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Quarta-feira, 20/03/2019

Fica a Dica: Os Benefícios da Música

Tags: dica, educação musical, música, benefícios.

Fica a Dica: Os Benefícios da Música

 

 

Olá!


Chegamos em 2019 e estamos de volta com o nosso “Fica a Dica”.


Para começar nosso ano com nossas dicas mensais, vamos falar sobre os benefícios que a música nos traz.


Quando pergunto aos meus alunos o que eles mais gostam de ouvir e o que a música pode trazer pra eles de benefício em momentos de lazer, estudos, relaxamento, entre outros, a resposta é quase sempre a mesma: “Gosto de ouvir música o tempo todo, professora!”


Uns mais, outros menos, mas é quase unânime o que respondem: “Uso música para quase tudo, quando estou fazendo minhas atividades em casa, estudando, conversando com meus amigos...”


Logicamente, sempre tem um ou outro que, brincando ou não, diz que prefere o silêncio. E aí, nesse momento, podemos abrir outras correlações, também, sobre a questão do silêncio, sobre as experiências que dele pode decorrer.


Sempre tem aquela “playlist” que nos acompanha em variados momentos da nossa vida. Para cada momento, temos uma em especial e, com os alunos, não poderia ser diferente, principalmente, com os adolescentes.

 

Não só com eles, porém, que essas atividades podem ser realizadas. Desde nossos pequenos, o convívio com a música, em variados estilos e gêneros, faz-se bastante relevante.


Além dos benefícios sobre “ouvir música”, há também os benefícios sobre o tocar um instrumento musical, sobre o cantar e sobre o desenvolvimento cerebral acerca disso.


Em sala de aula, a música é sempre nossa aliada para trabalhar alguns conteúdos, mas podemos pensar nela não só como meio para atingir alguns objetivos. Podemos usá-la para além disso: para atividades de relaxamento, descontração, motivação, brincadeiras, entre outras.


Ou seja, estar cercado de música poderá sempre nos trazer benefícios, seja na apreciação, na execução de um instrumento, nas nossas aulas de Educação Musical, trabalhando a criatividade, a expressão corporal com nossas crianças, melhorando a concentração e o aprendizado das mesmas.


Deixo aqui dois links que relatam os benefícios que a música pode nos trazer diariamente. Além destes, são inúmeros os relatos que encontramos em livros e na internet acerca do tema. Aproveitem! smiley

Link 1

Link 2
 

 

E aí, gostaram da nossa dica? Escreva pra gente! smiley

Fica a Dica! 

 


 


   
           



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Terça-feira, 22/01/2019

Vale a Pena Ler de Novo: Gamificação das aulas de Matemática com Professor Rafael Costa

Tags: gamificação. games, jogos, matemática.

 

 

O presente artigo traz uma possibilidade de gamificação das aulas, tornando-as mais atrativas e dinâmicas para os alunos. Esse gamer apelidado de Corrida das Estrelas, vem sendo realizado em todos os anos do ensino fundamental (6° ao 9°), com a disciplina de Matemática envolvendo o lúdico e o tecnológico a favor de uma boa aprendizagem.

 

 

O gamer tem apresentado modificações importantes quanto à participação e à interação entre os alunos, sendo necessários poucos recursos para fazê-lo.

A nova Base Nacional Curricular Comum (BNCC) já traz em sua estrutura a recomendação sobre a utilização de tais formas de ensino:

Os significados desses objetos resultam das conexões que os alunos estabelecem entre eles e os demais componentes, entre eles e o seu cotidiano e entre os diferentes temas matemáticos. Desse modo, recursos didáticos como malhas quadriculadas, ábacos, jogos, livros, vídeos, calculadoras, planilhas eletrônicas e softwares de geometria dinâmica têm um papel essencial para a compreensão e utilização das noções matemáticas.

Para os PCNs (BRASIL, 2006):

Já se pensando na tecnologia para a matemática, há programas de computador (softwares) nos quais os alunos podem explorar e construir diferentes conceitos matemáticos, referidos a seguir como programas de expressão. Os programas de expressão apresentam recursos que provocam, de forma muito natural, o processo que caracteriza o pensar matematicamente, ou seja, os alunos fazem experimentos, testam hipóteses, esboçam conjecturas, criam estratégias para resolver problemas. (p. 88).

Especialistas também apontam os benefícios da utilização dos jogos, segundo Grando (2004), o jogo favorece o desenvolvimento da criatividade, do senso crítico, da participação, da competição “sadia”, da observação, das várias formas de uso da linguagem e do resgate do prazer em aprender.

Criando a atividade

Para criar a atividade básica é necessária uma tabela de controle de pontuação, onde faremos o somatório de estrelas (Fig. 1) e servirá para o acompanhamento dos alunos que já participaram do desafio da tabuada diário. As escolhas dos líderes (laranja), para selecionar os componentes de cada um dos grupos, tem como critério, se já conhecermos os alunos, os de maior rendimento na disciplina ou em caso de não conhecermos (1° bimestre), voluntários aprovados pela turma. Em todas as aulas da disciplina eles já, automaticamente, formarão os grupos, de forma que ninguém fique de costas para o quadro, e poderão conversar e se ajudar na realização das atividades.


Fig 1- Tabela de anotações


Tipos de Pontuações

A pontuação é dada por quantidade de estrelas. Fizemos comprovantes para serem dados aos grupos ao final de cada aula (Fig. 2). Os comprovantes são das seguintes categorias: 1,2,3,5 e 10 estrelas que deverão ser guardados pelos grupos e entregues no final do bimestre como cômputo final do placar.



Fig 2 - Sistema de pontuação


Pontuação / Estrelas

O gamer vale uma nota dez em uma avaliação chamada de Estrela, para todos os integrantes do grupo que conseguirem ficar em primeiro colocado no final do bimestre. Ficando os demais grupos com a nota proporcional a média de estrelas totais que conseguirem ganhar. A pontuação básica é feita da seguinte forma:

Cada grupo ganha por dia de aula três estrelas e seu objetivo é não perdê-las. Outras formas de ganhar estrelas são vencendo os desafios da tabuada que valem uma estrela extra, vencendo as fases bônus (Fig 3 e 4) que premia como cinco estrelas o primeiro colocado, três estrelas o segundo e uma estrela para o terceiro, e vencendo o desafio das médias que premia da mesma forma que os desafios extras.

 

Fig.3 Fases Bônus (Socrative)

 

Fig.4 Fase Bônus (Jogos no Geogebra)

 


Critério para perda das estrelas

Para evitar a perda das três estrelas diárias os grupos têm que cumprir as seguintes missões:

- Prestar atenção durante as explicações sem interrupções por motivos não pertinentes a aula.
- Ajudar a explicar e tirar dúvidas dos amigos, não deixando nenhum amigo de fora.
- Fazer as tarefas de aula e de casa.
- Vencer o desafio da tabuada.

Conseguindo cumprir as missões, as três estrelas diárias estarão garantidas.


O Líder

Papel fundamental na estrutura do grupo, o líder coordena as atividades, monitorando os outros alunos na aprendizagem, tendo como prerrogativa poder levantar a qualquer momento para ir até um integrante do seu grupo e explicar algo. Cobra o respeito as regras e resolução de atividades tendo conexão direta com o professor. Auxilia nas chamadas passando para o professor em caso de falta de algum componente do seu grupo. O líder que fizer seu papel de forma eficiente ganha um ponto extra em relação ao seu grupo.


Desafios da tabuada

Faltando de 5 a 10 minutos para o término de uma aula, fazemos uma disputa entre os grupos com três perguntas básicas sobre tabuada, potências e raízes, dependendo do nível de escolaridade. Os grupos em pares selecionam um aluno para vir a mesa do professor para tentar ganhar o desafio. Ganha o componente do grupo que acertar mais. Os grupos que pontuam mantêm o número de estrelas e os que não pontuam, ficam com uma estrela a menos. Caso tenhamos tempo, um representante de cada grupo que ganhou a disputa inicial faz uma final valendo uma estrela extra.


Fase bônus

Durante o desenrolar do bimestre temos algumas atividades extras como o Power Senha (Fig. 5), Caça aos QR codes (Fig. 7), Aplicação do ensino Híbrido (Fig. 6), jogos do Geogebra, atividades no Socrative e etc., que envolvem uma atividade diferenciada com tecnologia e formas lúdicas de trabalho.

Essas atividades como as descritas acima dão ao vencedor cinco estrelas, ao segundo colocado três estrelas e ao terceiro colocado uma estrela. Em caso de empate os grupos ganharão a quantidade de estrelas maior.

Essas atividades com maiores detalhes podem ser encontradas nos links abaixo:


PowerSenha: http://www.rioeduca.net/busca.php?Pesquisar=power+senha&psme&Escola&op=1&tp=blog

https://www.laboratoriosustentaveldematematica.com/2018/04/turbine-sua-sala-de-aula-com-power-senha.html 

QR code: http://www.rioeduca.net/blogViews.php?bid=14&id=6428

https://www.laboratoriosustentaveldematematica.com/2018/05/caca-ao-tesouro-com-os-qr-codes.html

Ensino Híbrido: https://www.youtube.com/watch?v=6pteQd4C-zo&feature=youtu.be

https://www.laboratoriosustentaveldematematica.com/2018/08/ensino-hibrido-na-matematica.html

Jogos no Geogebra: https://youtu.be/SK_Cm3jPXow

Atividades extras: http://www.rioeduca.net/blogViews.php?bid=14&id=6258

Fig.5 Fase Bonus (Power Senha)



Fig.6 Fase Bonus (Ensino Híbrido) 



Fig.7 Fase Bonus (QR codes)

 

Desafio das médias:

No teste tradicional aplicado para os alunos individualmente, faremos a média de notas de cada grupo, fazendo com que o aluno se aplique mais a essa avaliação, uma vez que sabe que sua nota ajudará a compor a média de seu grupo, deixando de ser algo apenas particular. Aplicaremos a mesma pontuação dada na fase bônus: cinco estrelas ao primeiro colocado, três estrelas ao segundo colocado e ao terceiro colocado uma estrela. Em caso de empate os grupos ganharão a quantidade de estrelas maior.


Premiação Individual

Assim como valorizamos o aprendizado coletivo, a troca de informações entre os componentes, a competição sadia, valorizamos também o esforço individual dos alunos no contexto global, conferindo aos dois alunos destaques em todas as avaliações (estrela, teste e prova) a medalha (fig.8) de honra ao mérito do bimestre.

 

Fig. 8 Premiações Individuais dos destaques da turma


Considerações finais:

Com as atividades propostas, tivemos como finalidade alcançar uma aprendizagem significativa para o educando, apresentando possíveis aplicações no ensino, incentivando novas práticas e auxiliando os professores para que orquestrem inovações no ensino. É importante caminhar no sentido de possibilitar ao educando a resolução de situações problemas e o desenvolvimento do pensamento crítico, formando um cidadão participativo e consciente do seu papel social.

Percebemos o quanto há alteração na vontade de aprender, concretização do aprendizado, conscientização do respeito as regras, convivência em sociedade e ajuda mutua.

Percebemos também o quanto a inclusão de tecnologias traz benefícios ao aprendizado e ao incentivo a participação das aulas. Corroboramos com ESCUDERO (2014), que em seu estudo sobre recursos computacionais de aprendizagem, diz que há uma tendência ou um interesse generalizado em novas tecnologias e nas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), mas ainda sem uso generalizado entre alunos e professores. Isso pode ser porque ainda não há internalização dessas novas tecnologias na educação. Os professores precisam motivar e incentivar o uso de novas ferramentas e abordagens pedagógicas, como o uso de ferramentas de tecnologia e TIC.

 

Bibliografia:

ESCUDERO, A. Recursos Computacionales de E-Learning y E-Teaching de Estadística. Portugal: UNED, 2014.

GRANDO, R.C. (2004). O jogo e a matemática no contexto da sala de aula. São Paulo, Brasil.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO DO BRASIL. (2017) Base Nacional Comum Curricular. Disponível em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ Acesso em 10 set. 2018.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Parâmetros Curriculares Nacionais, matemática e suas tecnologias. Brasília: MEC, 2002/2006/2008.

 


 


   
           



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Quinta-feira, 10/01/2019

Vale a Pena Ler de Novo: Fica a Dica ZOOando no Parque da Alegria

Tags: blogrioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação infantil, creches, edis, professores de educação infantil.

 

ZOOando no Parque da Alegria

 

 

Hoje temos mais um dia de #DICAS para educadores de Educação Infantil! 


O relato de hoje foi realizado no Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) Parque da Alegria, localizado no Caju e que atende em tempo integral e parcial, crianças do Berçário, Maternal I e Maternal II.

Para quem ainda não conhece, o Caju é um bairro da Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro e tem um significado especial na história brasileira. Ele foi cenário constante dos banhos medicinais de Dom João VI e se tornou um glamoroso e nobre balneário frequentado pela elite portuguesa. Nos dias de hoje, quem passa pelo bairro não imagina que as águas das praias do Caju eram tão límpidas e que uma delas era conhecida como Praia Formosa. Atualmente,  as adversidades presentes no bairro transformaram-se em idéias para modificar o ambiente e encantar os pequenos e  grandes das famílias do EDI Parque da Alegria. 


No primeiro semestre, as educadoras e crianças dedicaram-se a temática "Eu e o Mundo Animal", no qual foi abordado o Reino Animal. As crianças conviveram com diversas manifestações artísticas, experiências diversificadas e vivenciaram formas de expressão e linguagens, como pinturas, modelagens, colagens, teatro e música. Tudo devidamente registrado em fotos e portfólios das turmas.


Para cada história de um bichinho, as educadoras ouviam indagações sobre o que eles faziam, comiam e onde viviam. Os pequenos traduziam em palavras, movimentos e expressões o interesse provocado pelo tema. Os responsáveis, por sua vez, materializavam a satisfação, revelando-se inspirados e participativos. As educadoras orgulhosas dos resultados se empenhavam ainda mais no planejamento e nos detalhes.

 

Bicho pra Cá, Bicho pra Lá, O EDI Parque da Alegria está em todo lugar!

 

 

O sucesso do projeto superou as expectativas. A meninada brincou com as fantasias, explorou novos conhecimentos e participou ativamente das propostas apresentadas. No prosseguimento desta jornada encantadora, os alunos perceberam as diferenças e riquezas das espécies que compõem o Reino Animal e suas peculiaridades. Os educadores investiram tempo e cuidado no estímulo à pesquisa dos miudinhos e os encorajaram a apreciar um pouco do ciclo de vida de alguns animais.

As crianças caminharam pela unidade à procura de seres vivos. Encontraram insetos e  bichinhos diferentes. Seguiram o caminho feito pelas formiguinhas e imaginaram mil e uma histórias para a vida de cada uma delas.


O EDI instigou ainda mais, pois juntos construíram terrários e aquários dentro das salas. Experiência para morar na memória de cada criança por toda a vida! Todas as manhãs ao entrar nas salas, queriam observar, perguntar e olhar com aqueles olhinhos de quem reconhece as coisas mais doces dessa vida. Como é bom ser criança e descobrir as mais singelas belezas que os adultos esquecem de admirar!


A comunidade apoiou o projeto e o Zoo do Parque até mesmo subdividiu os espaços da Unidade em três ambientes: "Animais que voam, animais que habitam na água e animais que vivem na terra". Cada espaço recriou para a comunidade escolar o habitat dos animais. As crianças curtiram e os pais se emocionaram com tanta dedicação, afinal, a cada dia, seus filhos contavam uma aventura diferente que haviam descoberto sobre o reino animal.

 


 

A professora de Educação Infantil Rosangela Chagas relatou: “Simplesmente perfeito! Imagine seu aluno narrando o fantástico mundo marinho para os adultos e falando das intervenções que o homem faz na natureza. Simplesmente maravilhoso!"


O diretor adjunto,  professor Bento, também deixou registrada a honra de participar de um projeto tão significativo: “Quem é que já viu, tocou, imitou ou até mesmo cuidou de um jabuti? As crianças vivenciaram e experimentaram todas essas alegrias! Foram dias de grandes aprendizados!”

 

Fica a #DICA para projeto sobre o Reino Animal para crianças pequenas:


 > Utilizar materiais recicláveis, revelando a importância do meio ambiente e conservação da natureza;
> Contação de Histórias envolvendo fantoches e teatro;
> Fantasias de animais;
> Construção de terrários;
> Observação dos animais do ambiente da instituição.

 

Curtiu as #DICAS do Projeto do EDI PARQUE DA ALEGRIA? 

 

Envie também sua #DICA sobre suas atividades e projetos! 

 


   
           



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Quarta-feira, 09/01/2019

Vale a Pena Ler de Novo: Fica a Dica Livro A bolsa Amarela

Tags: dica, livro, bolsa.

 

Livro A bolsa Amarela

 

 

Olá!


Quais são seus maiores desejos? Aonde você guardaria suas vontades mais secretas? Que tal numa bolsa amarela?


O livro, “A bolsa amarela”, é um clássico da literatura infantojuvenil escrito pela premiada escritora brasileira Lygia Bojunga e publicado, pela primeira vez, em 1976. Esse é um dos muitos livros que marcaram minha vida.


No Romance atemporal, Raquel, nossa personagem principal, é a caçula de quatro irmãos, que já estão entrando na fase adulta e, assim como seus pais, pouco tempo tinha para ela. “E acabei achando que a gente só devia nascer quando a mãe da gente quer ver a gente nascendo.”, pensava ela.


Tinha três grandes vontades, as quais precisava esconder de todos, a vontade de crescer de uma vez e deixar de ser criança, a vontade de ter nascido garoto em vez de menina, “Vocês podem um monte de coisas que a gente não pode.”, dizia ela a seu irmão, e a vontade de escrever.


Muitas vezes incompreendida e ignorada, se sentia muito só e, nessas horas, a vontade de escrever só engordava. Sua curiosidade não via limites e na mesma medida sua imaginação. Começou escrevendo cartas e nelas derramava seus sonhos e sentimentos, inventava novas vidas, amigos imaginários e novas histórias. Das cartas passou a escrever Romance que, por ser a coisa mais inventada do mundo, não poderia colocá-la em apuros.


Tentava entender as atitudes dos adultos e, com frequência ouvia: “não é assunto de criança”, ou “criança não entende de nada”. Sentia necessidade de esconder, cada vez mais, suas vontades de todos. “Eu tenho que achar depressa um lugar pra esconder as três: se tem coisa que eu não quero mais é ver gente grande rindo de mim.”.


Até o dia que dentro de um pacote enviado por sua tia havia uma bolsa, grande, mais parecendo com uma sacola, amarela, não um amarelo sempre igual e que ninguém mais queria.


Comecei a pensar em tudo que eu ia esconder na bolsa amarela”.


Como podemos trabalhar, com nossos alunos, um livro tão rico como esse?


Podemos falar da família e das mudanças estruturais que ocorreram nos últimos 40 anos, falar ainda das transformações sociais e culturais que acompanharam esse período, ou podemos falar da busca pelo autoconhecimento, do controle emocional e de relacionamentos. Particularmente, vou focar na última opção.


No decorrer da história observamos a construção da personagem como pessoa, seu caminho para se auto descobrir e se aceitar como ela é. Vimos que amizade pode transformar alguém, que ter apoio e compreensão é fundamental para o nosso crescimento. Aprendemos lições de coragem e determinação, que podemos ter sonhos, sim, e que, independente dos riscos, devemos correr atrás deles, de experimentar o desconhecido sem medo de tropeçar pelo caminho.


Pergunte a seus alunos, quais suas maiores vontades? Aquelas mais secretas. Que tal criarmos uma cápsula do tempo? Deixar lacrada, bem lacrada, por um ano. Será que no curso do nosso crescimento, nossas vontades ainda serão as mesmas?

 

Fica a dica!!! 

 


 


   
           



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