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Retornando 3 resultados para o mês de 'Setembro de 2015'

Sexta-feira, 25/09/2015

Segurança na Internet para os Nossos Alunos

Tags: segurança, internet, educação, alunos.

 

 

 

 

Quando falamos de segurança de crianças e jovens na internet, ficamos muito preocupados. Afinal, a internet é feita de pessoas, e pessoas que podem postar coisas boas ou ruins.

 

Vamos ver um pouco, com o Rodrigo da SafeNet, o que podemos fazer para ajudar essa garotada!

 

Rioeduca: Como a escola pode identificar indícios de que um de seus alunos ou de suas alunas está se relacionando com pedófilos pela internet? O que fazer em caso de suspeita?

Rodrigo: Antes mesmo de identificar sinais específicos, é fundamental que as escolas possam tratar amplamente do tema segurança na internet, não apenas em relação à violência sexual, mas como uma questão de cidadania mais geral. A internet, como rede de redes, reflete, em boa medida, questões sociais mais gerais, sendo palco para as mais variadas experiências humanas. Assim como há incontáveis oportunidades de relacionamento, de lazer, de estudo, de trabalho e participação na vida democrática, na rede, também há situações de violência e conteúdos impróprios para crianças e adolescentes. Uma forma de compreender essa complexidade é tratar a rede como uma grande praça pública na qual crianças e adolescentes precisam de acompanhamento e mediação para frequentar com segurança e liberdade. É importante manter diálogo constante com as crianças até 10 anos, e ensinar que não podem compartilhar detalhes sobre sua vida (endereço, telefone, detalhes de onde frequenta), nem compartilhar on-line fotos e vídeos com pessoas que não conhece sem autorização do pais. Os pais precisam ensinar que, na rede, assim como na rua, há pessoas mal intencionadas e que podem cometer violências. Assim como precisamos evitar presentes, carona e conversas particulares com estranhos na rua, na rede, também, as crianças precisam saber evitar contatos impróprios, e sempre contar com um adulto de confiança por perto quando estiver navegando. No caso de pré-adolescentes e adolescentes, a situação é mais complexa pois eles precisam (e é saudável) ter mais espaços privados e relações privadas, no entanto, os pais não podem deixar de dialogar sobre os cuidados necessários com todo e qualquer conteúdo íntimo a ser compartilhado na rede. Os criminosos podem fingir uma grande amizade on-line até conquistar a confiança da vítima, e solicitar material íntimo com fins de exploração, ameaça e chantagem.

Uma vez identificada uma situação suspeita, a escola precisa, antes de tudo, acolher o/a aluno(a) sem julgamento e mostrar apoio para enfrentar a situação.

É importante que a vítima tenha registro de todas as mensagens, ligações e/ou postagens ameaçadoras ou violentas que recebeu.

A escola precisa comunicar as autoridades para denunciar os casos, seja através do Conselho Tutelar, do Disque 100, do Ministério Público ou da delegacia de polícia, contando sempre com os responsáveis legais das vítimas, salvo se estes forem os agressores.

No caso de dúvidas, a SafeNet pode orientar a escola.

Rioeduca: As escolas estão preparadas para debater sobre assuntos como ciberbullying, sexting e pedofilia pela internet?

Rodrigo: Estes temas são novas manifestações de velhas questões relacionadas à intolerância e discriminação (cyberbullying) e ao desenvolvimento biopsicossocial da sexualidade na infância e adolescência. A internet tem, sim, dado escala e visibilidade às questões, mas acreditamos que, antes de tudo, o desafio é de educar para cidadania, para o respeito à diversidade e para o desfrute responsável das liberdades conquistadas. O desafio é de incluir também a internet e novas tecnologias nos debates sobre socialização e educação em direitos humanos desde os primeiros ciclos do ensino formal, em complemento com esta educação difusa que precisa acontecer nos mais diferentes espaços sociais, incluindo as família, meios de comunicação e demais instituições. Nos preocupa ver que, muitas vezes, essas questões de cidadania, como temas transversais, acabam ficando em segundo plano dos projetos pedagógicos com tamanha pressão de carga horária e conteúdos do currículo. Mesmo sendo fundamental uma estrutura mínima de acesso e uso das TIC nas escolas, acreditamos que estas questões de ciberbullying e sexting exigem, antes de tudo, o desenvolvimento de uma capacidade crítica, de um discernimento e de uma postura de responsabilidade que está muito além da questão técnica ou tecnológica. Com uma boa base de educação em direitos humanos, que inclua as relações sociais nos ambientes digitais, acreditamos que estas questões podem ser encaradas de forma muito tranquila, sem precisar de nenhuma parafernália tecnológica ou conhecimento específico de informática por parte dos educadores. Desmistificar esta noção de que os atuais alunos são "nativos digitais" é urgente para evitar que supervalorizemos algumas supostas habilidades que não são "automáticas" e que exigem justamente um diálogo geracional. Aprender a usar os aparelhos e serviços as novas gerações aprendem até sozinhas, mas a capacidade crítica e a responsabilidade para fazer um uso ético e seguro, isso exige processos educacionais e intergeracionais.

 

Rioeduca: Em tempos de redes sociais, Whatsapp, Snapchat e intensa exposição, como a escola pode abordar o tema sobre segurança na internet com seus alunos?

Rodrigo: Uma alternativa mais imediata é trazer este tema para a sala. Mesmo que não seja usando estes aplicativos e redes, é importante debater o uso que os alunos/as estão fazendo destes ambientes. Mais importante até do que simplesmente usar estas ferramentas nas ações pedagógicas, consideramos urgente refletir sobre o uso destas ferramentas na vida em geral. Um olhar crítico e uma pequena pausa de reflexão não apenas sobre o uso que fazemos destas tecnologias, mas também sobre o que estas tecnologias tem feito com nossas vidas. O que muda, o que mais incomoda, o que mais fascina? Quais situações desconfortáveis podem acontecer? Quais regras e critérios temos para usar isso tudo? E as leis valem nestes espaços? Como posso pedir ajuda se for vítima de uma violência na rede? E se for violento com alguém, o que pode acontecer comigo? 

Questões como esta podem disparar ótimos debates em sala e gerar muitos conteúdos. Mais do que listar o que pode ou não pode ser feito, a abordagem que usamos na SaferNet é estimular que os educadores ouçam os próprios alunos, provoquem neles momentos de reflexão e auto-avaliação sobre suas pró?ias experiências de uso. Isso pode ser feito com enquetes e pesquisas na própria escola (aproveitando os conteúdos de uma aula de matemática, por exemplo), através de um desafio como o detox digital (um dia sem celular nem internet) para ser descrito em uma redação ou texto formato reportagem (aproveitando avaliações e exercícios de linguagens), em projetos interdisciplinares que contemplem questões de cidadania em geral ou ainda estimulando a participação em campanhas como a do #InternetSemVacilo que apoiamos com o Unicef Brasil e trata dos temas de forma leve, engraçada com vídeos e memes na prória rede (Internet sem Vacilo). Nossa proposta é que o próprio tema segurança seja trabalhado de forma crítica, para que possamos perceber a necessidade de limites como etapas do desenvolvimento que vislumbra mais liberdades. Crianças e adolescentes precisam dos limites para poderem desfrutar gradativamente das liberdades de forma responsável e segura, mas tendo sempre a liberdade como alvo e não apenas a segurança. Segurança a qualquer preço, dentro ou fora das redes, não é uma alternativa saudável e tampouco pedagógica quando pensamos num projeto de sociedade mais justa e que efetivamente respeite os direitos humanos.  

 

 

 

Rioeduca: Quais são os bons resultados que o Marco Civil da Internet, em especial o artigo 26, podem nos trazer?

Rodrigo: Além ser um ótimo exemplo de participação direta dos cidadãos na elaboração e debate de projetos de lei a partir da Internet, o MC permitiu chegar a um consenso possível em temas tão complexos e críticos. O fato de os direitos humanos serem os pilares fundamentais desta lei, com destaque para a liberdade de expressão, já é uma grande conquista. Especialmente quando vemos que outros países, inclusive democracias bem mais antigas que a nossa, optaram por abordagens muito mais conservadoras e até violadoras de direitos fundamentais. O fato de tratar diretamente da educação para uso seguro, responsável e consciente da Internet como ferramenta para o exercício da cidadania é uma grande conquista que pode ajudar aos gestores públicos da educação a criarem e defenderem ações e programas concretos sobre este tema em seus Projetos Pedagógicos. Sabemos que há sempre um abismo entre o que está previsto nas leis e o que efetivamente as instituições conseguem implementar, mas neste sentido a SaferNet Brasil tem buscado contribuir oferecendo recursos educacionais abertos e formações às secretarias de educação para que o tema possa ser integrado às práticas já existentes e ações cotidianas, conteúdos que são flexíveis para serem adaptados de acordo com os limites de cada escola e de cada educador/a.

 

Rioeduca: Quais as ações que a Safernet desenvolve para a prevenção de crimes na internet em especial na educação formal das redes públicas?

Rodrigo: Como dito, a SaferNet realiza formação de multipicadores, em especial dos grupos relacionados à tecnologia educacional e também coordenadores pedagógicos que possam replicar e implementar as ações em suas redes. Os materiais produzidos pela equipe da SafeNet ficam disponíveis gratuitamente no nosso portal. 

Além disso, a SaferNet disponibiliza um canal online gratuito para orientar tanto os/as alunos(as) quanto os educadores que tenham dúvidas ou foram vítimas de algum violência deste tipo online. O canal funciona por Chat e email no Canal de Ajuda.

Outro serviço disponibilizado pela SaferNet é o Canal de Denúncias através do qual qualquer internauta pode sinalizar de forma totalmente anônima e em 3 cliques uma página suspeita de racismo, homofobia, intolerância religiosa, pornografia infantil ou outras violações aos direitos humanos.

Por fim, temos um conjunto de ações de educação e conscientização, com o objetivo de promover um uso seguro com liberdades, estimulando que as pessoas pensem no auto-cuidado e no respeito aos outros, fazendo boas escolhas online. Neste ano estamos realizando um ciclo de formação de educadores em 10 capitais do país com o Ministério Público Federal, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, e apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A proposta é contemplar todas as capitais do país até o fim do próximo ano, estimulando novas ações locais inspiradas pelas oficinas e amparadas pelo Art. 26 do MC. Ficamos muito contentes com a ampla participação e motivação dos educadores do Rio de janeiro nesta atividade e continuamos à disposição para apoiar as ações que se desdobrarem. 

Os educadores interessados em receber material impresso para atividades de multiplicação em suas escolas podem solicitar através do formulários:Materiais

 

 


Rodrigo Nejm - Psicólogo, diretor de educação e atendimento da SafeNet Brasil, coordena as ações de educação em Direitos Humanos na Internet que englobam pesquisas, campanhas, materiais pedagógicos e formações de multiplicadores (educadores, jovens, pais e autoridades). Coordenada o Safer Internet Day no Brasil desde sua primeira edição nacional em 2009. Mestre em gestão e desenvolvimento social e doutorando em psicologia social na Universidade Federal da Bahia - UFBA, pesquisando interações sociais e privacidade de adolescentes nos ambientes digitais, com estágio doutoral na Universidade de Paris V. Pesquisador do Grupo de pesquisa em Interações, Tecnologias Digitais e Sociabilidade - GITS/UFBA e membro do Grupo de especialistas das pesquisas TIC Kids Online e TIC Educação do CETIC.br desde 2010.  

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Terça-feira, 22/09/2015

Coaching na Educação (Parte 3)

Tags: coaching, professor, inovação.

 

 

Como o coaching pode colocar um pouco mais de graça na vida dos líderes educacionais? 

 

Coaching é um processo pedagógico de ensinar pessoas a pensar e a refletir para buscar o conhecimento no fundo de si mesmas.

Socrátes, há mais de 2.500 anos já fazia isso através da maiêutica.

 

O método socrático consistia em propor temas, instigar ideias com perguntas, ouvir os que os discípulos tinham a dizer, ensinar e aprender. Seu objetivo básico era desenvolver o raciocínio lógico das pessoas que o rodeavam, e assim tem sido com o coaching na educação, que possibilita a mudança de comportamentos e atitudes de onde uma pessoa está para onde ela quer chegar, de quem ela é para quem ela quer ser.

 

 

No texto anterior foram apresentadas numa pequena introdução “As Cinco Disciplinas” de Peter Senge, realçando as capacidades que as organizações e comunidades aprendentes – ESCOLAS - exigem, além de oferecerem o mapa da mina para que o líder educacional possa reinventar-se continuamente, e mobilizar pessoas para fazer coisas extraordinárias, além de usar coaching como um relacionamento possível em qualquer tempo e em qualquer lugar. 

A liderança dos Gestores e Coordenadores Pedagógicos, não diz respeito à personalidade, mas ao comportamento. Nesse sentido, atente para cinco práticas de liderança exemplar que você deve lembrar, além das dicas para desenvolver seu repertório de técnicas.

 

 

O livro Coaching Educacional: ideias e estratégias para professores, pais e gestores que querem aumentar seu poder de persuasão e conhecimento relata que, “Segundo Senger, Buckminster Fuller dizia 'que se você quer ensinar uma nova forma de pensar às pessoas, não tente discursar para elas ou instruí-las'. Simplesmente forneça-lhes uma ferramenta que as leve a aspirar, apoiando-os a se movimentarem aos seus objetivos, pensando de forma diferente a que está habituado para gerar mudanças.”

Como saber o que, quando e como usar? 

 

 

No próximo texto, continuarei propondo o “caminhar por outras ruas possíveis” através do coaching na educação, e suas ferramentas. Vem comigo!

 


Para saber mais:

SANTOS, Graça. Coaching Educacional: Ideias e estratégias para professores, pais e gestores que querem aumentar seu poder de persuasão e conhecimento. Editora Leader, São Paulo, 2012.
SANTOS, Graça. Coaching na Educação: Contexto, Aplicação e Possibilidades. Revista Digital Coaching Brasil, São Paulo, 2014.

SCHÖN, D. Educando o profissional reflexivo. Um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LAGES, Andreia. O’ CONNOR, Joseph. O que é Coaching. Comunidade Internacional de Coaching. Editora All Print, São Paulo, 2006.
CATALÃO, João Aberto. PENIN, Ana Tereza. Ferramentas de Coaching. Editora Lidel. São Paulo, 2012.
PERRENOUD, Philippe. 10 Novas Competências para Ensinar, Artmed, 2000. 
____________, Philippe. As competências para ensinar no século XXI: a formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Artmed, 2002.
SENGE, Peter M. et al. A quinta disciplina – caderno de campo: estratégias para construir uma organização que aprende. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1994.


 

Graça Santos - Pernambucana, professora da rede pública do Rio de Janeiro, pedagoga, orientadora educacional e escritora. Possui MBA em Gestão Estratégica e MBA em Formação Holística na Abordagem Transdisciplinar do Desenvolvimento Humano.

Escritora nas editoras Leader/SP e SER MAIS/SP, palestrante e coach formada pela Abracoaching. Facilitadora do Portifólio Nacional Editora FTD. Autora do livro “Coaching Educacional: Ideias e estratégias para professores, pais e gestores que querem aumentar seu poder de persuasão e conhecimento”. Coautora do livro PNL & Coaching, sendo autora do capítulo 11, intitulado “Como funciona seu GPS interno?”. Tem como missão inspirar pessoas que querem sair do estado atual para o estado desejado por meio de vivências que conduzam ao realinhamento cultural das crenças, valores, hábitos e atitudes com foco na excelência dos resultados e na ecologia pessoal.
 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Terça-feira, 15/09/2015

Essa Geração Conectada... Entrevista com Andréa Ramal

Tags: entrevista, professor, família.

 

 

A Professora Andrea Ramal nos concedeu uma entrevista bem interessante sobre o uso da Internet e como podemos orientar nosso aluno neste novo (ou nem tão novo) meio de comunicação. 

 

Andrea Ramal é educadora e escritora. Desde cedo se dedica à educação, e tem uma visão muito clara e objetiva sobre essa geração conectada. Vale a pena ler a entrevista!

 


RIOEDUCA - Como podemos mudar a sala de aula para ensinar essa geração conectada?

ANDREA RAMAL: A geração conectada tem como característica a necessidade de interação. Por isso, trazer tecnologias para a sala de aula é uma forma possível de atrair o interesse dos estudantes e para facilitar o aprendizado. Mas nem sempre as escolas têm estes recursos. A saída nesse caso é tornar a sala de aula mais interativa, mesmo sem computadores. Como? Permitindo que os alunos se expressem, fazendo trabalhos em grupo e dinâmicas e tornando a relação entre professores e alunos mais próxima e repleta de diálogo.

 

RIOEDUCA - Qual a reflexão que a família deve ter sobre o uso da internet ?

ANDREA RAMAL: Você deixaria seu filho andar sozinho numa grande cidade onde não conhece ninguém? Certamente não. A internet é exatamente isso. Há muitas coisas boas, como acesso a conhecimento e possibilidades de interação, mas também há riscos, como invasão de privacidade, perfis e notícias falsas, ataques, abusos e difamações. Os pais precisam estar atentos: ver quais sites e redes sociais os filhos frequentam, o conteúdo dos videogames e as mensagens que são postadas. Tudo isso sem desrespeitar a privacidade dos filhos. Por exemplo: invadir celular ou facebook do filho sem a sua permissão não é correto.

 

RIOEDUCA - Quais são as novas habilidades e competências que um Professor deverá trabalhar com esse aluno conectado?

ANDREA RAMAL: O professor precisa ser uma espécie de arquiteto da aprendizagem, pois para cada aluno haverá uma trilha de aprendizagem específica. Além disso, precisa saber dinamizar a inteligência coletiva, ou seja, estimular o intercâmbio e a troca de ideias e conhecimentos entre todos. Precisa também ser um educador, preocupado com a formação ética, para formar cidadãos conscientes que saibam se posicionar de forma crítica no mundo.

 

 

RIOEDUCA- Sabemos que o nosso aluno não aprende somente dentro da escola. Como podemos mediar esse aprendizado com tantas informações diferentes?

ANDREA RAMAL: Cabe aos pais fazer as pontes entre o que a escola ensina e o que o filho aprende fora. Muito diálogo em casa, formação de hábitos de leitura e programas culturais, como cinema, museus ou teatros, ajudam muito a formar uma pessoa com a mente aberta e antenada para a realidade de hoje. Os pais precisam lembrar que a escola pode fazer uma parte da educação, mas nunca poderá substituir a formação familiar, sobretudo em hábitos e valores.

 

RIOEDUCA- As redes sociais nos permitem interagir com mais pessoas e ter acesso a mais informações. Como a escola pode ajudar esse aluno a cuidar de sua privacidade e de sua segurança?

ANDREA RAMAL: A educação para os meios já deveria fazer parte do currículo da escola - como acontece em outros países. Nessa aula, os alunos poderiam aprender o que pode e o que não deve ser feito nas redes sociais e na internet. Há crianças que postam comentários agressivos por brincadeira, mas na verdade, estão cometendo crimes, como calúnia ou racismo. Elas precisam ter consciência do que isso significa e das consequências que pode trazer para outros e para si mesmos.


 


 

 

Andrea Ramal é autora de “Redação Excelente - Para Enem e Vestibulares” (Grupo Gen) e “Como fazer de seu filho uma história de sucesso” (LTC), entre outros livros. Lecionou desde a alfabetização ao ensino médio e na educação de jovens e adultos. Doutora em Educação pela PUC-Rio, implementou programas de formação de professores e gestores escolares em diversos países. Comenta temas de educação no programa "Encontro com Fátima Bernardes". Atua na produção de recursos digitais para o ensino superior. Nas horas vagas gosta de curtir seus cães, praticar esportes e tocar violão, compondo sambas e MPB.

 

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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