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Espaço de comunicação de César Benjamin com a Rede de Ensino da Secretaria Municipal de Educação, Esportes e Lazer.

Quinta-feira, 19/10/2017

Aproxima-se a Prova Brasil

 

Entre 23 de outubro e 3 de novembro, alunos do quinto e do nono ano serão chamados a fazer a Prova Brasil, um grande desafio para a nossa rede. O Ministério de Educação a aplica de dois em dois anos em todo o país, nas disciplinas de português e matemática, e a usa para compor o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), um dos indicadores que medem a qualidade do ensino fundamental no país. Ele ajuda a definir políticas educacionais.


Não usamos nenhum artifício para aumentar nossas notas. A maior ênfase pedagógica nos últimos meses, como a rede sabe, tem recaído sobre os alunos do terceiro ano, que não fazem a prova. Tomamos essa decisão porque ali começa o processo de defasagem idade-série, um dos grandes problemas que tentaremos minimizar nos próximos anos.


Mas não devemos permitir que o nosso desempenho fique aquém do que podemos realizar, por desatenção ou desmobilização. Pedimos a todos os diretores e professores, especialmente os do quinto e do nono ano, que motivem os alunos para que os resultados da prova mostrem, com realismo, o aprendizado na rede.


Há poucos dias me reuni com os integrantes do nosso Conselho de Alunos, que me fizeram perguntas sobre a prova. Como muita gente não tem boas informações, compartilho, no link abaixo, essa conversa.

 

Boa prova a todos.

Atenciosamente,
Cesar Benjamin
Secretário

 

http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/assista/tv/13128-entrevista-do-secret%C3%A1rio-c%C3%A9sar-benjamin-a-alunos-da-rede 


   
           



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Quarta-feira, 18/10/2017

Assim se produz um factoide

 

O site Alerta Vila Isabel publicou: “A TV Globo está buscando alunos, pais e professores/funcionários da Escola Municipal República Argentina que topem falar sobre a possível transferência da unidade. A reportagem vai ser gravada amanhã de manhã e a ideia é reunir o maior número possível de pessoas na porta da escola. Quem topar pode comentar neste post que a produção da emissora entrará em contato.”


Assim se produz um factoide. Provoca-se insegurança nas pessoas e se estimula que elas protestem, acusem, reclamem, falem mal, coloquem para fora todo o mau humor que carregam. Não faltam mitômanos para fazer isso diante de uma câmera de TV, em busca de alguns minutos de fama. É o jornalismo que o RJ-TV, da Globo, pratica todos os dias.


A existência da Escola Argentina não está ameaçada. Já me reuni com professores, funcionários e alguns pais de alunos sobre isso e os convidei a acompanhar o encontro, que marcamos, entre a SME e a UERJ, dona do terreno. Buscaremos uma solução que preserve a nossa escola e leve em conta as necessidades de uma universidade pública importante.


Alguns políticos afoitos também estão sempre em busca de uma denúncia, real ou inventada, para mostrar indignação e faturar um pouquinho.

 

Atenciosamente,

Cesar Benjamin

Secretário


   
           



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Quarta-feira, 11/10/2017

Encontro de Artes Cênicas

 

Sob a coordenação do professor Antônio Veríssimo, que trabalha há dezoito anos em uma escola da Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, estamos começando o projeto “A escola fertiliza a cena da cidade”. Trata-se da consolidação e expansão de grupos teatrais na rede.

 

Queremos conhecer o trabalho e as realizações dos nossos professores. Para isso realizaremos um Encontro de Artes Cênicas no próximo dia 1 de novembro, de 10:00 às 17:00 horas, na Escola Paulo Freire.

 

Venha compartilhar conosco suas ideias e experiências para que possamos promover e valorizar as artes cênicas em nossa rede.

 

Faça a inscrição como:

APRESENTADOR, para mostrar seu trabalho da forma como quiser: powerpoint, comunicação oral, trabalhos de alunos, vídeo etc.

ou

OBSERVADOR, para assistir as apresentações de trabalhos e participar da roda de conversa.

 

PROGRAMAÇÃO
10 às 12h – Apresentação de trabalhos
12 às 13h – Intervalo para almoço
13 às 15h – Apresentação de trabalhos
15h às 17h - Roda de conversa.

 

As inscrições podem ser feitas no link:

https://goo.gl/forms/H5z97RLRv7J8YiJp2

 

Atenciosamente,


Cesar Benjamin
Secretário

 


   
           



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Quarta-feira, 11/10/2017

Reunião com 54 diretoras

 

No final do dia 3 de outubro postei que 54 escolas haviam aderido à paralisação proposta pelo Sepe, o que representa cerca de 4% do total. Hoje me reuni com as diretoras dessas escolas (uso o feminino, pois são 52 mulheres e 2 homens), como tenho feito regularmente com outros grupos de professores, diretores e funcionários. Eu queria conhecer mais de perto a situação dessas escolas e ouvir suas reclamações.


Não conseguirei reproduzir a conversa aqui. Seguem-se alguns tópicos que considero mais relevantes.


1. As diretoras, de modo geral, elogiaram bastante suas equipes. Segundo elas, são profissionais dedicados, solidários com o trabalho das escolas. É uma excelente informação: o estereótipo do grevista inconsequente parece que não se sustenta, pelo menos na maioria dos casos.


2. Elas se referem a uma insatisfação difusa, que se tornou aguda com o corte parcial do vale-transporte (a SME não foi informada com antecedência desse corte e conseguiu revertê-lo rapidamente; para mim, vencimentos de funcionários e merenda das crianças são limites inultrapassáveis).


Entre as causas dessa insatisfação destaca-se uma insegurança geral do funcionalismo com a situação financeira da Prefeitura e da Previ-Rio. Temos uma rede formada por chefes de família, muitos dos quais com outras matrículas no estado ou em municípios da Baixada Fluminense, onde os salários não têm sido pagos regularmente. Eu reafirmei que, a meu ver, a Prefeitura deveria se abrir mais ao diálogo, para construirmos juntos alternativas que deem mais segurança aos funcionários e preservem os serviços essenciais da cidade.


3. Entre as causas específicas da paralisação, ligadas à SME, foram citados: a falta de material escolar, a dificuldade em lidar com alunos excepcionais, a carência de professores e de porteiros, problemas com a internet, o não-reconhecimento de situações de difícil acesso, o isolamento das escolas de educação infantil (elas tiveram um peso desproporcional entre as escolas paralisadas), a não-convocação de professores cujos concursos caducarão brevemente e questões de infraestrutura.


4. Repassei caso a caso com as diretoras. Não repetirei aqui o passo a passo, pois o post ficaria longo demais. Ficou claro, mais uma vez, que temos um problema de comunicação na SME, cuja estrutura é muito grande. Já informamos a rede sobre várias dessas observações e queixas, mas as pessoas da ponta frequentemente não recebem ou não assimilam as informações. Reciprocamente, as informações da ponta nem sempre chegam no nível central.


5. Creio que cabe uma autocrítica nossa nas seguintes questões:


(a) Há cerca de quinze dias obtivemos do prefeito a possibilidade de autorizar 688 duplas regências, mas a Controladoria nos informou que elas só podem ser usadas em casos de aposentadorias e falecimentos, sob risco de penalização pelo Tribunal de Contas. Acho que estamos sendo rígidos demais, ao seguir ao pé da letra essa orientação. A meu ver, a falta de professores justifica maior flexibilidade na concessão das duplas regências, tendo em vista garantir o direito à educação. Na segunda-feira conversarei com a Subsecretaria de Gestão, a Coordenadoria Geral de Recursos Humanos e as CREs para que esse critério, restrito demais, seja revisto.


(b) Precisamos retomar o trabalho, já iniciado, de preparação da resolução sobre difícil lotação, que substituirá a atual resolução sobre difícil acesso, ampliando a abrangência do benefício. Reconheço que o setor de Recursos Humanos está sobrecarregado (e fazendo um trabalho excepcional) com as sucessivas reuniões dos seis fóruns de negociação, em curso. Mesmo assim, creio que devemos deixar pronta a nova resolução, mesmo que sua entrada em vigor ainda tenha que esperar uma situação fiscal mais favorável.


(c) É necessário pôr fim à sensação de isolamento das escolas de educação infantil. Temos um fórum específico sobre elas, onde estão representados todos os segmentos, mas ele ainda tem sido insuficiente para que essas escolas se sintam plenamente acolhidas. Terminei agora uma reunião com a Subsecretaria de Ensino em que tratei desse assunto.


A crise fiscal é muito grave e a atuação no setor público é muito complexa, o que torna tudo muito lento. Há intercorrências demais em nosso trabalho. Além disso, recaem sobre as escolas inúmeros problemas externos, que elas não podem resolver (violência, desestruturações familiares, pobreza etc.). Tudo isso tensiona a rede, que, não obstante, tem realizado sua missão com muita consciência e dignidade. Não é exagero falar em heroísmo.


Reafirmo a todos que o Gabinete está sempre pronto ao diálogo. Como disse na reunião com as diretoras, minha equipe é formada por professoras “cascudas”, com grande experiência de campo e sentimento pleno de solidariedade em relação aos colegas que estão nas escolas. Não hesitem em nos procurar, inclusive para esclarecer boatos e mentiras que circulam livremente nas redes sociais.


Agradeço a presença das nossas 52 diretoras e nossos 2 diretores. Creio que tivemos uma reunião produtiva e construtiva.


Atenciosamente,
Cesar Benjamin
Secretário

 


   
           



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