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Sexta-feira, 24/06/2016

Meninas Makers - O Despertar da Força

Tags: maker, professor, aparatos tecnológicos.

 

 

 

O Despertar da Força - Meninas Makers na Escola

 

Em uma galáxia nem tão distante assim, um levante da força rebelde se prepara. Meninas, determinadas e da tecnologia, querem balançar o mundo com suas ideias.

 

Não, isso não é brincadeira, mas bem que poderia ser, afinal, no mundo Maker quase tudo começa como uma divertida brincadeira de sonhar com algo que queremos, mas ainda não temos.

 

Pelo mundo existem iniciativas para estimular a entrada feminina na tecnologia desde cedo, como a “Girls who Code” (http://girlswhocode.com/). No Brasil, esse movimento aumenta a cada dia e já tivemos uma participação bem maior de Meninas Makers na última edição da “Campus Party BR” .

 

Mas o que faz uma Menina Maker? Desde wearable computing, ou seja, computação vestível, como cintos que mudam de cor com a música, até o desenvolvimento de aplicativos de celular. Como é o caso dessas cinco meninas de São Paulo, da EMEF José de Alcântara Machado Filho, que fizeram um aplicativo de celular que informa as pessoas sobre a data e a hora da coleta seletiva em sua rua, a partir do número do CEP.

 

Não é incrível? E as suas estudantes? Será que elas gostariam de entrar no mundo da programação? Vamos tentar?

 

Se você tem acesso a uma sala com computadores:

  1. Acesse o site Hour Code e clique em “Start learning”.
  2.  Estimule sua turma a acessar uma das opções de jogos de programação, como Star Wars, Anna e Elza etc.

 #FicaaDica


DICA 1: Acesse antes de sua turma e escolha um tutorial para entender como funciona a dinâmica e se sentir mais confortável para sanar eventuais dúvidas que seus estudantes tenham.
 
DICA 2: Se você não tem computadores, ainda assim é possível introduzir seus estudantes no mundo da programação. Experimente uma aula da Code.org, traduzida por nossa equipe.
 
Ao terminar, que tal trocar impressões com os colegas sobre suas experiências?

 

Se você quiser um Plano de Aula: Programação no Quadriculado

 




Cristiane de Lima Santos

 

Mestre em Matemática Aplicada, pela PUC-Rio, e pós-graduada em Design Educacional, pela UFJF, Cristiane tem 21 anos de experiência no uso de tecnologias diversas em educação. Desenvolvedora de recursos instrucionais colaborativos, jogos educacionais e dispositivos de robótica educacional, é professora de programação e robótica no Ensino Fundamental II, além de ministrar cursos, em nível superior, de robótica com microcontroladores e sistemas embarcados. Coordena também o Grupo Temático de Internet das Coisas, organizado e apoiado pela Riosoft, TI-Rio.

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Sexta-feira, 03/06/2016

O Uso de Imagens Como Instrumento de Letramento


 

 


   

O uso de imagens como instrumento de letramento: a Pedagogia dos Multiletramentos na Educação Infantil

 

 

 

 

 

 

Como sabemos, nas classes de pré-alfabetização é importante o trabalho com múltiplas linguagens, estimular a criatividade, enriquecer as experiências e também preparar a criança para sua futura alfabetização, com tarefas relevantes e significativas para ela (KATO, 2002). Nas atividades de contação de histórias a partir de imagens, por exemplo, a criança une com a fantasia elementos que traz da sua realidade. Assim, ela cria suas próprias narrativas, fazendo uso de diversas modalidades que o livro apresenta.


O estudo sobre a multimodalidade torna-se cada vez mais necessário, pois as formas pelas quais os textos se apresentam, digitais ou não, têm incorporado cada vez mais aspectos que os enriquecem, entre eles a imagem. “Assinala-se, então, a relevância de expandir a abordagem dos textos multimodais, sua significação dentro de um contexto social e a necessidade de ampliar a leitura de textos que extrapolam o modo semiótico verbal” (SANTOS, 2008). Nesse sentido, a leitura em livro sem legenda é importante para o desenvolvimento de um trabalho em que a criança tenha participação ativa na leitura, com vistas a criar narrativas orais por meio do estímulo imagético.


Ao se inserir em um ambiente letrado, o aluno se apropria do mundo da leitura, e a imagem exerce a função de aproximá-lo do livro. A partir do momento em que o poder sobre o livro e sobre o seu conteúdo sai das mãos do adulto, a criança pode assumir o papel de autora e fazer uso da sua criatividade. O papel do professor, nesse caso, é mediar essa aproximação, enriquecendo o momento de contação e criação de histórias com a valorização de sua produção e estímulo à sua percepção visual.

Partindo do pressuposto de que a escola é uma das agências mais importantes de letramento, a leitura deve ser eixo norteador de todo processo de ensino e aprendizagem e, por isso, deve ser considerada uma prática voltada para a formação de leitores e não de “alfabetizados”. (ROJO, 2012, p. 82)

O contato da criança com a leitura acontece muito antes do seu ingresso nas classes de alfabetização e, com as novas tecnologias e recursos multimodais, este contato tem sido cada vez mais constante. A Educação Infantil é um espaço privilegiado para o trabalho com os diversos sistemas semióticos, sobretudo a imagem. 


O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) se apresenta em três volumes e engloba crianças de 0 a 6 anos de idade, traz as diversas vertentes das variadas idades da Educação Infantil e são explanadas como subsídio para o educador orientar o seu trabalho. Para crianças de 0 a 3 anos, o RCNEI destaca como objetivos para o trabalho da linguagem oral e escrita: 

Nas sociedades letradas, as crianças, desde os primeiros meses, estão em permanente contato com a linguagem escrita. É por meio desse contato diversificado em seu ambiente social que as crianças descobrem o aspecto funcional da comunicação escrita, desenvolvendo interesse e curiosidade por essa linguagem. Diante do ambiente de letramento em que vivem, as crianças podem fazer, a partir de dois ou três anos de idade, uma série de perguntas, como “O que está escrito aqui?”, ou “O que isto quer dizer?”, indicando sua reflexão sobre a função e o significado da escrita, ao perceberem que ela representa algo. (BRASIL, 1998, p. 22, 2 v)

A descrição acima mencionada nos remete diretamente ao conceito base desta pesquisa que é o conceito de letramento. A interação começa na família e, em seguida, na escola onde a mesma deve oferecer um ambiente letrado e atividades significativas através das quais a criança poder fazer o uso social da escrita e ser sujeito da sua ação. Sendo assim:
O letramento é muito mais que alfabetização. O letramento é um estado uma condição; o estado ou condição de quem interage com diferentes portadores de leitura e escrita, com diferentes tipos e gêneros de leituras e escritas com as diferentes funções que a leitura e a escrita desempenham na sociedade. (SOARES, 2006, p. 58)

É válido ressaltar que acreditamos que não deve ser utilizado nenhum método de alfabetização na Educação Infantil, pois esse não é o momento em que a criança precisa ser alfabetizada, por isso a importância de diferenciar o termo alfabetização do termo letramento. Destacamos ainda que a criança, mesmo aquela do Maternal I que compreende a faixa etária de 2 e 3 anos, já está se relacionando com a tecnologia e seu avanço diário. É essa inovação tecnológica constante e a emergência de inserir as crianças da educação infantil nas práticas sociais desde então que irá nos levar à Pedagogia do Multiletramentos (ROJO, 2012). 


O conceito de multiletramentos é definido por Rojo (2012) como dois tipos específicos e importantes de multiplicidades presentes em nossas sociedades, principalmente urbanas, na contemporaneidade: a multiplicidade da cultura das populações e a multiplicidade semiótica de constituição dos textos por meio dos quais ela se informa e se comunica. 


Concluímos, então, que a Pedagogia dos Multiletramentos vai além de teorias sobre as várias formas de se letrar ou de trabalhar as diversas vertentes do letramento. Os multiletramentos também representam um cunho sócio-cultural, onde os letramentos múltiplos são portas para a inclusão social através de práticas pedagógicas relevantes para o aluno, desde a Educação Infantil.

 


Referências: 


KATO, M. (Org.). A concepção da escrita pela criança. Campinas: Pontes, 2002.

PRADO, Iara, Santos, Marilene, Referencial Curricular Nacional para educação, Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. — Brasília: MEC/SEF, 1998.

ROJO, (Org.) Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012.


SANTOS, Záira. A construção de uma leitura multimodal em Língua estrangeira.
Revista Educação em Destaque. Juiz de Fora, v. 1, n. 2, p. 75-86, 2. sem. 2008.

SOARES, Magda Becker. Letramento: um tema em três gêneros. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.

 


  
 

Ana Carolina Vieira de Brito possui graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2009) e Especialização em Administração e Planejamento da Educação também pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2012). Atualmente é Professora de Educação Infantil - PEI da prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e mestranda do curso de mestrado profissional em educação básica do Colégio Pedro II. Participa do Grupo de Estudos e Pesquisas em Lingua(gem) e Projetos Inovadores na Educação (GEPLIED), liderado pela Profa. Dra. Alda Maria Coimbra Aguilar Maciel e cuja missão é elaborar projetos e gerar ações que promovam o desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras.

 

 

 

 

 

 


   


     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                               


 

 

 

 



 



 

 


   
           



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