A A A C
email
Blog destinado a grandes especialistas da Educação. Você também pode participar. Veja como.

Segunda-feira, 19/11/2018

Fica a Dica: Identidade Cultural - O Samba

Tags: dicas, educação musical, cultura, samba.

Fica a Dica: Identidade Cultural – o Samba

 

Olá!


Hoje vamos falar um pouco sobre a nossa identidade cultural. Sabemos que o Brasil sofreu várias influências, principalmente, da cultura europeia, indígena e africana. Outros imigrantes também contribuíram nessa formação.


Nossa música tem em suas raízes muitos reflexos dessas três vertentes. Mas não só na música observamos essas influências. Nossa comida, festas, danças, entre outros, também são formados através da miscigenação de diversas origens.


Aproveitando que estamos na semana da consciência negra, podemos falar um pouco da nossa identidade cultural.


A influência africana na nossa música está presente, principalmente, no nosso gênero musical mais conhecido: o samba.


O samba é considerado um gênero genuinamente brasileiro, um dos elementos culturais mais representativos da nossa cultura. Na sua instrumentação apresenta violão, cavaquinho, percussão, entre outros.


“O samba foi introduzido no Brasil no período colonial pelos escravos africanos sendo, portanto, um estilo que provém da fusão entre as culturas africana e brasileira. Inicialmente, as festas de danças dos negros escravos na Bahia eram chamadas de "samba". A manifestação durante muito tempo foi considerada um estilo de música e dança criminalizado e visto com preconceito, devido às suas origens negras.” (https://bit.ly/2B6h5lu)


Sobre a origem da palavra, alguns autores consideram que a palavra “samba” tem origem em “semba”, que significa “umbigada” e que caracterizava um tipo de dança.


“Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.” (https://bit.ly/2K38mn3)


Em 1917 foi gravado o primeiro samba no Brasil. Chama-se “Pelo Telefone” e foi composto por Mauro de Almeida e Donga, cantado por Bahiano.


Há diversos tipos de samba, que variam, inclusive, de região para região: samba de roda, partido-alto, samba-enredo, samba-canção, samba-exaltação e pagode são alguns deles.


No Rio de Janeiro, o samba está bastante presente no nosso dia-a-dia. No dia 2 de dezembro, data em que é celebrado o Dia Nacional do Samba, temos o famoso “Trem do Samba”, onde são feitas apresentações de grupos de samba e pagode durante um período determinado e que leva os integrantes até Oswlado Cruz, subúrbio do Rio, onde esses grupos se encontram pra comemorar a data.


Além disso, temos o samba-enredo, presente no nosso carnaval, nos desfiles das escolas de samba, marco tradicional da nossa cultura e considerado o maior espetáculo da Terra.


Nosso patrimônio cultural é riquíssimo e é importante o trabalho em sala de aula com nossos alunos sobre a nossa cultura e as nossas tradições. É relevante que eles saibam quais povos formaram e formam a nossa herança, assim como o respeito à diversidade cultural, tema enfocado, inclusive, pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Precisamos lembrar, também, que os objetos vivem em constante processo de transformação, em circularidades culturais, transformando-se ao longo do tempo.


Nessa dica de maio/2018 (http://www.rioeduca.net/blogViews.php?bid=16&id=6597), falamos sobre o trabalho com gêneros musicais e citamos a aula sobre samba encontrada na plataforma Educopedia (www.educopedia.com.br) e que pode ser acessada com o e-mail institucional Rioeduca ou como visitante. Aproveite!


Deixo aqui mais uma sugestão de leitura pertinente ao tema do Portal do MEC. Clique aqui para acessá-lo.

 

E aí, gostaram da nossa dica da semana? Escreva pra gente!!! smiley

Fica a Dica! 

 


 


   
           



Yammer Share

Quinta-feira, 08/11/2018

Fica a Dica: A Maleta Viajante

Tags: blogrioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação infantil, creches, edis, professores de educação infantil.

 

 Fica a Dica: A Maleta Viajante 

 

 

 

 

Como funciona o Projeto Mala Viajante?

 

 

“Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é Brincar."

Rubem Alves

 

 

Proposta do Projeto


A proposta do Projeto Maleta Viajante: Conte uma história a quem você ama - tem como objetivo principal levar aos alunos o prazer de ler. Para isso, nada melhor que contos, histórias e poesias desprovidos de alguma obrigação, mas sim com o propósito de instigar a curiosidade e o deleite de viajar por mundos distantes e encantados.

Além disso, a proposta do projeto Maleta Viajante – Conte uma história a quem você ama- visa:

  • Despertar o amor a leitura;
  • Proporcionar interação entre aluno e responsáveis .
  • Contextualizar literaturas com o PPA (Projeto Político Anual) da instituição de ensino.
     

Sendo assim, o projeto consiste em uma maleta, na qual em seu interior há um livro infantil, um caderno de registros e duas mascotes  apelidadas de  Piteco e Leleco

Após a leitura do livro escolhido, há o momento de afinidade e afetividade, uma vez que, o ato de ler e ouvir uma história usa diversas linguagens artísticas.

Ao terminar as atividades propostas, a maleta é levada para casa da família, onde o pequeno leitor poderá, com a ajuda dos responsáveis, ilustrar o momento que mais gostou da história.

Ao final, o livro viajante é recolocado numa caixa chamada “Registros de histórias da turma” é colocado na " Bebeteca" como um precioso acervo e lembrança da turma. 


"Fazer o ato de ler ser um marco na vida dos nossos alunos é uma grande honra e um privilégio. Proporcionar momentos únicos entre esse aluno e seus familiares é muito mais que cumprir com objetivos curriculares, é semear laços e ampliar sentimentos fraternos e vindouros." Professora Aurélian

 

 

 

 

 

                                                                                                     Depoimentos dos familiares

 

“Hoje, venho relatar sobre a nossa experiência, minha e do meu filho, em relação ao projeto Maleta Viajante. Quando ele trazia a maleta pra casa, era uma felicidade só ! Antes desse projeto, eu não tinha o costume de reservar um tempo para ler com meu filho, mesmo eu amando a leitura. Com esse projeto, eu descobri o quanto é importante, e maravilhoso ler para uma criança. Meu filho ficava encantando enquanto me via lendo, prestava atenção e depois passava para o papel tudo que tinha entendido. Hoje, meu filho adora livros e adoro ler para ele! Sem dúvidas foi uma experiência maravilhosa e muito importante !”

“Bom, sobre o projeto maleta viajante só tenho a agradecer, pois para mim foi um momento mágico. Contar história para minha filha e ver ela prestando atenção foi incrível! Pude perceber que ela adorava a leitura. Esse projeto foi muito bom para incentivar as crianças. Eu adorei e ela também!"

“A vinda da maleta viajante a nossa casa foi uma experiência muito boa, pois reuniu a família para ler a historinha e desenhar sobre ela . Depois da maleta viajante, passamos a todos os dias contar historinha."

 


Participantes do Projeto

 

 

PROFESSORA IDEALIZADORA: Aurelian Tenório Alves Vieira. 

DIRETORA  DA ESCOLA ESUPERVISORA  DO PROJETO: Marilene Costa 

PROFESSORAS E AGENTES DE EDUCAÇÃO ENVOLVIDASLúcia Chaim, Maristela, Aurelian Vieira e Maria Lúcia.

Número de turmas atendidas:

Faixa etária : 2 anos até 3 anos e 11 meses.

 

FICA A DICA PARA PROFESSORES UTILIZAREM A MALETA VIAJANTE:

 

Faça  uma pasta de papelão  e encape com variados papéis ou utilize uma pasta  de plástico e a cubra com EVA;

Peça que as crianças a decorem coletivamente;

Construa com a turma uma mascote ou duas para acompanhar o livro;

Utilize livros escolhidos pela criança ou que faça  parte do projeto;

Converse com as famílias e com as crianças dos cuidados com os livros;

Peça que os pais façam atividades criativas com os pequenos em casa: desenhos, maquetes, registros fotográficos;

Incentive que a criança conte para turma como foi a experiência da Maleta Viajante.

 

 

Envie sua experiência para: ruteferreira@rioeduca.net

 

 

Estamos aguardando!

Curta e Compartilhe!!!


   
           



Yammer Share

Quarta-feira, 07/11/2018

Fica a Dica: Livro Desenvolvimento Infantil 130 ideias para estimular brincando

Tags: dica, livro, desenvolvimento, infantil.

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

130 IDEIAS PARA ESTIMULAR BRINCANDO

 

 

A dica de hoje é uma homenagem ao Dia dos Professores.


O livro “Desenvolvimento Infantil 130 ideias para estimular brincando” foi escrito por profissionais da área de saúde e educação, com a finalidade de oferecer uma variedade de atividades para o trabalho em grupo com a metodologia GROWING UP.


“Com base no método GROWING UP – que rege nossas intervenções no Móbile – Centro de Estimulação Infantil -, buscamos selecionar muitas das atividades que fazemos nos grupos terapêuticos. São atividades de fácil realização, com materiais muito baratos e fáceis de encontrar que estimulam o que consideramos mais importante para o desenvolvimento infantil pautado na saúde física e mental – O BRINCAR, mas o brincar com o olhar voltado para o desenvolvimento de todas as potencialidades do humano.”


Dividido em tópicos como A EXPERIÊNCIA DO BRINCAR – O CORPO NA AÇÃO LÚDICA, DESENVOLVIMENTO PSICOAFETIVO – UM SUJEITO EM CONSTRUÇÃO; DESENVOLVIMENTO COGNITIVO – O MUNDO DO SABER, entre outros, os autores apresentam não só como se desenvolve o brincar, mas também como se dá a evolução da criança nos campos da linguagem, psicomotor, psicoafetivo e cognitivo.

 

Parabéns aos envolvidos e em especial aos professores Fernanda Salgado, Gabriella Zaquieu, Isa Pinho e Renata Benigno pelo trabalho realizado.

Fica a Dica!


Conto com sua participação, professor(a). Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!
Até a próxima semana!


  


   
           



Yammer Share

Quarta-feira, 07/11/2018

Fica a Dica: A escrita musical

Tags: dicas, educação musical, escrita musical.

Fica a Dica: A escrita musical

 

Olá! Hoje vamos falar sobre a escrita musical. Um assunto bastante interessante e que causa curiosidade nos alunos, pela leitura de todos os símbolos que cercam a música.


Quando eles veem uma partitura musical, ficam bastante interessados em saber como os músicos conseguem transformar tudo aquilo em sons.


São muitos os símbolos usados para tal. Costumo dizer pra eles que, assim como temos as palavras, que juntas formam textos e que nos trazem significados; ou como na matemática, onde temos os números e diversos outros signos, que também nos trazem outros significados, na música não poderia ser diferente.


Esses símbolos (notas, pauta, claves...), que chamamos de notação musical, denotam significados que, ao serem “lidos”, são traduzidos em sons.


A nossa notação ocidental, baseada na escrita sobre uma pauta de cinco linhas chamada pentagrama, engloba sinais próprios pra nossa cultura, mas outras notações também podem ser encontradas ao redor do mundo. Outras podem ser criadas de forma muito particular dependendo do trabalho que estamos realizando ou ainda para ser utilizada na música contemporânea, por exemplo.


Junto com nossos alunos, podemos criar partituras próprias que, dentro daquele grupo, vão ter significados e, com elas, poderemos executar de forma individual ou coletiva músicas das mais diversas formas. São as escritas não convencionais, não tradicionais.


Segundo a wikipedia:

“Notação musical é o nome dado ao sistema de escrita que representa graficamente uma peça musical, ou um conjunto de sinais gráficos que representam uma organização de sons, permitindo que um intérprete a execute semelhante a ideia do escritor, compositor ou arranjador” (https://bit.ly/2Dm1wIP)


A escrita musical como conhecemos hoje é fruto de modificações ocorridas ao longo do tempo. Evidências de tipos de escrita musical foram encontradas no Egito e na Mesopotâmia. Outros povos também desenvolveram seus sistemas de notação, como os gregos. Já o sistema moderno teve sua origem nos “neumas” (símbolos que representavam as notas musicais em peças vocais do canto gregoriano, por volta do século VIII - https://bit.ly/2zuISu7).


Neste sistema, porém, não era possível representar a altura e duração das notas com precisão.


“Para resolver este problema, as notas passaram a ser representadas com distâncias variáveis em relação a uma linha horizontal. Isto permitia representar as alturas. Este sistema evoluiu até uma pauta de quatro linhas, com a utilização de claves que permitiam alterar a extensão das alturas representadas.” (https://bit.ly/2zuISu7)


“Grande parte do desenvolvimento da notação musical deriva do trabalho do monge beneditino Guido d’Arezzo (aprox. 992 - aprox. 1050). Entre suas contribuições estão o desenvolvimento da notação absoluta das alturas (onde cada nota ocupa uma posição na pauta de acordo com a nota desejada).” (https://bit.ly/2zuISu7)


A música ocidental baseia-se no sistema tonal e o sistema de notação musical com pautas de cinco linhas tornou-se padrão para a mesma.


Referindo-me sobre a escrita não convencional, trago aqui sugestão de aula do Portal do Professor do MEC, que trata da representação dessas grafias.


De acordo com os autores, os objetivos aqui propostos são:

  • Pesquisar sons com instrumentos musicais e objetos sonoros disponíveis;
     
  • Criar maneiras de registrar as ideias musicais graficamente;
     
  • Conhecer tipos de notações gráficas;
     
  • Organizar um esboço de composição musical em uma ‘partitura’ de notação gráfica.

 

Ainda segundo os mesmos:

“Este tipo de notação se aplica em grande parte à música contemporânea, a partir da necessidade de registrar sons que escapam aos limites da escrita tradicional. Sons que não são expressos em alturas (notas) precisas ou ritmos métricos e que para serem interpretados convenientemente precisam de outros recursos visuais para além da pauta. É possível também a combinação do sistema tradicional com formas plásticas de representação no intuito de nos aproximarmos de um mesmo objetivo: música”.


Acreditamos que o trabalho com a escrita não tradicional pode ser um bom começo para trabalhar essas notações e para aguçar o desejo de conhecer símbolos, convencionais ou não, e que serão traduzidos em sons.

 


E aí, gostaram da nossa dica? Aguardamos suas sugestões!! smiley

Fica a Dica!! 

 


 


   
           



Yammer Share