialmente, diretores e diretoras, adjuntos e adjuntas, que, por seus méritos, conquistaram ou renovaram o direito de dirigir nossas escolas nos próximos três anos.

 

* * *

 

Ao começar este pronunciamento, penso em nossos professores e funcionários que trabalham em áreas conflagradas, correndo riscos diariamente.


Penso em nossas merendeiras, que realizam um trabalho repetitivo e estafante.


Penso nas famílias que ainda não conseguiram vagas em nossas creches e pré-escolas.


Penso nos heróis e heroínas que dedicam suas vidas à educação e são motivo de orgulho desta imensa rede.

 

* * *

 

Ao aceitar o convite do prefeito, há um ano, assumi o compromisso de dedicar este tempo da minha vida à defesa da rede pública de educação. Fiquei surpreso ao ser convidado para um cargo tão importante, que não pleiteei e nem poderia ter pleiteado. Não sou filiado a partido, não sou nem serei candidato, não pertenço a nenhum grupo, não tenho expressão política. O convite que recebi foi um gesto de pura confiança e generosidade.


Tenho procurado honrar esta confiança, e o prefeito também tem honrado o compromisso de defender a SME. Funcionamos sem nenhuma interferência ou pressão externa. Toda a minha equipe é formada por profissionais da educação. Não tenho queixas.


Minha gestão é passageira. A posição de relativo poder, que ocupo hoje, deve ser exercida com humildade, prudência, simplicidade e sobriedade, valorizando as equipes, ouvindo as críticas e respeitando uma instituição que tem tanta história.


Trabalho, honestidade e diálogo é tudo o que posso prometer.

 

* * *

 

Estamos dando posse às novas equipes gestoras, que ainda serão fortalecidas com os respectivos coordenadores pedagógicos.


Pesa sobre vocês uma imensa responsabilidade, pois a qualidade das escolas é fortemente influenciada pelo trabalho de seus gestores. Diretores, adjuntos e coordenadores pedagógicos são as lideranças no chão das escolas, realizando cotidianamente ações pedagógicas, ações administrativas e ações comunitárias. O rol de suas tarefas é imenso. Têm que ser cada vez mais valorizadas.

 

* * *

 

Como vocês sabem, instituímos em 2017 um fórum específico de valorização das equipes gestoras. Ele já deu frutos. Como desdobramento desses encontros, e trabalhando em conjunto com a equipe do vereador Paulo Messina, líder do governo, preparamos dois projetos de lei sobre equipe gestoras, dentro de um pacote de oito projetos, que já foram aprovados. Eles corrigem injustiças históricas.


O primeiro estabeleceu que a direção de unidades escolares, a coordenação e o assessoramento pedagógico são funções de magistério, inclusive para fins de aposentadoria.


O segundo projeto, que também virou lei, normatizou as atribuições desempenhadas na segunda matrícula, estabelecendo que o professor detentor de duas matrículas, quando nas equipes gestoras, desempenha, na segunda matrícula, atribuições complementares às que lhe forem confiadas pelo exercício do cargo comissionado ou da função gratificada.


Faltam duas medidas complementares, que esperamos adotar neste primeiro semestre de 2018.


A primeira é a complementação salarial para gestores cuja matrícula não perfaz quarenta horas, de modo a equiparar os vencimentos deles aos demais, pois todo integrante de equipe gestora, na prática, trabalha pelo menos quarenta horas – ou mais. Nosso compromisso é adotar essa medida assim que a situação fiscal da Prefeitura permitir, mas ainda neste semestre.


A segunda medida complementar depende apenas da SME. Trata-se de fortalecer as equipes gestoras em escolas de grande porte. Temos 245 escolas com 500 a 700 alunos, 59 escolas com 700 e 1 mil alunos, e 39 escolas com mais de 1 mil alunos. É justo e necessário que suas equipes gestoras sejam encorpadas e fortalecidas. Trataremos disso sem demora.

 

* * *

 

Para lidar com uma estrutura tão grande, estamos implantando um modelo de gestão que se baseia em dois binômios:

 

  • no nível das escolas, autonomia e responsabilidade;
     
  •  no nível central, incluindo as CREs, apoio e supervisão.


Vistos em conjunto, esses quatro conceitos se complementam e se equilibram.


Nesse contexto, simplificamos as exigências dos processos de eleição das equipes gestoras, aumentando a autonomia – e a responsabilidade – das comunidades escolares. Ao mesmo tempo, criamos um novo sistema de supervisão para apoiar as escolas e impedir que elas se sintam sozinhas.


Estamos solicitando a cada equipe – a cada um de vocês – que organize, coordene e lidere processos de autoavaliação das escolas. Entre março e abril, viveremos uma experiência inédita, em que toda a SME – incluindo o nível central, as CREs e as escolas – será chamada a avaliar seu próprio trabalho e retirar daí seus planos de ação para o ano.

 

* * *

 

Começaremos o ano letivo de 2018 com uma nova estrutura e novas equipes, depois de um longo processo de diálogo e reflexão. Fui criticado por manter equipes da gestão anterior. Não persigo pessoas. Em uma estrutura tão grande, tão complexa e, no início da gestão, tão desconhecida preferi estabelecer um processo de mudanças paulatino e seguro. Hoje, todo o nível central está renovado e, devo dizer, muito motivado para cumprir suas funções, sem que isso tenha sido obtido à custa de injustiças, perseguições, desconfianças e rancores. Estamos preparados para dar grandes passos à frente.


Na área pedagógica, em 2018:

 

  • Entrará em campo o time de 2.500 professores-alfabetizadores que foi selecionado e está sendo treinado para “fechar a torneira” do analfabetismo funcional logo nos dois primeiros anos do ensino fundamental. É uma meta estratégica.
     
  •  Ainda em apoio à alfabetização na idade certa, já a partir de fevereiro começaremos a implantar um novo formato nas turmas de primeiro ano, com o máximo de vinte alunos e a presença de um estagiário em sala, para ajudar os professores. Serão 194 turmas nesse formato no início deste ano letivo, num programa piloto que antecede a generalização gradativa desta proposta até o início de 2019, quando queremos ter cerca de 2.400 turmas de primeiro ano organizadas assim.
     
  • Começaremos o ano letivo de 2018 com 25 escolas bilíngues: nove de português-inglês, já existentes, três de português-alemão, uma de português-francês e doze de português-espanhol. Nessas escolas, os alunos terão 60% das aulas em português e 40% na segunda língua. Está bem estabelecido o valor pedagógico do bilinguismo, tanto na pré-escola quanto no ensino fundamental. Nosso planejamento prevê dobrar esse número em 2019, quando a rede passará a contar com 50 escolas bilíngues.
     
  • Já está implantada a nova estrutura da Escola Paulo Freire, de formação de professores, com quatro gerências principais: formação inicial, formação continuada, formação de equipes gestoras e pesquisas. Queremos que a rede produza, ela mesma, cada vez mais conhecimento sobre si mesma. Para isso, nossos professores serão convidados a apresentar projetos de pesquisa, que serão apoiados pela Escola Paulo Freire.
     
  • Replicaremos dentro da SME o programa “líderes cariocas”, visando ao aperfeiçoamento do nosso pessoal e à formação de redes horizontais de relacionamento, para criar uma grande rede colaborativa de difusão das boas práticas.
     
  • Daremos destaque a um vasto programa de protagonismo juvenil, com ênfase no fortalecimento dos grêmios e dos cineclubes, e na criação de um programa de monitoria pedagógica. Alunos selecionados do sétimo ao nono ano, atuando sob supervisão, se tornarão monitores de colegas do terceiro ano, especialmente na consolidação da alfabetização. Depois de uma fase de treinamento entre fevereiro e março, o projeto piloto irá a campo em abril em 34 escolas e 104 turmas, atingindo 2.808 alunos monitorados e reunindo 312 monitores. Aumentará sua abrangência, gradativamente, contribuindo para disseminar, entre os jovens alunos, os valores da responsabilidade, da disciplina, da solidariedade e do mérito.
     
  • Estamos desenhando programas específicos para prevenção da gravidez na adolescência, erradicação de todo tipo de violência dentro das escolas, prevenção ao uso de drogas e combate a todas as formas de abusos contra as nossas crianças.
     
  • Prosseguiremos com o programa de acesso seguro, concebido em parceria com a Cruz Vermelha Internacional, que já treinou e estabeleceu protocolos de comportamento em 259 escolas situadas em regiões conflagradas, aumentando sensivelmente a segurança das comunidades escolares.
     
  •  A partir de março, 340 escolas, situadas em áreas de baixo índice de desenvolvimento humano e violência endêmica, receberão novas ações de extensividade, incluindo música, esportes, teatro, capoeira e xadrez, junto com a expansão do programa “horta nas escolas”.
     
  •  Cerca de trinta professores de ciências da nossa rede estão trabalhando com cientistas da Fiocruz para implantar, neste verão, um novo programa de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da zika, da dengue e da chikungunya. A Fiocruz está de posse de uma nova técnica, espetacular, que permite antever não só o controle, mas a erradicação do mosquito transmissor no Rio de Janeiro, em um prazo estimado em três a cinco anos. Organizadas, mobilizadas e conscientes, nossas 1.537 escolas, nossos mestres, nossos alunos e seus responsáveis fornecerão a massa humana e a base logística de que a Fiocruz necessita para realizar, com êxito, esse esforço notável para o bem da cidade.
     
  • Temos muitas outras cooperações em curso. Cito quatro: a Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, está repassando sua metodologia de formação de professores de matemática a doze profissionais da nossa rede, que serão os nossos multiplicadores. Eles serão integrados às equipes das Escola Paulo Freire quando terminarem o curso, no final deste ano.
     

A Universidade de Durham, da Inglaterra, nos repassou sua metodologia de um tipo de pesquisa até aqui inédito no Brasil, chamada longitudinal. Tendo assimilado e adaptado essa metodologia com ajuda de uma equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, selecionamos 2.700 crianças do último ano da pré-escola em 46 unidades nossas e iniciamos, no começo de 2017, um acompanhamento minucioso, que vai durar quatro anos. Essas crianças são visitadas semanalmente, para testes, avaliações e entrevistas que visam a acompanhar, com máxima precisão, sua evolução cognitiva, emocional e física nos anos que cercam a alfabetização. A coleta de dados e o tratamento deles são muito sofisticados. Os resultados do primeiro ano desta pesquisa serão validados em Durham em fevereiro e comunicados à rede em março. São muito expressivos.


A Rede de Ciência para a Educação, formada por prestigiosos cientistas brasileiros, começará a gravar nos próximos dias, na MultiRio, a primeira de uma série de programas sobre o estado da arte em neurociências e seus impactos nos processos de aprendizado.


O Instituto Trevo está nos ajudando a treinar as equipes de supervisores.


Dezenas de instituições e entidades, nacionais e estrangeiras, estão trabalhando conosco, no que chamamos um “ecossistema educacional”, em que diferentes atores interagem e cooperam. Nossos custos com essas parcerias ficam perto de zero.

 

  • Na música, criamos em 2017 dez escolas-polo, cujas atividades se estenderam a outras 53 escolas, integrando o trabalho dos professores e abarcando cerca de 9 mil alunos. Daí resultou a Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca, um presente que a SME deu à cidade. Em 2018 chegaremos a, no mínimo, 30 mil alunos participantes – serão 80 mil em 2020 – e estabeleceremos uma pluralidade de formações musicais: uma sinfônica de jazz, grupos de choro, cameratas de violões e uma banda sinfônica.
     
  • Na educação física e nos esportes, estabelecemos o projeto VIES – vilas e escolas --, que ocupa as vilas olímpicas com nossos alunos. Começamos pela terceira, a quarta, e nona e a décima CREs, mas todas serão contempladas em 2018. Em fevereiro haverá encontros de professores de educação física da rede, com o tema geral “Desafios e possibilidades: o trabalho nas escolas em espaços alternativos”. Para 2018 estão previstas aulas de natação, polos de luta olímpica na Cidade de Deus, na Rocinha e em Pedra de Guaratiba, e a difusão da metodologia “trabalhando com valores”, além da criação de novos GEOs e “Geozinhos”, que são “ginásios” olímpicos para crianças do primeiro ao quinto ano.
     
  • Queremos que nossas escolas ocupem um lugar central na produção e no debate teatral da cidade, como produtoras, e não só consumidoras, de arte e cultura. No contexto do programa “A escola fertiliza a cena da cidade” realizaremos oficinas de dramaturgia denominadas “Bota a cara e entra em cena, lek”, com a produção de textos teatrais pelos alunos. O Feirão de Saberes e Fazeres Teatrais, que realizamos com nossos professores entre outubro e novembro de 2017 nos municiou de ideias, pesquisas, teses e dissertações sobre teatro.

 

* * *

 

Na área de infraestrutura e material:

 

  • Já estamos entregando às escolas cerca de 30 mil kits de material por dia, de modo a garantir o pleno abastecimento da rede no início do ano letivo.
  • Terminamos o processo licitatório para a confecção de uniformes escolares, que começarção a chegar em março, quando o orçamento da Prefeitura será aberto.
     
  • Com recursos de um empréstimo contraído pela Prefeitura junto à Caixa Econômica Federal realizaremos quatro blocos de investimento a partir do primeiro semestre: reforma das 103 escolas mais necessitadas de obras de infraestrutura, conclusão de sete novas unidades, climatização de toda a rede até o final do ano e ampliação da conectividade, em parceria com a Universidade Federal Fluminense.
     
  •  Trocaremos gradativamente todas as lâmpadas das 1.537 escolas para lâmpadas LED, o que exigirá um investimento de cerca de R$ 7 milhões e gerará uma economia, no primeiro ano, de R$ 16 milhões.
     
  •  Em parceria com o Banco Mundial, instalaremos, entre abril e maio, treze centros de videoconferência, espalhados por todas as CREs, a escola Paulo Freire e o centro Administrativo, com capacidade de captar e emitir aulas, seminários e todo tipo de reuniões. A SME passará a funcionar de modo muito mais integrado.
     
  •  Iniciaremos as aulas com um conjunto de aplicativos instalados nos telefones celulares de diretores, integrantes das CREs e membros do nível central, para que as equipes gestoras passem a operar on line. Esses aplicativos incluem a possibilidade de avisos de emergências, que as escolas poderão passar a emitir.
     
  •  Teremos duas grandes equipes de supervisão em campo, permanentemente, envolvendo mais de 200 pessoas. A equipe ligada à Subsecretaria de Ensino fará o acompanhamento pedagógico das escolas. Uma vez corrigidas as provas bimestrais e lançados os resultados na rede interna da SME, o nível central já é capaz de identificar em poucos dias os nomes e as escolas dos alunos que estão se atrasando, bem como os descritores em que cada turma vai melhor ou pior. Essa será uma tremenda ferramenta pedagógica levada pelos supervisores aos professores regentes.
     

A equipe de supervisão da Subsecretaria de Gestão passará a visitar as escolas munidas de computadores portáveis nos quais instalamos um programa muito eficiente de inspeção administrativa e de avaliação de infraestrutura, desenvolvido pelo Tribunal de Contas do Município. As gerências de infraestrutura das CREs e do nível central receberão on line as informações das escolas visitadas.

 

* * *

 

Eu me referi até agora a ações em curso ou cujo começo é iminente. Nossa equipe de planejamento trabalha com outras ações que ainda não devo anunciar, pois estão em fase embrionária.


Mas seria falso fazer este balanço sem falar dos grandes problemas que a rede enfrenta. Sempre teremos muito a melhorar. Por trás disso há pelo menos uma questão estrutural e uma conjuntural.


A estrutural: nós não podemos controlar e limitar a oferta dos nossos próprios serviços. Por isso, nossos meios são sempre insuficientes.
Uma rede privada pode escolher livremente quantas vagas quer ofertar e onde quer localizar suas unidades. Além disso, dispõe de um poderoso filtro para fazer uma seleção socioeconômica e cultural de sua clientela: as mensalidades. A oferta que ela quer fazer determina a demanda que ela vai atender, tudo de acordo com um projeto pedagógico e empresarial fixado de antemão.


A rede pública funciona de outra maneira. Em nosso caso, é a demanda da sociedade que determina a oferta que precisamos fazer. Não selecionamos quantas vagas queremos manter ativas, não escolhemos os bairros onde instalaremos nossas escolas, que estão em toda a cidade, e não filtramos a nossa clientela. Oferecemos um serviço universal e gratuito. Temos diante de nós uma demanda crescente, virtualmente infinita.


Ainda não fechamos o processo de matrícula de 2018, mas os números preliminares mostram que em 2017 e 2018 teremos recebido 46 mil novos alunos vindos das escolas privadas. Somente em 2018 tivemos cerca de 2 mil novas matrículas de crianças com deficiência. Elas eram 14 mil até aqui. Serão quase 16 mil neste semestre.

 

Repito: ao contrário das redes privadas, a escola pública não fecha suas portas a ninguém, não escolhe a localização das suas escolas, não seleciona sua clientela. Por isso está sempre em falta, em dificuldades, tentando dar conta de uma demanda que sempre a supera. Essas carências inevitáveis fazem a festa de um tipo de jornalismo que trabalha, antes de tudo, para desmerecer tudo o que é público.

 

* * *

 

Essa dificuldade estrutural, que nos acompanhará sempre, tem sido agravada por uma séria crise fiscal que atinge todo o Estado brasileiro e que aqui é especialmente grave. O Rio de Janeiro é o epicentro da crise brasileira. No primeiro ano de gestão, enfrentamos o desafio de cortar R$ 4 bilhões do orçamento municipal como um todo, pois esses recursos, embora lançados no papel, simplesmente não existiam.

 

A dificuldade se repõe em 2018. Para que se tenha uma ideia do que estou falando, o orçamento de custeio e investimento da SME era de R$ 1,5 bilhão em 2013. Hoje, cinco anos depois, com 200 escolas a mais, esse orçamento é de R$ 1,1 bilhão, sem contar a correção da inflação. Tanto vocês, nas escolas, quanto nós e o pessoal das CREs, todos sabemos o que isso significa.


Começamos 2018 com um déficit de R$ 490 milhões em relação ao que havíamos estimado.

 

* * *

 

É hora, pois, de falar de carências e falhas.


Temos uma obrigação urgentíssima: regularizar o pagamento das nossas funcionárias terceirizadas. Embora não haja culpas individuais, o atraso de pagamentos é inaceitável. A SME já liquidou todos os contratos há bastante tempo, mas o Tesouro ainda enfrenta dificuldades para efetuar os desembolsos. Esperamos que o problema seja solucionado nesta semana.


Feito isso, temos que enfrentar muitos outros problemas.

 

O primeiro problema da rede é a falta de professores. O segundo problema da rede é a falta de professores. O terceiro problema da rede é a falta de professores. A situação é dramática. Perdemos 2.287 professores nos últimos doze meses, sem nenhuma reposição. Tivemos 1.841 aposentadorias e óbitos. A Lei de Responsabilidade Fiscal permite a reposição nestes casos, mas não temos tido autorização da Codesp.

 

Esgotamos as nossas estratégias, como a fusão de turmas, o remanejamento de pessoal e a diminuição de horários de atendimento aos alunos. Grande parte das nossas equipes gestoras e das equipes das CREs, assim como profissionais do nível central, terminaram 2017 em salas de aula. O problema só se agrava, com cerca de cem novos pedidos de aposentadorias por mês. Não podemos esperar mais. Recolocaremos o assunto em pauta na reunião da Codesp da próxima quinta-feira, pedindo a reposição de 1.685 professores. Temos bancos de concursados para isso. Peço, encarecidamente, a ajuda do prefeito.

 

Temos outros tipos de falta de pessoal, como o de agentes de educação especial, porteiros e secretários escolares. Tentamos diversas vias, mas até aqui não tenho segurança para anunciar soluções.

 

* * *

 

No âmbito interno da SME temos muito a fazer.

 

Falta mobiliário nas escolas. Fizemos um censo que apontou a necessidade de investir entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões nesse item. Não temos esses recursos em nosso orçamento, mas me comprometo a descobrir como encontrá-los, para que as escolas recebam sem demora o equipamento de que necessitam.

 

Precisamos garantir o bom funcionamento do programa Conservando do início ao final do ano, o que exige cerca de R$ 40 milhões. Também não temos esses recursos. Tudo o que posso dizer a vocês, hoje, é que estamos conscientes da importância disso e não descansaremos até consegui-los.

 

Na área especificamente pedagógica não faltam desafios:

 

  • aumentar a nossa capacidade de dar atenção individualizada aos alunos.
  •  fortalecer os coordenadores pedagógicos e as salas de leitura;
     
  •  fechar, de fato, a torneira do analfabetismo funcional nos dois primeiros anos do ensino fundamental;
     
  • rever o ensino de ciências e de matemática, especialmente a partir do sexto ano, onde nossos resultados ainda são ruins;
     
  •  equalizar a qualidade do ensino na rede, diminuindo as diferenças entre escolas;
     
  •  homogeneizar os critérios de avaliação dos alunos, bem como as decisões de aprovação e repetência, o que exige, entre outras coisas, completar o trabalho de revisão curricular, em curso;
     
  •  reforçar o apoio da SME às escolas situadas em áreas com baixo índice de desenvolvimento humano e altos índices de violência;
     
  •  pôr fim à sensação de isolamento das escolas de educação infantil, conciliando o trabalho de PEIs e AEIs, promovendo uma redefinição pedagógica, aproximando a pedagogia das pré-escolas e a pedagocia do primeiro ano do ensino fundamental;
     
  •  instituir sistemas eficazes de acompanhamento da frequência de alunos e de professores, em tempo real;
     
  •  ampliar a abrangência do projeto de educação de jovens e adultos e apoiar a sua diversificação;
     
  •  retomar os estudos para implantar a gratificação por difícil lotação;
     
  •  retomar e ampliar a Educopedia;
     
  •  melhorar o sistema de informações internas da rede.

 

* * *

 

Não acho que tenhamos tido um ano brilhante em 2017. Também tenho autocríticas a fazer. Mas chegamos em pé ao final de um ano de crise, com uma rede organizada e hígida, consciente de sua missão, com moral alto e cheia de novos projetos. Esta rede é, de longe, o maior ativo social do povo do Rio de Janeiro.


Iniciamos 2018 com a sensação de que nós podemos mais. O Brasil merece, o Rio de Janeiro merece, nossa cidade merece e, principalmente, as crianças merecem os nossos melhores esforços.

 

Nós podemos mais, nós podemos mais.

 

Muito obrigado.

 


   
           



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Sexta-feira, 19/01/2018

Cerimônia de Diplomação dos Diretores

Tags: diretores, diplomação, secretário.

 

 

 

Dia 15 de janeiro, foi realizada a posse dos novos gestores das unidades escolares do munícipio do Rio de Janeiro, através de uma cerimônia de diplomação que reuniu mais de 3.000 diretores e diretores adjuntos. O evento contou com a presença dos diretores empossados, do prefeiro Marcelo Crivela, do Secretário de Educação, Cesar Bejamin, dos coordenadores das CREs, da equipe da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro e também contou com a apresentação da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca. 

 

 

O evento ocorreu no teatro Vivo Rio e simbolizou um recomeço marcado por um processo eleitoral democrático e dialógico. Em seu discurso o secretario destaca a importância do trabalho da gestão para o bom funcionamento da escola e na busca por uma educação de qualidade: 

“Pesa sobre vocês uma imensa responsabilidade, pois a qualidade das escolas é fortemente influenciada pelo trabalho de seus gestores. Diretores, adjuntos e coordenadores pedagógicos são as lideranças no chão das escolas, realizando cotidianamente ações pedagógicas, ações administrativas e ações comunitárias. O rol de suas tarefas é imenso. Têm que ser cada vez mais valorizadas.”

 

 

Elvira Cardoso representante do conselho diretor do município do Rio de Janeiro 

 

Ainda em seu discurso, o secretário destaca suas principais propostas e os principais desafios da rede. Segue o link com o discurso na íntegra: http://www.rioeduca.net/blogViews.php?bid=17&id=6406

Secretário de Educação com os onze gerentes das Coordenadorias Regionais de Educação 


   
           



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Quinta-feira, 18/01/2018

"Fofurômetro" explode com essa turma da Mônica” no EDI Maria Amélia Castro e Silva Belfort

Tags: atividade, brincar, experimentar.

 


"Fofurômetro" explode com essa turma da Mônica”.
 


O MI da professora Drezza visitou o laboratório do Franjinha. Estudaram a Dona Aranha que subiu pela parede e aprenderam algumas curiosidades sobre as aranhas.

 

 

As aranhas têm 8 patas. Elas não tem antena. As aranhas produzem teias que parecem elástico. Algumas aranhas se alimentam de pequenos insetos como besouro, barata, grilo e formiga. As aranhas estão por todos os lugares. Podem ser encontradas em todos os continentes do planeta terra, só tem um continente que não existe aranha, o nome é Antártida.

 


Existem aranhas bem peludas, as TARÂNTULAS, elas parecem as mais perigosas, mas são boazinhas, não fazem mal ao homem.

Existem aranhas muito perigosas, o veneno delas pode matar um homem.

 

 

Depois fizemos a experiência: AFUNDA OU BOIA?

Uma experiência sensorial, com a água e objetos diversos.

Brincar e experimentar são sempre oportunidades para aprender.

Foi um sucesso! 

 

Parabéns às Professora Andrezza pela excelente atividade realizada!

 


Sobre o EDI: E/CRE (04.30.807) EDI Maria Amélia
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro 1000 Bloco 8 CEP: 21244-252
Tel: (21) 3438 4861

Texto enviado por Andrezza Nóbrega

 


 


   
           



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Quarta-feira, 10/01/2018

Cultura e Artes em Projetos

Tags: 8ªcre, projeto cultural, feira pedagógica.

 

Em 2017 diversos projetos foram realizados nas escolas da rede municipal do Rio de Janeiro. 

Hoje o Rioeduca apresenta os projetos pedagógicos da Escola Municipal Bangu e do Ciep Mestre André.

 

 

 

A Escola Municipal Bangu realizou o Projeto "Grandes Autores da Literatura Infantil, Grandes Aprendizes da Escola Municipal Bangu".

O projeto abordou alguns autores selecionados pela equipe pedagógica da escola com o intuito de promover o gosto pela leitura.

O objetivo foi levar os alunos a conhecer diversas obras e também oportunizar o conhecimento da biografia dos autores.

Os autores citados e apresentados no Projeto foram: Irmãos Grimm, Vinícius de Moraes, Esopo, Sylvia Orthof, Maurício de Souza, J.K. Rowling, Mary França e Eliardo França, Bia Bedran, Hans Christian Andersen, Ziraldo e o Profeta Gentileza.

As turmas ficaram responsáveis em apresentar a vida desses escritores de diversas formas: stands, danças, contação de histórias e dramatizações. 

 

 

A pesquisa, o envolvimento e as atividades elaboradas a partir do livro proporcionam momentos muito prazerosos, além de didáticos para os alunos.

Não é apenas a leitura pela leitura, a proposta do projeto foi inserir os alunos no mundo da leitura através da experiência de trabalhar o tema abordado no livro.

Conhecer os personagens do livro, perceber a importância de cada um na trama, se identificar com situações que podem se assemelhar com a vida real, experimentar a alegria e o prazer de mesclar arte, música e literatura em um só momento, são fatores marcantes para a formação de um aluno leitor, daí o sucesso desse projeto na Escola Municipal Bangu. 

 

 

 

O Rioeduca parabeniza a Escola Municipal Bangu pelo projeto de leitura e formação de leitores!

 

 

Escola Municipal Bangu

Professora Celina de Souza Ferreira - Diretora Geral
Professora Orádia Dias - Diretora Adjunta
Professora Amanda Neves - Coordenadora Pedagógica
Telefone de Contato: 33325930

 

 

 

 

*       *       *

 

2017 foi um ano de grandes projetos, um deles foi o projeto pedagógico desenvolvido no Ciep Mestre André. O tema do projeto foi: "Das Raízes aos Sonhos".

O objetivo do do projeto, segundo a equipe pedagógica do Ciep, foi apresentar o local onde começou o mundo.

O continente Africano que é tão rico em cultura, natureza, superação e conhecimento, precisa ser conhecido por todos!

 

 

 

 

"Foi um trabalho árduo e desafiante, mas a equipe chegou lá! Cada turma escolheu um país e estudou seus vários aspectos. Nosso objetivo foi levar os alunos a respeitar,  valorizar e amar a África, onde a vida começou. A mostra final do trabalho foi a síntese de todo o nosso trabalho. Não seria possível sem o empenho de cada turma, professor e funcionários da escola. Juntos construímos uma linda história (...)"

 

                                                                                   Professora Andrea Rufino - Coordenadora Pedagógica do Ciep Mestre André

 

 

 

 

Durante a realização do projeto os alunos conheceram as cores, os sons e os contrastes da África.

A retratação de tudo o que aprenderam sobre o continente coloriu o Ciep Mestre André e aproximou a comunidade escolar de curiosidades e conhecimentos que ficarão para sempre na vida dos participantes.

Todos os que participaram da Mostra de Trabalhos do projeto "Das Raízes aos Sonhos" se encantaram com a criatividade dos professores e alunos ao apreciarem as danças, músicas e brincadeiras que pertencem à cultura africana.

É preciso desmistificar a ideia de que a África é apenas um local onde impera a pobreza. É preciso mostrar às crianças que o descendente africano no Brasil não é sinônimo de escravidão e opressão!

A escola é um espaço propício para reflexões. Projetos como o do Ciep Mestre André representam o resgate e a valorização de um dos povos que compõem a nossa formação, o que contribui para a consciência de nossa identidade.

 

 

 

O Rioeduca parabeniza o Ciep Mestre André pela Mostra dos Trabalhos do projeto Das Raízes aos Sonhos.

 

Para entrar em contato com o Ciep Mestre André: ciepmandre@rioeduca.net

 

 

 

 

Entre em contato com o Portal Rioeduca e compartilhe os projetos da sua escola!

 

 


   
           



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