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Segunda-feira, 15/06/2015

Estratégias e Recursos da Web 2.0 para o Ensino de Artes

Tags: artes, tecnologia, professor.

 

 

 

Estratégias e Recursos da Web 2.0 para o Ensino de Artes

 

O mundo digital é um dos locais em que os alunos têm acesso direto às informações com muita rapidez. Sendo assim, o professor pode utilizar recursos desse ambiente para planejar suas aulas e incorporar os conteúdos e conhecimentos de acordo com os objetivos de seus cursos e suas disciplinas. É nesse contexto que se vislumbra a importância da utilização dos recursos da Web 2.0. Com eles, o ambiente on-line tornou-se mais dinâmico, o que interfere significativamente na forma de pensar a educação, pois a “geração Internet” prefere trabalhar em equipe, pesquisar, explorar e interagir (LIMA, 2012).


Passarelli (2007) nos mostra que o modelo pedagógico tradicional apresenta sinais de desgaste e não atende mais às necessidades da sociedade pós-moderna, pois, atualmente, são valorizadas as habilidades relacionadas ao julgamento, à solução e interpretação de problemas. A memorização agora dá lugar à busca de informações necessárias.
Nesse sentido, segundo Santaella (2013), é possível afirmar que, graças aos dispositivos móveis interconectados e conectados à Internet, as mediações pedagógicas construídas com base em novas tecnologias são formas de aprendizagem abertas que propiciam processos de aprendizagem espontâneos, assistemáticos e mesmo caóticos, atualizados ao sabor das circunstâncias e de curiosidades contingentes. Estes são possíveis, porque o acesso à informação, comunicação e aquisição de conhecimento torna-se colaborativo, compartilhável, ubíquo e pervasivo.


Em relação ao espaço e tempo docente, as tecnologias redimensionam a sala de aula em pelo menos dois aspectos. O primeiro diz respeito aos procedimentos realizados pelo grupo de alunos e professores no próprio espaço físico da sala de aula. Nesse ambiente, a possibilidade de acesso a outros locais de aprendizagem – bibliotecas, museus, centros de pesquisas, outras escolas etc. –, com os quais alunos e professores podem interagir e aprender, modifica toda a dinâmica das relações de ensino e aprendizagem. O segundo aspecto é o próprio espaço físico da sala de aula, que também se altera (KENSKI, 2003).

 

 

O papel do professor de Arte na contemporaneidade


A arte tem importância na educação em geral devido à função indispensável que ocupa na vida das pessoas e na sociedade desde os primórdios da civilização, constituindo-se em um dos fatores essenciais de humanização. Ela imprime sua marca ao demandar um sujeito da aprendizagem criador, propositor, reflexivo e renovador. Os processos de desconstruir para reconstruir, selecionar, reelaborar, partir do conhecido e modificá-lo de acordo com o contexto e a necessidade são desenvolvidos pelo fazer e ver arte e decodificadores fundamentais para a sobrevivência no mundo atual (BARBOSA, 2005, p.100).


Semelhantemente, Iavelberg (2009) defende que a arte humaniza a formação porque garante às pessoas espaço para interações cuja principal finalidade é o valor simbólico da interlocução intersubjetiva. É possível, por intermédio da arte, colocar-se no mundo de modo autoral, não submisso, percorrendo tempos e espaços variados, gerando modos de conhecer e compreender a vida e a criação, articulando cognição, valores, ação criativa com construção de significados e, ainda, percepção e atribuição de qualidades com sensibilidade. Uma educação com arte precisa trazer arte de qualidade para os alunos, de modo que a identidade da criança e do jovem possa reconhecer-se nessas referências e na força dessas criações. Também para que os alunos percebam como é importante ter autoria nos próprios trabalhos, protagonismo nas formas, ações e escolhas em arte.


Aqueles que vivem nas fronteiras da arte são denominados artistas-pesquisadores-professores (ART – acrônimo em inglês para artist-researcher-teacher). Eles reconhecem a vitalidade de um espaço intermediário dessas fronteiras ao recriarem, repesquisarem e reaprenderem modos de compreensão, apreciação e representação do mundo. Os ARTs reconhecem que a arte, pesquisa e ensino não são feitos, mas vividos. Talvez todos os educadores desejem se tornar artistas-pesquisadores-professores quando começarem a se questionar sobre como têm ensinado, desejarem criar e almejarem suas próprias expressões de certeza e ambiguidade (IRWIN, 2008).


Nessa perspectiva, para Iavelberg (2002) é o professor quem promove o fazer artístico, a leitura dos objetos estéticos e a reflexão sobre a arte, de modo que o aluno possa se desenvolver como um sujeito governado por si próprio ao mesmo tempo em que interage com os símbolos da cultura. Além de debater os conteúdos específicos da área, o professor deve estar atento para o temperamento de cada aluno, observando suas ações e individualidades.

 

Experiências com recursos web 2.0 no ensino de Artes  

Os recursos da Internet favorecem as mais variadas formas de atividades, como aquelas que utilizam vídeos sobre o percurso criador de um artista e sites interativos de museus virtuais, entre outros, garantindo a alunos e professor acesso rápido a imagens e textos de vários gêneros. Sobre essa apropriação e ressignificação da imagem com recursos tecnológicos, é preciso que os professores sejam preparados adequadamente para que, além de saberem explorar os programas de tratamento de imagens no computador, possam realmente propiciar o aprendizado em arte (SOTTO, 2006).


Na experiência relacionada a este trabalho, os alunos do segundo segmento do Ensino Fundamental de uma instituição pública do Rio de Janeiro, com faixa etária entre 12 a 15 anos, produziram OAs a partir dos conteúdos abordados nas aulas de Artes Visuais, utilizando vídeos como recurso.


Na série "Formas com Arte", por exemplo, em um dos vídeos, solicitava-se que o aluno desenhasse as iniciais de seu nome dentro de um círculo a partir da frase “pela lente, eu vejo minha vida assim”, seguida de exemplos, como autorretrato. Vale lembrar que todos os vídeos foram produzidos pelos alunos e a técnica utilizada foi pintura com lápis de cor, utilizando régua e tampas plásticas para a confecção dos moldes vazados.

 

Série Formas com Arte 1, 2, 3, 4, 5 e 6

Imagem 1 – Série "Formas com Arte" 1, 2, 3, 4, 5 e 6.


Considerações finais

A utilização dos recursos da web 2.0 e seu processo de implementação podem auxiliar muito no processo de ensino e no desenvolvimento de novos cursos e de materiais educacionais, visando facilitar o processo de ensino e aprendizagem de um conteúdo, seja de Artes Visuais ou de qualquer outra disciplina, pois permitem que o aluno acompanhe o conteúdo de acordo com o seu próprio ritmo, acessando facilmente a informação de forma independente e autônoma num aprendizado por descoberta.


O professor tem papel significativo na construção da identidade artística e cultural dos alunos. É ele que promove o fazer artístico, a leitura de objetos estéticos e a reflexão sobre arte, de modo que o aluno possa desenvolver sua autonomia. Ao mesmo tempo, ele deve interagir com os símbolos da cultura, buscando utilizar e explorar pedagogicamente os programas que serão colocados à disposição dos alunos, a fim de propiciar realmente o aprendizado e, ainda, conhecer as diversas interfaces entre essa tecnologia e o ensino da Arte.  

Em virtude dessa experiência, houve a produção de mais vídeos, que estão disponíveis na página do Youtube. 


Na Educopédia, podemos encontrar várias aulas de Artes com muitos recursos citados no texto. Confira!

 


Referências Bibliográficas

BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. Dilemas da Arte/Educação como mediação cultural em namoro com as tecnologias contemporâneas. In: Barbosa, A. M. (Ed.). Arte/Educação contemporânea: consonâncias internacionais, Editora Cortez, Brasil, 2005. p. 98-112.

_________________. Arte/educación en Brasil: hagamos educadores del arte. Conclusiones de la Conferencia regional sobre educación artística en América Latina y el Caribe. Vol. 6. 2001.

__________________. Educação e Cultura. Rio de Janeiro: Arte na Escola, 2000.

BURGESS, Jean E.; GREEN, Joshua B. YouTube: Online video and participatory culture. Polity press, 2009.

HAGUENAUER, Cristina Jasbinschek. Tendências da Educação e da Comunicação em um Contexto de Mudanças. In Os Desafios da Educação Online e a Contribuição do Laboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação LATEC/UFRJ/ Cristina Haguenauer, Francisco Cordeiro Filho (orgs.). 1 ed. Curitiba,PR: CRV, 2012.

HODGINS, H. W. The future of learning objects. 2004. In D. A. Wiley (Ed.), The Instructional Use of Learning Objects: Online Version. Retrieved MONTH DAY, YEAR, from the World Wide Web: http://reusability.org/read/chapters/hodgins.doc

IAVELBERG, R. Construção de Conhecimento Artístico e Didático na Formação de Professores. Revista Palíndromo Online, v. 1, p. 20-40, 2009.

________________. Para Gostar de Aprender Arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre, Artmed, 2002.

IRWIN, Rita. A/r/tografia: Uma Mestiçagem Metonímica, in BARBOSA, Ana
Mae e AMARAL, Lilian [Orgs.]. InterTerritorialidade: fronteiras intermídias, contextos e educação. 2008. SP: Editora Senac/SESC

KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e à distância. Campinas, SP: Papirus Editora, 2003. – (Série Prática Pedagógica).

LIMA, Luciana Guimarães Rodrigues de; HAGUENAUER, Cristina Jasbinschek Percepções sobre Comunicação e Interação em Ambientes Virtuais de aprendizagem. In Os Desafios da Educação Online e a Contribuição do Laboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação LATEC/UFRJ/ Cristina Haguenauer, Francisco Cordeiro Filho (orgs.). 1 ed. Curitiba,PR: CRV, 2012.

_______________________________Formas com Arte 1. Disponível em: Acesso em novembro de 2013.
_________________________________Formas com Arte 2. Disponível em:
Acesso em novembro de 2013.
_______________________________Formas com Arte 3. Disponível em: Acesso em novembro de 2013.
_______________________________Formas com Arte 4. Disponível em: Acesso em novembro de 2013.
_______________________________Formas com Arte 5. Disponível em: Acesso em novembro de 2013.
_______________________________Formas com Arte 6. Disponível em: Acesso em novembro de 2013.

MATTAR, João; DO TRABALHO, Natureza. YOUTUBE NA EDUCAÇÃO: O USO DE VÍDEOS EM EAD. Disponível em:
http://www.joaomattar.com/YouTube%20na%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20o%20uso%20de%20v%C3%ADdeos%20em%20EaD.pdf Acesso em: 21 de setembro de 2013.

NASCIMENTO, Anna Christina Aun de Azevedo Nascimento. Aprendizagem por meio de repositórios digitais e virtuais. In Educação a Distância: o estado da arte/ Fredric Michael Litto, Manuel Marcos Maciel Formiga (orgs.) São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.

________________. Objetos de aprendizagem: entre a promessa e a realidade. In: NASCIMENTO, A. C. de A; PRATA, C. (org.). Objetos de aprendizagem: uma proposta de recurso pedagógico. Brasília: MEC, SEED, 2007, p. 135-145.

NUNES, C. A. A. Objetos de aprendizagem em ação. In: PICONEZ, S. C. B. (Org.) . Educação & Tecnologia & Cidadania: Ambientes Virtuais de Aprendizagem no Ciberespaço - Série Cadernos Pedagógicos Reflexões, número 6. 1. ed. São Paulo, USP/FE/NEA / Artcopy. v. 1, n. 6, p.113-28, 2004.

PASSARELLI, Brasilina – Interfaces Digitais na Educação: @lucin[ações] consentidas. São Paulo: Escola do Futuro da USP, 2007.

PRATA, C. L. ; NASCIMENTO, A. A. A. ; PIETROCOLA, Maurício . Políticas para Fomento de Produção e Uso de Objetos de Aprendizagem. In: Carmem Lúcia Prata e Anna Christina Aun de Azevedo Nascimento(Org.). Objetos de Aprendizagem: uma Proposta de Recursos Pedagógicos. 1 ed. Brasília: Ministério da Educação, 2007, v. p. 107-122.

SANTAELLA, Lucia. Comunicação Ubíqua: repercussões na cultua na educação. São Paulo: Paulus, 2013. – (Coleção Comunicação)

__________________. Linguagens Líquidas na Era da Mobilidade. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2007.

_____________. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? São Paulo: Paulus, 2005.

SOTTO, Maria Ines da Silva. Educação Escolar, Artes, Teatro e Cidadania – o Projeto Ensinar e Aprender. Dissertação (Mestrado em Educação), Universida de Sorocaba, São Paulo. SP, 2006.

WILEY, David. Connecting learning objects to instrucional design theory: a definition a metaphor, and a taxonomy. In WILEY, D.A. (ED.) The Instructional Use of Learning Objects: Online Version, 2000. http://wesrac.usc.edu/wired/bldg-7_file/wiley.pdf

__________________ The Post-LEGO Learning Object, November 5, 1999.
http://opencontent.org//docs/post-lego.pdf

Extraído de: LIMA, L. G. R. ; HAGUENAUER, C. J. . Estratégias e Recursos da Web 2.0 para o Ensino de Artes. Revista Educaonline, v. 9, p. 1-13, 2015.
 


  Luciana Guimarães Rodrigues de Lima
  Professora de Artes Visuais da SME
  Doutora em Linguística Aplicada  

 

 

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Sexta-feira, 05/06/2015

Professor e Aluno como Agentes Transformadores na Máquina de Publicar da Educopédia

Tags: educopédia, máquinadepublicar, autores, livro, livrodigital.

 

 

 

Há muito tempo, ouve-se o professor reclamar pelo direito de deixar de ser apenas consumidor e passar a ser produtor de conteúdo. O mesmo se ouve do aluno em novas teorias de aprendizagem, ou seja, que este deve assumir um papel ativo em sua formação. Vejamos como isso funciona com a Máquina de Publicar da Educopédia.

 

A Plataforma Educopédia é resultado da construção colaborativa entre professores conteudistas, revisores e usuários de suas aulas digitais. Contudo, há uma outra ferramenta bastante poderosa nesse sentido: a Máquina de Publicar.

 

Seu livro pode ter texto, desenho, quadrinhos, imagem, áudio ou vídeo.


A Máquina de Publicar está situada dentro da Educoteca, a biblioteca virtual da Educopédia, e consiste em uma ferramenta que permite ao professor ou aluno da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro, por meio de login e senha*, a produção de livros digitais. Os livros podem contar com trilha sonora, imagens, vídeos, dentre outras possibilidades, e ficam armazenados em nuvem no acervo da Educoteca. Uma vez disponíveis, qualquer usuário do mundo inteiro (inclusive visitante) pode ter acesso à publicação, compartilhar em suas redes sociais e, até mesmo, fazer comentários e sugerir alterações.

 

Recentemente, houve um concurso com categorias de professores e alunos para a produção de trabalhos com a temática “Rio 450 anos”. Essas produções foram publicadas na plataforma. Vale conferir!


A interface da ferramenta é bem intuitiva e também há um FAQ. Aproprie-se, utilize e não deixe de nos mandar um feedback com sugestões: educopedia@rioeduca.net.

 

 

*O login é o e-mail Rioeduca e a primeira senha de acesso é o CPF para o professor e a matrícula para o aluno.

 

 

                               

 

 

 


   
           



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