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Segunda-feira, 11/06/2018

Fica a Dica Infância: Descobertas e Alegrias na Apreciação e Cuidado com a Natureza

Tags: rioeduca, educação infantil, creches, edis, primeira infância.

 

Descobertas e Alegrias na Apreciação e Cuidado com a Natureza

 

 

As crianças pequenas são capazes de aprender com a natureza? O que sentem quando tocam e observam árvores, plantas, e bichinhos?

 

As Creches e EDIs (Espaço de Desenvolvimento Infantil) são capazes de realizar um  projeto de excelência com as crianças e a natureza dentro do ambiente escolar? Como desenvolver estas ideias na prática?

Para estas questões, temos hoje a super dica da Creche Municipal Adalberto Ismael de Souza.

Tatiana Gregório C. Araújo, gestora da Creche, planejou com toda a comunidade escolar o projeto : Muito mais Verde e Rosa - Mãe Natureza, Mãe de todas as mães.


O projeto envolveu a comunidade de forma tão relevante que até mesmo a equipe se surpreendeu com o sucesso. Para dar o pontapé inicial, a equipe teve como objetivo informar e esclarecer a comunidade escolar que os recursos do nosso planeta e os que derivam deles são finitos. Dessa maneira, há a necessidade de dedicar atenção ao consumo consciente. Uma das formas mais viáveis para a participação de todos seria a produção de menos lixo e sua transformação, através da reutilização e reciclagem.

As crianças abraçaram a ideia, que foi compreendida por elas através de rodas de conversa e demonstrações do mal que o lixo faz a natureza.  Mas, o que encantou aos pequenos foi a metamorfose de detritos (papéis, garrafas, objetos de plásticos) em brinquedos dos mais variados. Era galho que virava espada e folha que virava um barquinho.Fizeram bonecos e até um robozinho que virou mascote!

É enternecedor apreciar a emoção no rosto das crianças ao perceberem que aquilo que poderia estar dentro da lixeira, transformou-se em carrinho, boneca, caminhão, telefone e em outras muitas possibilidades. Enquanto protege a mãe natureza, o pequeno guardião se descobre um artista!

Para os pequeninos a transformação de lixo em brinquedo era uma mágica! Enquanto a brincadeira acontecia, eles desenvolviam noções de consciência ambiental, observação da natureza e habilidades sensoriais e motoras, geradas pela arte produzida e as emoções próprias da autonomia da criação.

A #Dica da creche é que as crianças devem sempre estar perto da natureza, para que desde pequenos aprendam a amar e respeitar não só o meio ambiente, mas aos  outros e a si mesmo. Transformar lixo em brinquedo é diversão, arte e também o  entendimento que cada pessoa, criança ou adulto, é capaz de proteger o ecossistema, gerando mais vida e cuidado à terra que habitamos e que sustenta a cada um de nós.

A Natureza nos convida a brincar!! Cada folha, cada galho, pedra, ou simplesmente o vento nos proporciona momentos mágicos de infinita criatividade,  que certamente estarão nas memórias infantis de forma especial.

 

Que tal usar a Dica da Creche Adalberto Ismael de Souza para realizar projetos e atividades de reciclagem, brincadeiras e culminâncias com os trabalhos produzidos pelas crianças? Aproveite e convide as famílias para participar também!

A mãe natureza agradece!

Fica a dica!

Educadores de Creches e EDIs, enviem  também suas dicas e sugestões!

Vamos trocar ideias, projetos e atividades do encantado mundo da Educação Infantil

 

 

 


   
           



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Quarta-feira, 16/05/2018

Fica a Dica: A importância da educação musical na infância

Tags: educação musical, infância, música.

 

 A importância da educação musical na infância

 

 

A música está presente em diversas circunstâncias da nossa vida. Ela nos cerca e nos acompanha cotidianamente, seja como entretenimento, na apreciação artística e cultural, ou como ferramenta que apoia e complementa a compreensão de outras competências. Mais do que isso, a música é uma grande aliada no processo ensino-aprendizagem.

Volta e meia vemos publicações que apostam na eficácia da contribuição das artes, em geral, ao desenvolvimento do aluno, principalmente nas fases iniciais:

 

“Um dos principais aspectos que a música representa no processo de ensino-aprendizagem é o estímulo ao uso dos sentidos pelo aluno. Qualquer experiência musical, independentemente do estilo e dos instrumentos utilizados, promove maior habilidade de observação, localização, compreensão, descrição e representação em quem toca e quem ouve.”

(http://novosalunos.com.br/musica-na-escola-entenda-a-importancia-no-processo-de-ensino-aprendizagem/)

 

A proposta de utilização da música, desde a infância, não reside, apenas, na possibilidade de um determinado aluno tornar-se um instrumentista no futuro, mas sim como forma de possibilitar e ampliar o trabalho realizado em paralelo com outras habilidades, como as de leitura, interpretação, raciocínio matemático e por aí vai.

De qualquer forma, porém, não será surpresa se dissermos que o aprendizado de um instrumento musical traz muitos benefícios para o indivíduo de qualquer idade, pois podemos observar melhoras na disciplina diária, no aumento da capacidade de memorização, no lidar com o trabalho em equipe e no aperfeiçoamento da coordenação motora.

Enfocando, entretanto, no objeto desse relato, nas fases iniciais da criança, a música desenvolve, também, capacidades relacionadas à concentração, amplia a inter-relação pessoal, estimula a criatividade, além de contribuir no crescimento emocional e na sua capacidade de comunicação.

 

“A utilização da música, bem como o uso de outros meios artísticos, pode incentivar a participação, a cooperação, socialização, e assim destruir as barreiras que atrasam o desenvolvimento curricular do ensino.”

(https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/a-importancia-musica-na-educacao-infantil.htm)

 

Muitas atividades com música podem ser realizadas com os pequenos: o canto utilizando cantigas de fácil assimilação, brincadeiras e jogos, exploração de instrumentos, atividades coletivas de cooperação e integração, entre outros. São diversas as possibilidades a serem exploradas.

Com a música, há também o progressivo aumento da sensibilidade, da sensação de pertencimento a uma cultura e comunidade e do desenvolvimento da sua autoestima. Inclusive, a valorização da autoestima é um grande passo para que essas crianças, quando jovens/adultos, sejam protagonistas do seu próprio caminho!

 

“A música produz um tipo de prazer que o ser humano não consegue viver sem.” (Confúcio)

 

Essa é a nossa dica da semana! Gostou? Escreva pra gente! smiley

 


   
           



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Sexta-feira, 18/03/2016

Consumismo Infantil e o Papel da Educação.

Tags: consumo, infância, professor.

 

 

 

 

Vivemos hoje conectados aos meios de comunicação e redes sociais desde o momento que acordamos até a hora de dormir.

A conectividade e o consumo pautam nossa socialização e, principalmente, das crianças e jovens que crescem acreditando que para ser é preciso ter. A palavra foi substituída pela imagem. O simplicidade pelo excesso. O abraço pelo objeto. O desejo pela necessidade e a infância pelo consumo.


É fato que a criança brasileira, tem consumido, cada vez mais, diferentes mídias e, muitas vezes, realiza esse consumo de forma concomitante: ouve rádio enquanto navega na internet, assiste televisão enquanto acessa o facebook, joga no computador e ao mesmo tempo fala no celular. Porém, a TV ainda é campeã na audiência entre as crianças brasileiras que passam mais de 5 horas por dia na frente da telinha (segundo os últimos dados do Ibope). E em áreas de alta vulnerabilidade social e econômica esse tempo médio chega ao espantoso número de 9h por dia.


Foi nesse contexto que a publicidade dirigida às crianças entrou em cena com grande força e passou a endereçar ao público infantil mensagens de apelo ao consumo, tornando a criança um fator de influencia em 80% das compras da família. Talvez seja por isso que o Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Infância e Adolescência) soltou a resolução 163 em 2014 que reforça o que já estava previsto no art 37 de nosso Código de Defesa do Consumidor – que a publicidade quando se dirige a uma população vulnerável é considerada abusiva e, portanto ilegal.


Que as crianças se comunicam e fazem uso da tecnologia, muitas vezes, melhor do que os adultos, não nos restam duvidas, mas o que não podemos esquecer é que as crianças são seres em peculiar desenvolvimento psíquico, afetivo e cognitivo. Por isso são muito mais vulneráveis aos apelos do consumo que nós adultos e assim, acabam sofrendo cada vez mais cedo as graves conseqüências relacionadas ao problema do consumismo infantil, tais como: obesidade infantil, erotização precoce, diminuição das brincadeiras criativas, consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar e violência.


Que a criança será, em função do tempo em que vivemos uma consumidora é fato. Precisamos, então, começar a mudar nossos próprios hábitos de consumo, além de educar nossas crianças para que tenham responsabilidade ao comprar. Elas são o prefácio para um mundo mais ético e sustentável e têm nas mãos o poder de reinventar as relações de consumo. Tudo depende da forma como as educamos. Educar, assim como consumir é um ato político.
 


Para saber mais:

 

(i) O site do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana 

(ii) MInha coluna no Portal Outras palavras

(iii) A página do MILC (movimento Infância Livre de Consumismo)

(iv) E a página da Rebrinc (Rede Brasileira Infância e Consumo) 

 


 

 

 

  Lais Fontenelle

 Mestre em Psicologia Clínica pela Puc-Rio, ativista pelos    direitos da infância e consultora do Instituto Alana.

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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