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Quarta-feira, 10/05/2017

Robótica sem Computador? Como?

Tags: robôtica, sucata, maker.

É necessário refletirmos sobre o papel da tecnologia na aprendizagem e a forma que estamos se utilizando delas. Há uma ideia de que trabalhar com ela envolve somente os equipamentos (computadores, tablets, smartphones e a internet), mas isso precisa ser desmistificado. Esses aparelhos precisam ser olhados pelo potencial que desencadeiam em inovação, inventividade e criatividade para a resolução de problemas, tornando-se assim propulsores e apoiadores da aprendizagem.


Como educadora da rede pública de ensino aqui da capital paulista, sempre procuro encontrar caminhos para trabalhar grandes temas geradores, proporcionados através da experimentação. E um deles foi à cultura maker, que trabalha a criatividade e permite a construção da aprendizagem através da experiência mão na massa, onde viabilizou que realizássemos a robótica com sucata livre, mesmo sem possuir o material adequado, como equipamentos específicos de robótica.


Ao observar o entorno da comunidade onde leciono da zona Sul de São Paulo – uma comunidade muito carente, com ausência de saneamento básico – sempre me senti incomodada com a quantidade de lixo e, principalmente, de materiais recicláveis que poderiam ser reaproveitados e explorados. Eles poluem um córrego próximo à escola, que, em dias de chuva, alaga a região, uma oportunidade de transformar esta realidade, através da experimentação, fazendo os alunos colocar a mão na massa. Propus aos alunos: vamos fazer robótica com sucata?


No começo, os alunos acharam estranho: como trabalhar tecnologias sem usar computadores? E robótica, o que é? Após rodas de conversa e pesquisas, fomos a campo andar aos arredores da escola e recolhemos muitos materiais recicláveis. Entre eles, garrafas pet, rolinhos de papel higiênico, tampinhas de garrafa, isopor, palitos, forminhas, chaves de fenda, aparelhos eletrônicos quebrados, entre outros.


Realizamos uma nova roda de conversa sobre como dar outro destino a estes materiais, abrangendo a questão ambiental. Iniciamos o trabalho de robótica com sucata livre. Para instigar a curiosidade, partimos de um conceito simples, totalmente pautado na cultura maker, faça você mesmo. Propus criarmos um carrinho movido a balão de ar, explorando questão da força. Depois, lancei provocações norteadoras: “Quando encho a bexiga, o que fica dentro dela?”, “Se solto este ar, o que acontece com a bexiga?”, “Qual material devemos usar?”, “Quais materiais podem usar para fazer as rodas? E para prender as rodas?” e “Se usarmos este conceito, é possível criarmos algo?”.


A proposta inicial era realizar o trabalho somente com as séries do Fundamental I, mas a proposta foi tão bem aceita que, a pedido dos estudantes, realizei a oficina com todos os alunos da escola, contemplando os diferentes níveis de aprendizado e aumentando a complexidade nos desafios. Os carrinhos ficaram diferentes uns dos outros, e cada criança utilizou o conhecimento para desenvolver o seu protótipo. Jovens e crianças, meninos e meninas, se empenharam em construir e testar a sua invenção.


É importante ressaltar que este trabalho foi realizado durante as aulas de Informática Educativa e com a sala inteira, onde em média possui de 35 a 40 alunos dando oportunidade a todos de vivenciarem e experimentarem o aprendizado coletivamente.

 


Com o auxilio da cultura maker, alguns alunos indisciplinados foram despertados para a aprendizagem e se envolveram bastante nas aulas. O trabalho que iniciou timidamente ganhou força e confiança e os alunos começaram a construir protótipos e levá-los para a sala de aula, como uma mesa de hóquei movida a secador de cabelo, circuito elétrico, robôs com leds e que mexem os braços, barcos que andam na água opor meio de motor e hélice, aviões, carrinhos motorizados e aranha robótica, entre outros experimentos elaborados com sucata de eletrônicos. O processo de produção desses objetos desperta o protagonismo e a autoria dos alunos por meio da prática e da experimentação.


Divido com vocês aqui algumas dicas, que foram importantes na construção do trabalho:


1. Vale a pena iniciar o trabalho conversando com os alunos sobre as possibilidades que temos de realizar uma transformação social. No caso, identificamos materiais sem uso que prejudicavam o meio ambiente e o entorno da escola e que poderiam ser reciclados. Para envolver a comunidade escolar, realizamos parcerias com ferros velhos próximos à escola, onde encontramos motores de DVD player, fios, arames, ventoinhas de computadores, mouses (dos quais dá para aproveitar os leds), entre outros materiais. Realizamos campanhas de doação no Facebook e no blog da escola e os próprios professores da unidade escolar também colaboraram, doando materiais que não utilizavam mais. Depois, é preciso separar alguns materiais, como chaves de fendas, alicates, martelos, pistola de cola quente e ferro de soldas.


2. Provoque os alunos por áreas de conhecimento e por meio de resoluções de problemas. Para o meio ambiente, qual a importância de reciclarmos esses materiais? O que é um circuito elétrico? Como realizamos um? O que podemos fazer com uma garrafa pet? De que forma podemos construir um carrinho? Como deve ser o eixo das rodas? É melhor usarmos pilhas e/ou bateria? Vamos testar? Por que o carrinho está andando? Por que o carrinho não está andando?


3. É importante realizar fichas de investigação. Desta forma, os alunos podem trocar entre si (este trabalho pode ser feito em grupos e não necessariamente os alunos estão realizando o mesmo projeto). Também é importante apontar o que não está dando certo e o motivo disso. Assim, eles testarão outras hipóteses considerando os erros, fundamentais para o processo de aprendizado. Costumo manter também um diário com os alunos. No caso deste trabalho, dentro da rede social Edmodo. Os alunos registraram suas impressões na construção do protótipo e, nos fóruns de discussão, os colegas contribuem para o seu projeto. Ao escrever seus diários, eles trabalham a escrita e a leitura (que pode ser avaliada pelo professor de Língua Portuguesa).


4. A aprendizagem deve ser significativa e, de preferência, envolver a resolução de um problema concreto. No caso, a questão dos materiais que eram jogados nos arredores da escola. Outra proposta para nosso projeto foi realizar protótipos para auxiliar os alunos com necessidades especiais. Mostre que eles possuem a capacidade de criar soluções para problemas cotidianos.


5. Realizar parceria de projetos, envolvendo outros docentes, também é interessante. Que tal chamar os professores de Ciências e Geografia para falar de reciclagem e a importância disso para o meio ambiente?


6. Compartilhe a aprendizagem. Promovo feiras e exposições com os trabalhos que eles realizam, pois considero uma oportunidade de envolver os pais e a comunidade escolar. Nessa hora, será possível exercitar a oralidade.


7. Com o tempo, aumente o grau de dificuldade dos problemas. O trabalho inicial facilitou o entendimento sobre tecnologia e aumentou o interesse pela robótica. Os alunos já se sentem motivados a explorar e conhecer mais recursos. Agora, estamos envolvendo a sucata com trabalhos de programação.


Por meio desse projeto, a tecnologia deixou de ter seu uso relacionado apenas aos computadores e ao lazer. Ela passou a ser vista também como uma ferramenta de construção e mudança social. Eu, a comunidade escolar, os pais e os próprios alunos viram que é possível desenvolver a criatividade, inventividade e resolver problemas tendo os estudantes como protagonistas do processo de ensino aprendizagem, de uma significativa, com envolvimento e experimentação em protótipos feitos pelos alunos.


 


Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa e, neste ano, iniciou o mestrado em Linguística Aplicada, Letramento Digital. Desde 2015 atua como professora orientadora de Informática Educativa do 1º ao 9º ano. Essa é uma disciplina do currículo da rede Municipal de São Paulo que integra as tecnologias ao processo de ensino aprendizagem do currículo de diferentes áreas do conhecimento.


   
           



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Quinta-feira, 19/01/2017

Competências Socioemocionais na Escola

Tags: competências, socioemocionais.

 

Por Tonia Casarin

 

A inteligência emocional e social foi de certa forma traduzida para o ambiente escolar como competências socioemocionais. Você provavelmente já ouviu falar deste termo. Esse termo ganhou força nos últimos anos com o debate capitaneado pelo Instituto Ayrton Senna e agora pela organização criada por ele, o EduLab21. Essas competências possuem várias denominações no mundo da educação e podem, portanto, ser consideradas sinônimos: competências para o Século XXI, competências socioemocionais, competências não cognitivas, competências para a vida. Independente de variações entre elas e dos conceitos que as envolvem, essas competências foram estudadas com base em pesquisas nas áreas de educação, psicologia, pedagogia e andragogia, neurociência, economia e outras ciências. O interesse maior desse conjunto de conhecimento é a busca de soluções para preparar as crianças e os jovens para suas vidas.

 

Conforme o CASEL, The Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning, a aprendizagem de habilidades socioemocionais é uma das estratégias mais significativas para promover sucesso acadêmico e reformas escolares eficazes. Pesquisas descobriram que a aprendizagem socioemocional melhora resultados acadêmicos, ajuda alunos a desenvolver autocontrole, melhora as relações da escola com a comunidade, reduz os conflitos entre os alunos, mantém o controle e a gestão da sala de aula e ajuda os jovens a serem mais saudáveis e bem sucedidos na escola e na vida. Portanto, possui resultados também de longo prazo.

 

Dentre alguns resultados de pesquisas, alguns dos mais interessantes sobre crianças que participam de programas de aprendizagem socioemocional em escolas, estão os estudos longitudinais. Esses estudos comprovam resultados em todos os anos escolares, contextos sociais e tipos de escolas. Os resultados mostram que 23% dos alunos apresentam melhoria em habilidades socioemocionais, 9% de melhoria em atitudes frente a escola, família e outras pessoas de seu convívio, 9% de melhoria em comportamento social e 11% melhoria em testes acadêmicos. Esses benefícios são acompanhados de 9% a menos de problemas de comportamento, e 10% de redução em distúrbios emocionais. Além disso, os pesquisadores identificaram a redução de fatores de risco em várias áreas da vida de uma criança, envolvimento em problemas como violência, delinquência, abuso de substâncias químicas ou a reprovação escolar.

 

 

A discussão atual do desenvolvimento das competências socioemocionais está focada nas crianças. Mas além das crianças, o processo educacional e de desenvolvimento de um aluno envolve muitos outros atores. Os adultos são peças fundamentais nesse quebra-cabeça que é a formação de um indivíduo para a vida. Tanto os pais e responsáveis quanto os professores, gestores e coordenadores da escola são fundamentais na vida de qualquer criança. E como as pessoas estão em constante evolução, a conceituação de eterno aprendiz configura-se adequada para este texto. Estamos buscando desenvolver nas crianças, competências que os adultos não foram ensinados. Pelo menos, não de forma declarada, explícita e estruturada em forma de currículo. Uma vez que essas competências não são geralmente ensinadas em cursos obrigatórios de desenvolvimento profissional ou programas de preparação de professores, não podemos assumir que todos os educadores têm em igualdade essas competências. Algumas dessas habilidades podem vir naturalmente para alguns professores, enquanto outros podem exigir mais atenção e desenvolvimento adicional. Como nossos alunos, todos nós temos forças - e alguns desafios pela frente!

 

Conhecemos a realidade dos professores e professoras. Os educadores vêm para o ensino com sonhos de mudar as probabilidades para crianças desfavorecidas, inspirando-as e fazendo delas o melhor que elas podem ser. Infelizmente, pesquisas mostram que entre 40% e 50% dos professores abandonarão a sala de aula em seus cinco primeiros anos de profissão. O estresse entre os professores atingiu níveis sem precedentes e, de acordo com a uma pesquisa nos EUA, mais de metade dos professores relataram "grande estresse, pelo menos, alguns dias por semana".

 

Ensinar é uma prática emocional, e os professores precisam de apoio no fortalecimento de suas habilidades sociais e emocionais para gerenciar o estresse que vem com o longo período na docência. Como exigir que os professores ensinem essas habilidades, se reconectem com seu propósito, sem antes cuidar de si mesmos?

 

Aqui, torna-se fundamental falar sobre a saúde emocional de nossos professores e professoras. As competências sociais e emocionais são fundamentais para evitar o esgotamento e aumentar o bem-estar do professor. Desenvolvê-las é prevenir e proteger o docente. Ser capaz de se conectar com nossas próprias emoções e sentimentos antes de reagir ao mau comportamento do aluno, por exemplo, e encontrar maneiras de relaxar depois de um dia atarefado ou ainda, identificar nossas motivações internas, são maneiras de usar nossa inteligência emocional para nos sentirmos melhores com o mundo ao nosso redor e com nós mesmos.

 

Pesquisas descobriram que os alunos aprendem melhor em ambientes seguros e propícios. O mesmo se aplica aos adultos. Se o seu ambiente de trabalho está cheio de fofocas e reclamações, com um clima negativo e pesado, você tenderá a exibir comportamentos mais negativos. Se você trabalha em uma escola com clima acolhedor, você estará mais inclinado a gerenciar o estresse com sucesso e pedir ou oferecer ajuda quando achar necessário.

 

E como nós poderemos trabalhar para influenciarmos o ambiente escolar e sermos exemplos para nossos alunos? E ainda melhorar nossa qualidade de vida? Para responder essas perguntas, proponho um diálogo aberto com todos os leitores e leitoras deste artigo. Comente aqui o que você faz no seu dia-a-dia para ter uma escola com melhor ambiente de trabalho.

 

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Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College em Columbia University, em Nova York, Estados Unidos. Já atuou no setor público, como na prefeitura do Rio de Janeiro e no governo do Estado do Rio, e no setor privado. É professora de pós-graduação do Instituto Singularidades de São Paulo e consultora em Educação.

Apaixonada por crianças e pelas emoções, Tonia focou os seus estudos na inteligência emocional e social, e como desenvolvê-la em adultos, adolescentes e crianças. Em suas pesquisas, aprendeu que o primeiro passo para desenvolver as competências do século 21 é saber identificar os sentimentos. Nesse contexto, Tonia escreveu o livro "Tenho Monstros na Barriga", uma ferramenta para as crianças aprenderem a identificar as próprias emoções.

 


   
           



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Quarta-feira, 28/12/2016

O Cinema visita a aula de Matemática

Tags: matemática, cinema.

 

 

As aulas de Matemática, em grande parte das escolas, tem um caráter mais formal, ou seja, os professores não arriscam muito em inovações. A técnica é bem parecida: exposição do conteúdo, listas de exercícios e provas. A questão é como unir a Matemática e o cinema? Temos alguns filmes famosos como por exemplo: Uma mente brilhante (2001), Gênio Indomável (1997), O jogo da imitação (2014) e Rain Man (1988), este último com ênfase no autismo e também o inesquecível desenho da Disney Donald no País da Matemágica. Outros filmes não biográficos tais como Matrix, Tron, Jurassic Park e outros em que a Matemática existente não está tão evidente, mas pode ser extraída mediante uma análise mais aprofundada. No entanto, a questão principal é verificar se eles se enquadram em nossa proposta didática.

Para poder escolher filmes adequados à proposta tem que se ter em foco quais as utilidades do filme. Conforme Cortês (2010, p.69) “[...] o critério essencial da escolha deste ou daquele filme é pautado pelas finalidades pedagógicas que balizam a organização de seu plano de ensino [...]”. No caso específico das aulas de Matemática nossos estudos indicam que os filmes podem ter um caráter contextualizador, servindo para introduzir ou desenvolver o conteúdo, apresentar um problema matemático em sua trama que necessite de conhecimentos específicos para sua resolução (que nesse caso teria ligação com o conteúdo em desenvolvimento) ou instigassem a curiosidade para fatos matemáticos e também podem ser úteis para uma revisão da matéria. Uma ajuda valiosa é encontrada em NAPOLITANO (2005, p.19): 

Algumas perguntas básicas ajudam a orientar a escolha e a abordagem dos filmes: a) Qual o objetivo didático-pedagógico geral da atividade? b) Qual o objetivo didático-pedagógico específico do filme? c) O filme é adequado a faixa etária e escolar do público-alvo? d) O filme pode e deve ser exibido na integra ou a atividade se desenvolverá em torno de algumas cenas? e) O público-alvo já assistiu a algum filme semelhante?

Para ilustrar as ideias e inspirar novas aplicações trazemos na sequência alguns exemplos que presenciamos durante a nossa pesquisa de mestrado desenvolvida junto ao grupo de professores em formação. 

 

Na prática

Estes estudantes tiveram que produzir propostas de aula com a utilização de filmes de ficção associados à resolução de problemas. Para embasar esse inicio foram realizadas duas palestras sobre o uso do cinema em sala de aula e resolução de problemas e cinco oficinas nas quais foram exibidos os filmes Matrix (1999), O Cubo (1997) e um episódio da série Numb3rs. Os licenciandos foram organizados em grupos, e então elaboraram suas propostas didáticas de utilização de filmes de ficção associados à Resolução de Problemas Matemáticos (Silva, 2014) . Os filmes escolhidos pelos futuros professores foram: “A corrente do bem” (2000), “Casino Royale” (2006), “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005) e dois episódios da série Numb3rs. 

 

Sugestões para futuros projetos

Com o intuito de inspirar a criação de outras aulas deixamos algumas sugestões. Na relação abaixo, algumas exemplos de filmes que podem ser utilizados com exibição completa ou apenas um trecho que ilustre o que queremos, e algumas possíveis aplicações ao plano de aula. 

Filmes de ficção-científica: Star Wars (1977, 1980, 1983, 1999, 2002, 2005 e 2015), Star trek (2009,2013), Eu robô (2004). Discussão dos conceitos envolvidos no filme, problemas envolvendo conceitos de física, comparações com a realidade e também como tema de pesquisa em relação aos avanços da ciência. 

Filmes de ficção-fantástica: 2012 Terremoto: A Falha de San Andreas (2015), Everest (2015). Trabalhar com dados estatísticos, gráficos, probabilidades, uso do computador (planilhas eletrônicas). Filme como contextualizador. 

Filmes épicos: Êxodo: Deuses e Reis (2014), Gladiador (2000), Alexandria (2009). Conceitos de geometria, história da Matemática, traçar linha do tempo para fazer um paralelo do que estava ocorrendo no mundo nesse período, pesquisa sobre a construção dos efeitos do filme. 

Filmes relativos a esportes: Invictus (2009), O Homem que Mudou o Jogo (2012), Rush - No Limite da Emoção (2013). Probabilidades, gráficos (construção, leitura e análise), tabelas. Pesquisa sobre a Matemática envolvida nos esportes, quais e como são feitos os cálculos realizados nos esportes retratados nas produções. 

Filmes de ação: Velozes e furiosos (vários filmes, 2003), Missão impossível (vários filmes, 1996), Corações de ferro (2014). Explorar o uso de tabela, gráficos, comparações entre veículos (velocidade, dimensões, conversões de unidades), pesquisa sobre o uso do GPS, baseado nos países visitados nos filmes e com ajuda de programas como Google Earth, ângulos de lançamento de projéteis, estudo da balística. 

 

Algumas considerações (não finais)

A lista acima não esgota as possibilidades, novas produções surgem a todo o momento, devemos continuar assistindo e verificando quais são passiveis de serem utilizadas na escola. Dessa maneira podemos construir um catálogo com as obras que iremos utilizar. Outro cuidado importante é a dosagem, não devemos incluir mais que um filme completo por ano para que a atividade não se torne repetitiva.

Algumas mudanças precisam de tempo para ocorrer, tanto para os alunos como para os professores. Obviamente que as propostas não são fáceis de executar, no entanto o retorno que podemos ter em sala de aula nos convida à tentativa. 

 

Referências

CÔRTES, Helena Sporleder. O uso pedagógico do cinema: estratégias para explorar e avaliar filmes em sala de aula. In: GRILLO, Marlene Correro; GESSINGER,Rosana Maria ; FREITAS, Ana Lúcia Souza de ... [et al.] organizadoras. Por que falar ainda em avaliação? [recurso eletrônico] – Porto Alegre: EDIPUCRS, 2010. Disponível em: http://www.pucrs.br/orgaos/edipucrs/

NAPOLITANO, M. (2005). Como usar o cinema na sala de aula. 2 ed. São Paulo: Contexto.

SILVA, Leandro Millis da. A FICÇÃO E O ENSINO DA MATEMÁTICA: análise do interesse de estudantes em resolver problemas. Dissertação de Mestrado. 2014. 207 f. Dissertação (Mestrado em ensino de Ciências e Matemática) – Faculdade de Física, PUCRS, Porto Alegre, 2014.

 

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Nome: Leandro Millis da Silva

Formação acadêmica: Mestre em Educação em Ciências e Matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS (2014), Especialista em Educação Matemática (2006) e Licenciatura em Ciências - habilitação: Matemática (2004) pela Universidade Luterana do Brasil ULBRA.

Tel. (051) 8588 2719 / 9854 09 12/ WhatsApp 9843 2121
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Quarta-feira, 19/10/2016

Base Nacional Comum Curricular - Últimas Novidades

Tags: bncc, base curricular, currículo.

 

 

A Base Nacional Comum Curricular ( BNCC) será a espinha dorsal da educação ao orientar os currículos, a formação de professores, as avaliações e os materiais didáticos. 

Em 2015, uma primeira proposta da Base Nacional Comum Curricular passou por consulta pública. Foram mais de 12 milhões de contribuições e muitas mudanças que resultaram na 2ª versão do documento. Entre junho e agosto deste ano, a 2ª versão da Base foi discutida por alunos, professores, especialistas, coordenadores e entidades da área de educação.

A BNCC vai dar uma equidade no Curriculo Nacional. Sendo uma Base, poderá ser enriquecida por cada estado, cidade e escola.  Todos nós devemos nos apropriar da Base e entender o que existe no documento.

A Fundação Lemann reuniu as últimas novidades sobre a Base Nacional Comum Curricular. Esta política é importante porque deixará claro quais são os conhecimentos e as habilidades essenciais que os alunos têm direito de aprender em sua vida escolar. Confira!

 

 Analise Crítica

 

 


   
           



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