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Quinta-feira, 27/09/2018

Fica a Dica: Projeto "Sou Letrando"

Tags: blogrioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação infantil, creches, edis, professores de educação infantil.

 

Projeto "Sou Letrando"

 

 

Olá! Hoje é quinta-feira, dia de Dicas para quem desenvolve trabalhos com crianças que estão na Educação Infantil e Pré- Escola.


A professora colaboradora do Fica a Dica desta semana é Graciele Gomes da Cunha. O “SOU LETRANDO” projeto de letramento é desenvolvido no EDI (Espaço de Desenvolvimento Infantil) Nobertina de Souza Gouveia, da 8ª Coordenadoria Regional de Educação da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. As crianças das turmas da E.I- 41 e E.I -51 são as contempladas por este trabalho, que certamente você irá curtir e levar para sua escola.


Antes de conhecer melhor o “Sou Letrando”, é sempre bom destacar que o letramento se preocupa com a função social do ler e do escrever e deve estar presente em um ambiente educador, lúdico e que estimule os pequenos a se interessar cada vez mais com o mundo que o cerca. Isto é, através dos sentidos e percepções, a criança percebe o significado das letras, sua função social . Nas interações e relacionamento com outras crianças e adultos ela se torna participante, autora de suas obras e protagonista, observando sua identidade, produções, e a dos outros.


Na Primeira Infância é essencial estimular os pequenos a terem liberdade de expressão e a experimentar as múltiplas linguagens: Música, dança, artes, leituras da literatura infantil clássica e brasileira, histórias em quadrinhos, jogos, brinquedos e brincadeiras e tantas outras. Tudo que for desafiador e possível de ser realizado propiciará um processo de ensino e aprendizagem harmônico e produtivo.


A professora Graciele relata que o projeto “Sou Letrando” foi estruturado com base na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e prioriza os direitos da criança de conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. Seguindo as orientações dos documentos oficiais da SME/RJ e BNCC, a educadora convida seus alunos a explorarem atividades diversificadas com objetivo de proporcionar experiências inéditas e vivências que possam despertar o prazer pela leitura e escrita.

 

 

Pasta utilizada para levar livros para casa e

alfabetário construído pelas crianças

 

 

Os pequenos demonstram interesse e encantamento ao desvendarem tantos significados contidos nos "símbolos" . O que não era compreendido por estar descontextualizado, começa a ganhar sentido. A sala de atividades, e o espaço da unidade se torna um ambiente vivo e educador. Aquelas letrinhas que estão por toda parte, nas paredes, televisão, rótulos, livros, ganham um novo significado. E, como grandes exploradores iniciam uma trilha de conhecimento, repleta de desafios e alegrias.

 


O Aniversário do seu Alfabeto e o Novo Amigo

 

Mascote do livro "O Aniversário do Seu Alfabeto e

brincadeira de barquinho com o nome

 

A educadora compartilha com os leitores do Fica a Dica, a experiência vivenciada com suas turmas. Para os miúdos ela narrou a história do livro "O Aniversário do seu Alfabeto" de Amir Piedade. Os olhinhos arregalados para assimilar cada página, antes de ser virada, demonstrava o interesse da turma no conteúdo do livro. Após a contação e o famoso “Deixa eu ver o livro!” a professora deu continuidade a promoção de incentivos: O personagem da história foi confeccionado, fazendo a história se tornar “Viva”.

 

Outro ponto importante no projeto foi a criação coletiva de uma pasta de atividades. Esta é uma aliada no projeto e integra as famílias ao trabalho realizado no EDI. Os alunos vibram ao chegar sexta-feira, pois sabem que poderão levar a pasta e o personagem para casa. Nesta proposta, os responsáveis participam e fazem pesquisas com seus filhos , buscando em revistas ou jornais, palavras ou objetos que possuam a letra inicial do nome da criança. Depois, recortam, colam e decoram utilizando os materiais enviados na pasta( canetinha, lápis de cor, cola, lápis de cera). Para terminar, os responsáveis e a criança avaliam e registram, com foto e escrita, como foi passar o fim de semana com o "novo amigo".

 

Graciele relata que o projeto inclui jogos, dinâmicas, dança e músicas. Todas as atividades após concluídas, foram registradas por meio de gráfico e escrita espontânea. A professora conta que as turmas realizaram a encenação da história “A Cigarra e da Formiga”. “As crianças fizeram de um jeito bem alegre e espontâneo. Foi um dia muito especial onde todos da Unidade puderam prestigiar as turmas.”

 

O Grande Alfabeto

 


A rotina com o projeto “Sou Letrando” é movimentada pela criatividade e curiosidade dos pequenos, no entanto, a professora destaca a atividade que as crianças interagiram com energia e risadas. Graciele lembrou que nesta época do ano caem muitas folhas no pátio do EDI, e por isso, surgiu a ideia de misturar elementos da natureza ao movimento do corpo da criança e assim formar a imitação das letras.

 

No início da atividade, as crianças ficaram com receio em deitarem nas folhas,que formaram um tapete natural, porém quando perceberam o surgimento das letras com o uso do corpo junto ao dos amigos, apropriando-se da possibilidade de criar, entraram na brincadeira e ficaram entusiasmados, avisando uns para os outros a próxima letra que viria a ser formada. Após a atividade, conversaram sobre a experiência da integração do corpo com a natureza.

 

Fica a Dica de atividades para um ambiente vivo e educador:

 


Varal de alfabeto construído com os alunos, pendurado na altura do olhar da criança;


Baú de livros, no qual as crianças possam ter acesso;


Contação de história pelas crianças. com leitura espontanea;


Blocão em folha 40 kg ou folha A3 para registro de atividades;


Professor como Escriba, participando do relato da criança, registrando-o;


Portfólios individuais e coletivos das atividades e registros das crianças;


Utilização de cantinhos, incluindo os cantos de leitura,

artes e fantasias para brincadeira de faz-de-conta;


Escrita espontânea da criança, tornando-a protagonista de sua produção;


Murais com produções das crianças, colocadas na altura da criança;

 

Registro da evolução do Grafismo em portfólios individuais;

 

 

Curtiu a #DICA da equipe da Professora Graciele?
 

Então, além de aprimorar seus conhecimentos a respeito da importância

do Letramento na Educação Infantil e Dicas de atividade, você pode participar nos enviando dicas, experências ou um relato sobre um projeto desenvolvido com seus alunos.

 

Estamos aguardando!

Envie sua experiência para:

ruteferreira@rioeduca.net 

 


   
           



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Quarta-feira, 26/09/2018

Fica a Dica: Romeu e Julieta

Tags: fica a dica, livro, romeu, julieta.

 

Fica a Dica: Romeu e Julieta

 

 

 

O fica a dica dessa semana vai contar a história de Romeu e Julieta. Mas calma aí! Não é a famosa tragédia criada por William Shakespeare, essa história é um pouco diferente.


O livro, Romeu e Julieta, é da autora Ruth Rocha, com ilustrações de Mariana Massarani.


Num passado distante, havia um reino colorido e repleto de floras, muito lindo para cheirar e ver, mas aqueles que viviam ali não podiam se conhecer, já que tudo era separado por cores.


“O que era BRANCO morava junto com o que era BRANCO. Todas as flores BRANCAS no mesmo canteiro. As borboletas BRANCAS só visitavam o canteiro BRANCO.”


No canteiro AMARELO vivia uma linda família de borboletas amarelas e sua filha se chamava Julieta.


Julieta já sabia voar e sempre que tentava voar para o canteiro AZUL sua mãe a impedia, cada borboleta no seu canteiro, ela dizia. Isso deixava Julieta muito triste.


Romeu era uma borboleta azul e morava com sua família no canteiro de Miosótis. Ele borboleteava por todo o lugar, mas seu pai sempre o alertava do perigo de voar nos outros canteiros, lugar de borboleta AZUL é no canteiro AZUL, sempre foi assim, dizia ele.


Um belo dia de primavera seu amigo Ventinho convidou ele para dar uma volta no canteiro das margaridas, lá era muito bonito e ele tinha uma amiga que se chamava Julieta, que era muito boazinha. Romeu ficou receoso no início, mas acabou cedendo.


Assim começou a amizade de Romeu e Julieta.


Os três voaram sem rumo, brincando entre as flores e acabaram entrando na floresta. Lá viram coisas que nunca imaginavam, plantas diferentes, bichos de todos os tamanhos e até uma família fazendo piquenique. Mas no meio de toda essa aventura acabaram sumindo dentro da floresta.


Seus pais preocupados, não ousavam atravessar o limite dos seus canteiros.


A noite caiu e Romeu, Julieta e ventinho, assustados, cansados e com frio, não encontravam o caminho para casa.


“Será que ninguém vem nos busca?”, perguntava Julieta.


Como terminará essa aventura?


Será que essa narrativa vai acabar em tragédia como a original? Ou os personagens homônimos dessa história terão um final feliz?


Esse livro nos permite trabalhar e explorar diversos assuntos. Contextualizar autores e obras, produzindo um final para essa história; Pensar a diversidade como forma de agregar valores; Falar dos seres vivos e do meio ambiente que nos cerca; Reconhecer as estações do ano e apresentar as características da primavera.


Que tal encher nosso ambiente de cores e flores?


Termino hoje com uma poesia de Vinicius de Moraes.


AS BORBOLETAS


Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas.

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então...
Oh, que escuridão!

 

Fica a Dica! 


Conto com sua participação, professor(a). Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!
Até a próxima semana!


 
 


   
           



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Segunda-feira, 24/09/2018

Fica a Dica: Os Instrumentos de Percussão

Tags: fica a dica, educação musical, instrumentos de percussão.

 

Fica a Dica: Os Instrumentos de Percussão

 

 

Olá!


Sabemos que os instrumentos musicais são agrupados em famílias, de acordo com suas características. Temos as famílias dos instrumentos de percussão, de cordas, de sopros...


Vamos nos deter hoje na família dos instrumentos de percussão. São instrumentos fáceis de serem encontrados. Na sala de aula, para falar sobre eles, peço sempre para os alunos relatarem se conhecem alguns dessa família.


Cito para os alunos a formação das baterias das escolas de samba (uma vez que essa manifestação é mais próxima deles), que usam percussão em suas construções e, assim, eles começam a associar os instrumentos que tem características semelhantes, como na forma de produção do som, e conseguem identificar e compartilhar os que já conhecem.


Os instrumentos de percussão tem como característica o som produzido pela vibração originária do “embate”, do “choque” entre dois corpos, da agitação ou da fricção. Seja uma baqueta em um tambor, o “choque” entre duas clavas, a mão no pandeiro, a baqueta no tamborim, o chacoalhar de outros.


Eles são divididos em membranofones, idiofones e cordofones.

 

Nos membranofones, os sons são produzidos através de uma membrana, como uma pele esticada no tambor, e o som é produzido através da vibração dessa pele (Exemplos.: tambores em geral, pandeiro, tamborim, cuíca, entre outros).


Nos idiofones, os sons são produzidos a partir da vibração do corpo de todo o instrumento, por agitação, fricção, etc. (Exemplos: agogô, reco-reco, triângulo, castanholas, entre outros).


Os cordofones englobam os instrumentos que possuem corda, onde a mesma é percutida (através de um martelo ou baqueta) para a produção do som, como no caso do piano, que tem altura definida.


O instrumentista que toca esse tipo de instrumento é chamado de percussionista.


Os sons da percussão podem ser de altura indeterminada - a maioria deles e são utilizados, primordialmente, com função rítmica; e de altura determinada - como os xilofones e os tímpanos -, que podem ser utilizados com funções harmônica e melódica.

 

Vale ressaltar, também, que o tamanho do instrumento difere no resultado do seu som. Instrumentos maiores terão sons mais graves, enquanto os menores, sons mais agudos. E isso pode gerar atividades em sala de aula para a percepção de altura, mais uma propriedade do som que pode ser observada, além do timbre desses instrumentos.


Em algumas escolas, temos à nossa disposição instrumentos que fazem parte das “bandinhas rítmicas”, que podem ser utilizados com nossos pequenos para exploração e produção de sons, individual ou coletivamente, em arranjos simples para acompanhamento, ou apenas para que os mesmos os conheçam e percebam o timbre que cada um deles possui, através da exploração e da descoberta.


Não precisamos nos restringir aos instrumentos das bandinhas. Podemos também utilizar outros tipos de objetos para produzir sons percussivos, como latas, tampas, cabos de vassoura, caixas, pratos, chaves, entre outros. Materiais que iriam para o lixo e que podem ser reaproveitados, tornando-se meios de produção sonora. Podem ser feitos com materiais de sucata ou recicláveis.


Explorar os instrumentos de percussão desenvolve a percepção rítmica, explora a possibilidade de reconhecimento de timbres, amplia a percepção sonora, enfatiza a vivência das atividades coletivas, entre muitos outros benefícios. Experimentem! wink

 

 

Fica a Dica! 


Gostaram da nossa dica da semana? Escreva pra gente! Aguardamos suas sugestões! smiley

 


 


   
           



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Quinta-feira, 13/09/2018

Fica a Dica: Brinquedos Não Estruturados - Aprendizado, Alegria e Imaginação !

Tags: educação infantil, creches, edis, fica a dica.

 

Fica a Dica! Brinquedos não Estruturados -

Aprendizado, Alegria e Imaginação!

 

 

 

Estamos aqui com mais uma quinta-feira de #Dicas bem legais para quem trabalha com crianças em Creches, EDIS (Espaços de Desenvolvimento Infantil ) e  até  mesmo  para as mamães que apreciam uma boa #Dica para brincar com seus pequenos.  Alguns adultos podem lembrar que quando éramos crianças tínhamos uma grande variedades de objetos para inventarmos nossos brinquedos. Quem lembra?

 A Caixa de papelão  que trouxe o eletrodoméstico que a família comprou, virava casa, fogão, geladeira…. Pequenos galhos e um barbante davam asas à um super avião! Esta lista de invenção não tem fim, pois a imaginação da criança está no auge da criatividade, na qual elementos da natureza ou sucatas podem ser transformados em bonecas, carros, dragões, foguetes e em tantos outros brinquedos que até mesmo os adultos ficam surpreendidos!

Na verdade, sabemos que nossos alunos nasceram na Era Digital! É notável o fascínio que a tecnologia exerce até mesmo sobre os bem pequenos. Eles demonstram interesse nos jogos de smartphones e tablets, mas experimente colocar próximo aos miúdos algumas caixas, sucatas, cola…. A atenção  logo se voltará visando construir seu próprio brinquedo. Um ato de criação, imaginação, autoria e alegria!

 

O que significa Brinquedos Não Estruturados ? 

 


 

Brinquedos Não Estruturados são objetos que as crianças podem brincar, mas que não estão prontos. Alguns exemplos de objetos não estruturados são garrafas pet, caixas de papelão de diversos tamanhos , gravetos, pedras, areia e tudo mais que os pequenos adoram pegar pelo caminho. Eles são os protagonistas da criação e da brincadeira . 

 

Quando damos um carrinho, boneca ou bola para uma criança, normalmente ela já sabe o que fazer e facilmente se cansa, desejando um novo brinquedo pronto. Já os brinquedos não estruturados possibilitam a criança ser criança. Cilindros, pirâmides, cubos, prismas, paralelepípedos podem se transformar em castelo, cidade, bolo de chocolate. São inúmeras possibilidades em um só brinquedo. Além disso, essa construção do brinquedo e no brincar estimula algumas funções cognitivas, pois nesse processo as crianças precisarão de organização, planejamento, flexibilidade cognitiva, criatividade, manutenção da atenção, memória e diversas outras capacidades mentais.


“A imaginação, como base de toda a atividade criadora, se manifesta por igual em todos os aspectos da vida cultural, possibilitando a criação artística, científica e técnica. Neste sentido, absolutamente tudo o que nos rodeia e que foi criado pela mão do homem, todo o mundo da cultura, em diferenciação ao mundo da natureza, tudo é produto da imaginação e da criação humana, baseados na imaginação(Vygotsky)

 

Nesse contexto, o Projeto Pedagógico Anual 2018 da Creche Municipal Sempre Vida Parque da Conquista, da 1a Coordenadoria Regional de Educação é: "Brincar é Aprender a Vida com Alegria".  

 

 


 

A Equipe da unidade não mede esforços para planejar, executar e avaliar junto aos pequenos as grandes descobertas do protagonismo. O envolvimento com a criação de brinquedos envolve também a família, que aprende como é importante deixar seu filho criar!

 


Fica a Dica de alguns materiais não estruturados para aguçar a imaginação dos pequenos:

 

Papelão;

Caixas de ovos;

Rolos de papel;

Fitas adesivas;

Retalhos;

Tinta;

Tampas;

Folhas árvores;

Galhos;

Balões;

Lã;

Pedrinhas;

Papéis … e o que a imaginação contribuir! 

 

Curtiu a #DICA da equipe da Creche Sempre Vida Parque da Conquista?

 

Então, além de aprimorar seus conecimentos a respeito da importância da brincadeira com brinquedos não estruturados na vida dos pequenos, você pode participar nos enviando  dicas, experências ou um relato sobre um projeto desenvolvido com seus alunos.

 

Estamos aguardando!

Envie sua experiência para:

ruteferreira@rioeduca.net 

 

  


   
           



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