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Sexta-feira, 05/06/2015

Professor e Aluno como Agentes Transformadores na Máquina de Publicar da Educopédia

Tags: educopédia, máquinadepublicar, autores, livro, livrodigital.

 

 

 

Há muito tempo, ouve-se o professor reclamar pelo direito de deixar de ser apenas consumidor e passar a ser produtor de conteúdo. O mesmo se ouve do aluno em novas teorias de aprendizagem, ou seja, que este deve assumir um papel ativo em sua formação. Vejamos como isso funciona com a Máquina de Publicar da Educopédia.

 

A Plataforma Educopédia é resultado da construção colaborativa entre professores conteudistas, revisores e usuários de suas aulas digitais. Contudo, há uma outra ferramenta bastante poderosa nesse sentido: a Máquina de Publicar.

 

Seu livro pode ter texto, desenho, quadrinhos, imagem, áudio ou vídeo.


A Máquina de Publicar está situada dentro da Educoteca, a biblioteca virtual da Educopédia, e consiste em uma ferramenta que permite ao professor ou aluno da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro, por meio de login e senha*, a produção de livros digitais. Os livros podem contar com trilha sonora, imagens, vídeos, dentre outras possibilidades, e ficam armazenados em nuvem no acervo da Educoteca. Uma vez disponíveis, qualquer usuário do mundo inteiro (inclusive visitante) pode ter acesso à publicação, compartilhar em suas redes sociais e, até mesmo, fazer comentários e sugerir alterações.

 

Recentemente, houve um concurso com categorias de professores e alunos para a produção de trabalhos com a temática “Rio 450 anos”. Essas produções foram publicadas na plataforma. Vale conferir!


A interface da ferramenta é bem intuitiva e também há um FAQ. Aproprie-se, utilize e não deixe de nos mandar um feedback com sugestões: educopedia@rioeduca.net.

 

 

*O login é o e-mail Rioeduca e a primeira senha de acesso é o CPF para o professor e a matrícula para o aluno.

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Segunda-feira, 01/12/2014

A Educação no Século 21 (Novos Olhares)

Tags: educopédia, leitura, autor.

 

Entrevista com Willmann Costa, autor do livro “Educação no Século 21 (novos olhares) – A relação professor-aluno e seus impasses”


Construir juntos o conhecimento é a proposta do livro.
A obra apresenta uma reflexão sobre conflitos entre professor-aluno, por vezes frequente no espaço escolar, na qual sugere um olhar psicanalítico sobre a educação.

 

1) Devemos educar hoje para além de conteúdos e disciplinas. Segundo seus escritos, os aspectos socioemocionais precisam estar associados à prática docente. Pensando que a escola recebe educandos de diferentes meios culturais, educação para o socioemocional também seria uma educação para a diversidade? Como poderíamos começar a pensar sobre?


Claro. Podemos começar levando em consideração a subjetividade do aluno. Salas de aulas com mais de trinta alunos inviabiliza o trabalho de qualquer professor. É impossível, por mais boa vontade que o professor tenha, trabalhar nessas condições. A Secretaria de Educação deve atentar para esse problema. Quanto à formação de nossos professores, as universidades estão deixando a desejar. A academia está presa a currículos do século passado que não mais atende a demanda das salas de aula. Não basta dominar o conteúdo de uma determinada disciplina para se tornar um mestre. Quando se trata de formar o cidadão, não podemos nos distanciar das diferenças individuais. A educação, em sua reflexão pedagógica, vê o aluno como algo que deve ser medido por sua capacidade racional e cognitiva. Precisamos, com urgência, entender que o aluno não pode ser entendido como um constructo de uma essência universal e atemporal. O aluno é aquilo que foi feito dele. Então, podemos começar cuidando da formação dos professores e atentar para o excessivo número de alunos em sala de aula.

 

2) Sua obra resulta da pesquisa de mestrado e aborda sobre a importância de perceber o aluno como sujeito de sua própria aprendizagem. Nesse sentido, quais os principais desafios que o professor encontra na educação no século 21 e que “novos olhares” (parafraseando) ele poderia adotar para minimizá-los?


Hoje, a posição que o professor se encontra é muito complexa. Na universidade aprendemos a ser especialista em determinados conteúdos, mas no dia a dia da escola precisamos muito mais do que isso. A falta de habilidade em lidar com as diferenças individuais gera indisciplina. As antigas formas de liderar e motivar dentro das escolas não funcionam mais. Nossos jovens são fascinados por desafios, detestam atividades rotineiras. Como atender a demanda dessa geração se somos formados para transmitir conteúdos, buscando uma cultura imediatista, sem levar em conta a subjetividade do indivíduo? Esse é o nosso grande desafio hoje. Sem saber o que fazer, os docentes recorrem ao artifício das notas, foi o que sobrou do poder atribuído ao professor. O papel da escola também é despertar o desejo de aprender e o professor deve guiar essa busca. Em minha pesquisa, percebi que a escola deve se aliar a outros saberes, novos olhares, para entender essa difícil missão, que é educar. Achei interessante buscar a psicanálise, pois entendo que estamos carentes de referências e identificações.

 

3) Um aspecto que precisa ser considerado e que poderia ser orientação aos docentes: como exercer autoridade inerente ao papel desempenhado pelos professores, sem adotar postura autoritária? É um desafio, sem dúvida. Que orientações seriam possíveis?


O professor não precisa e nem deve ser autoritário para ser o líder em sala de aula. Frequentemente, as aulas não atendem aos desejos de uma juventude que tem acesso a vários canais de informação. A sala de aula tornou-se o templo do discurso vazio, desarticulado. O conhecimento é passado de forma fragmentada, não faz sentido para o aluno. Dessa forma, os alunos se sentem impotentes e reagem com violência por seu desejo não ser atendido. Muitas vezes, também, professores feridos pela desvalorização que existe da categoria se sentem impotentes e reagem de forma inadequada. Esse é o cenário que percebemos na maioria das escolas públicas. Quando se trata de formação, no âmbito escolar, tendemos a nos distanciar do sujeito, afastamo-nos dos desejos, conscientes e inconscientes. A falta de habilidade em lidar com as diferenças individuais gera indisciplina. Às vezes, o que tomamos como indisciplina do aluno, na realidade, é o modo como eles se sentem tocados em sua subjetividade. Acho importante que o professor, consciente de seu papel de educador, pense em suas práticas, experiências, inquietações, desejos e vislumbre outras soluções para manter a postura do verdadeiro líder da classe.

 

4) O Colégio Estadual Chico Anysio, no qual atua como diretor, é um dos exemplos brasileiros de foco nas competências socioemocionais. Quais eixos envolvem a formação desses educandos e como os professores podem favorecer uma ação de protagonismo do aluno no espaço escolar?


No Colégio Estadual Chico Anysio, entendemos que a aprendizagem não pode ser apenas teórica, o conhecimento está a serviço da solução de questões que afetam a vida das pessoas, ou seja, aproximamos a escola do mundo. Organizamos o currículo em dois macrocomponentes. De um lado, integrando as disciplinas de base nacional comum em áreas de conhecimento. Do outro, um núcleo articulador, componentes curriculares inovadores, voltados à aprendizagem socioemocional. O professor recebe formação para não ficar restrito à sua área de conhecimento. Qualquer docente, por exemplo, pode atuar como orientador nos projetos de intervenção e pesquisa e nos projetos de vida. Nossos mestres estão sempre em formação. Temos uma parceria com o Instituto Ayrton Senna.


5) Aos leitores de sua obra e professores que nos acompanham por aqui, poderia nos falar de forma breve sobre as habilidades socioemocionais (ou não-cognitivas) e sua divisão que, em geral, são previstas em cinco domínios, além de algumas características que os docentes podem trabalhar em sala de aula para assegurar qualidade na aprendizagem dos alunos?


São elas:

  • Conscienciosidade: atitudes de responsabilidade, resiliência, persistência;
  • Curiosidade: interesse em experimentar e aprender coisas novas para o próprio benefício, fascinar-se pelas coisas;
  • Criatividade: não ter medo de errar;
  • Amabilidade: estar ciente dos motivos e sentimento das outras pessoas e de si mesmo, incluindo a habilidade de lidar com pequenos e grandes grupos;
  • Autocontrole: estabilidade emocional, controlar o que se sente e faz, ser autodisciplinado. 

 

 


Para saber mais sobre o autor:

Entrevista para o Conexão Futura (18/06/2014):
https://www.youtube.com/watch?v=SlfC3b4QONk

"Cada vez mais, professores têm se preocupado em preparar os estudantes para atuarem em um mundo em constante transformação. No estúdio, Willmann Costa - diretor do Colégio Estadual Chico Anysio, do Rio de Janeiro; Julio Furtado - consultor e conferencista da área de educação; e, pela internet, Patrícia Gomes, jornalista do PORVIR, falam sobre os principais pontos da atuação em sala de aula para desenvolvimento interdisciplinar e socioemocional dos alunos".

 

Entrevista para o Jornal Futura (15/10/2014)
https://www.youtube.com/watch?v=2T075R2TocI

"Construir juntos o conhecimento é a proposta do livro Educação do Século 21, do professor Willmann Costa. A obra é uma reflexão sobre os frequentes conflitos entre educador e estudante e sugere um olhar psicanalítico sobre a educação. Para o professor, que também é gestor de escola pública, esses conflitos estão para além da rotina em sala de aula. Reportagem de Raphael Leal".
 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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