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Sexta-feira, 20/10/2017

Aprendizagem Significativa

Tags: 10ªcre.

 

Professora desenvolve trabalho envolvendo conceito de número racional com turma de 4° ano.

 

A E/CRE (10.19.078) Escola Municipal Paralimpíadas Rio 2016 está localizada à Estrada de Sepetiba, 3475, Nova Sepetiba, zona oeste do Rio de Janeiro. A escola atende a 22 turmas do 1° ao 6° ano do Ensino Fundamental, sendo 8 turmas parciais e 14 turmas integrais, com 736 alunos. Tem como diretor, o professor Vitor Hugo Almeida, como diretor adjunto, o professor Glauner Bandeira de Oliveira, e como Coordenadora Pedagógica, a professora Maria do Socorro de Oliveira Lopes.

 

Parte da equipe da Unidade Escolar

 

A Unidade Escolar foi inaugurada em 6 de maio de 2016 e vem desenvolvendo um excelente trabalho com uma equipe comprometida, dedicada e sempre com diversos projetos voltados para o aprendizagem e crescimento dos alunos.

A turma 1401, da professora Andrea Reis, desenvolveu um projeto muito interessante de Matemática, envolvendo o conceito de número racional, que está entre os mais importantes e abstrusos deparados pelo aluno durante o ensino fundamental. E para o planejamento do projeto a professora levou em considerações dois autores com estudos significativos sobre o conteúdo abordado: Behr Et Al e Sarmento.

 

Professora Andrea e alunos da turma 1401

 

Behr Et Al (1983), afirma que a acuidade dos números racionais pode ser ponderada a partir de três perspectivas: prática, em que a aptidão de lidar de forma diligente com este conceito enrique muito a capacidade de abranger e conviver com situações e problemas do mundo real; psicológica, em que os números racionais harmonizam o incremento e extensão das estruturas mentais necessárias para o crescimento intelectual continuado; e matemática, onde a compreensão do número racional fornece a base para operações algébricas elementares posteriores.

Sarmento (2010), afirma que uma atividade de sala de aula onde os estudantes possam utilizar materiais manipuláveis, terá grande chance de ter sucesso, já que existirá uma grande possibilidade de os estudantes desenvolverem ações que construam um saber consistente e significativo. Assim, buscando o envolvimento dos alunos da turma 1401, bem como dar significado/sentido ao componente curricular, a professora Andréa Sales Borges dos Reis propôs a divisão de uma barra de chocolates para trabalhar o conceito de Fração.

– A escolha do material manipulável a ser empregado no ensino de matemática deve priorizar, sempre, aqueles em que o aluno possa situar-se em relações cogentes à construção dos conceitos matemáticos, de forma criativa, envolvendo, até, os diferentes órgãos dos sentidos, como forma de tornar a aprendizagem significativa e prazerosa – afirma o diretor Vitor Hugo

 

Alunos da turma 1401 realizando o trabalho sobre número racional

 

Partindo da operação divisão, os alunos foram questionados sobre objetos que poderiam ou não ser divididos em partes iguais. Nesse sentido, fizeram parte do repertório, perguntas do tipo: uma caneta poderia ser dividida igualmente ente duas pessoas? Ela continuaria a ter a mesma utilidade? E uma cadeira? Será que uma pessoa consegue sentar em meia cadeira? Uma barra de chocolate pode ser dividida para uma ou mais pessoas? Os alunos, imediatamente, identificaram o proposto e nesse clima, foi sugerido que os alunos identificassem, dentre três opções de frações, qual corresponderia a uma parte da barra. Assim, os mesmos puderam constatar, de forma concreta, desde 1/2 até 1/24 da barra de chocolate.

Após identificação da fração representada, cada aluno recebeu 1/24 da barra utilizada na atividade, para deleite e alegria da garotada. Todo material produzido durante a atividade foi exposto num varal a fim de que os alunos possam consultar, estabelecer conexões e dar sentido à aprendizagem.

Segundo a professora Andréa Reis, a atividade foi uma experiência enriquecedora. Ao longo do ano, buscamos dar ênfase sobre as operações matemáticas, sobretudo à divisão, trabalhando seu conceito e sistematização. Compreender que algo inteiro pode ser fracionado e também representado, através do material concreto, foi de fato muito proveitoso. Ademais, observar a carinha de felicidade deles, me motiva a sempre buscar algo novo e interessante para ser trabalhado em sala de aula. Nesse sentido, compartilhamos do pensamento de Paulo Freire, quando nos ensina que essa relação [...] é dialógica, aberta, curiosa, indagadora e não apassivada, enquanto fala ou enquanto ouve. O que importa é que professor e alunos se assumam epistemologicamente curiosos (FREIRE, 1996, p. 96).

 

Varal com exposição dos trabalhos

 

Quer saber mais sobre nossas aulas de Artes?
Entre em contato com a Unidade Escolar.

E/CRE (10.19.078) E. M. Paralimpíadas Rio 2016
Email: emparalimpiadas2016@rioeduca.net

 

 


   
           



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Sexta-feira, 20/10/2017

Caçando Asteroides

Tags: asteroides, palestra, naves do conhecimento.

 

Pela primeira vez no Rio de Janeiro, o Professor Patrick Miller, coordenador da campanha internacional "Caça aos Asteroides" (IASC), estará na Nave do Conhecimento Cidade Olímpica (Engenhão) para uma palestra sobre a fascinante atividade de identificar corpos celestes com os mais potentes telescópios do mundo.

 

Venha prestigiar este evento na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia!

 

Dia 26 de outubro, quinta-feira, ás 18h na Nave do Conhecimento do Engenhão.

 

Inscreva-se aqui!


   
           



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Quinta-feira, 19/10/2017

Era uma vez, a Pré escola da E. M. Floriano de Brito

Tags: 9ªcre, contos, pre escola.

 

 

 

Brincar, dramatizar e encenar as histórias faz parte da rotina das crianças da pré escola nas descobertas com o mundo da leitura. Foi assim que a turma da Educação Infantil da E. M. Floriano de Brito viveu durante o segundo bimestre uma inesquecível aventura com o Subprojeto CONTOS. 


As atividades ocorreram de forma sistemática e prazerosa no cotidiano da turma da Pré Escola com a ampliação do conhecimento das histórias infantis clássicas. Os objetivos definidos no planejamento atendiam as Orientações Curriculares da Educação Infantil, através da integração entre as áreas linguagem escrita e oral junto às artes. A aprendizagem concreta e significativa com atividades diversificadas e experiências enriquecedoras, fortaleceram valores como respeito, amizade, solidariedade e disciplina. Incutiram direitos e deveres através da ludicidade.
       

Tudo começou com a contação de história da Branca de Neve, tanto pela professora como por eles, levando em conta as gravuras e a sequência da história, e, resumo da mesma. Trabalharam a escrita do nome a partir do nome dos sete anões. A questão do espelho também foi bem explorada acentuando as características físicas e emocionais de cada sujeito.

O incentivo à boa alimentação também foi bem destacado através da maçã e inclusive foi bem discutido a questão dos agrotóxicos, como veneno, usado na agricultura, tema bem vívido na nossa comunidade, já que muitos pais trabalham na agricultura. Assim associamos o conto à realidade e vivência dos alunos.

O envolvimento e a identificação das crianças, com as características dos personagens e com o enredo da História da Branca de Neve, aconteceu de forma intensa. Desta forma, a culminância do Subprojeto Contos, ocorreu de maneira gratificante: uma linda apresentação da peça BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES, a qual demonstrou o desenvolvimento da oralidade, entrosamento e participação de toda turma.

 

 

 

 

Parabéns à dedicação e criatividade da professora Raquel Campos e de toda a unidade nas aventuras sobre gostar de ler com as crianças da Pré Escola. 

 

DADOS DA UNIDADE:

Escola Municipal Floriano de Brito

Endereço: Estr. Abílio Bastos, SNº - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, 23097-000

Telefone: (21) 3406-2303

 

 


   
           



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Quinta-feira, 19/10/2017

Entre Jovens e a Roda de Conversa

Tags: entre jovens.

 

Entre Jovens – a sofisticada simplicidade de um projeto educacional e os efeitos das Rodas de Conversa


Certas palavras não podem ser ditas
em qualquer lugar e hora qualquer. Estritamente reservadas para companheiros de confiança,
devem ser sacralmente pronunciadas em tom muito especial/ lá onde a polícia dos adultos
não adivinha nem alcança. Entretanto são palavras simples...
E tudo é proibido. Então, falamos.

Carlos Drummond de Andrade, in 'Boitempo'


Saber aprender é ciência que não se esgota. Nessa afirmação, com base nas diversas teorias da Educação, encontramos a premissa mais apropriada para a descrição de uma estratégia de aprendizado que reconfigura a prática de rever conteúdos, reinventando ou adaptando as ações em si mesmas. Isso nos leva – em tempos de novas linguagens e inúmeros aparatos tecnológicos – à necessidade de refletir sobre a prática renovada das rodas de conversa, considerando o poder da oralidade entre adolescentes do nono ano. 

O projeto Entre Jovens, que conquistou espaço na rede de escolas de segundo segmento do município do Rio de Janeiro, tendo mobilizado estagiários e professores, desde 2009, ganha destaque pelos resultados alcançados em 2016, com 99% de aprovação – e também pelo despojamento de recursos e a simplicidade na atuação e na prática do reforço escolar. Do primeiro nome ‘Entre’ alinha-se uma ideia de meio, nas artes do equilibrismo entre criança e adulto, entre professor e aluno, entre estagiários e jovens. 

Na curva do significado podemos afirmar que estar entre jovens, com a tarefa de reforçar conteúdos de Língua Portuguesa e de Matemática, traçando pontes e horizontes para depois do ensino fundamental, não é tarefa pequena, exigindo maleabilidade e traquejo, não apenas como adaptação à realidade, mas também como instrumento de intervenção e mudança. 

Pensadores da Educação na contemporaneidade, como Antônio Nóvoa, reitor honorário da Universidade de Lisboa, sustentam que o que “define a aprendizagem não é saber muito, é compreender bem aquilo que se sabe”, na premissa de que é preciso desenvolver entre os alunos “a capacidade de estudar, a de procurar, de pesquisar, de selecionar, de comunicar”, no propósito de (em meio a uma sociedade em rede) transformar informação em conhecimento com uma atitude permanente de pesquisa (Disponível em: http://www.cartaeducacao.com.br/entrevistas/antonio-novoa-aprendizagem-nao-e-saber-muito/.). 

De outra feita, percebemos que saber aprender e saber pensar, máximas de uma escola cidadã, presentes no pensamento do educador Paulo Freire surgem renovadas no século XXI, no esteio de uma sociedade marcada pelas redes de informação, significativamente rizomáticas, considerando o desafio de dar significado a todo o conteúdo, ou seja, consolidar o saber à luz de um por quê. 

O Entre Jovens abarca a camada de maior faixa etária do segundo segmento; configurado como projeto, destina-se a reforçar os conteúdos de Língua Portuguesa e de Matemática, oferecendo aos alunos uma prática de reforço, além de um diferencial para os que desejam enfrentar a seletividade de alguns concursos do ensino médio. Sua difusão em algumas das escolas com o nono ano, entre as onze coordenadorias de ensino da SME, tornou-se possível graças à parceria com Instituto Unibanco, de cunho socioeducacional uma forma de viabilizar propostas voltadas para a educação, associando a iniciativa privada ao conjunto de ações do universo público. O que se mostra relevante à análise neste momento é o princípio da junção elementar da equipe de estagiários, orientados de modo mais imediato pelos professores, ao traço da oralidade, marcada pela roda de conversa, mediada pelo estagiário de Pedagogia. 

Como se sabe a roda de conversa é uma prática de discurso oral, assentada como recurso pedagógico que estimula a linguagem e a assimilação da aprendizagem da leitura. Muito comum nas rotinas do primeiro segmento, a roda não é vista com a mesma constância entre os adolescentes do segundo segmento.

A capacidade de pensar do homem está biologicamente relacionada com sua
 aptidão para falar, para estabelecer comunicação através do discurso oral, em
 qualquer dialeto que seu grupo linguístico tenha escolhido para seu uso, isto
 é, para o fazer compartir entre os seus membros. [...] Do ponto de vista da
 evolução exige-nos reconhecer que a linguagem oral é fundamental em
 nossa espécie, enquanto ler e escrever têm todo o jeito de um acidente
 recente (HAVELOCK, 1996, p. 49-55).

 

Embora o segundo segmento seja reconhecido pela ebulição dos hormônios e a rebeldia própria dos adolescentes, o que se percebe é que a roda estimula uma oralidade marcada pelos signos da conversa. O exercício de falar que surge atado à experiência de ouvir ou de se fazer ouvir. 

Cléo Busatto afirma que o letramento também se faz através da oralidade, nesse caso, “quando lemos um livro em voz alta, estamos praticando a fala estética” (2010, p.7). No que se refere ao cenário dos adolescentes, observamos a existência de mais ruído do que comunicação, nesse caso, unida à rotina da ação pedagógica de exprimir o que se sente, no esteio de textos e dinâmicas que provocam reflexão, a oralidade emerge como espaço de negociação e maleabilidade, oportunidade para pensar a própria escola, no conjunto das práticas que caracterizam o segmento do sexto ao nono ano de escolaridade. Vale, portanto, perguntar: Por que conversar? O que seria, de fato, uma conversa? Com + versar. Transformações do corpo, sexualidade, padrões de beleza, conhecer a si mesmo. Uma espécie de adaptação à filosofia, no sentido menos estoico e mais libertador, sem pré-conceitos. A experiência advinda de reuniões com estagiários e itinerantes apontam para os resultados obtidos nas falas dos alunos. Espaço em que emergem questões relativas ao convívio em sala de aula, muitas vezes até no que diz respeito ao trato entre os sujeitos das unidades escolares. 

Paula Sibilia (2012) chama a nossa atenção para os processos que levaram a uma grande transformação dos modos de expressão, das variadas formas de comunicação e dos campos de construção de si mesmo, considerando “as relações com os outros e a formulação do mundo”, entre os “complexos desdobramentos que ainda estão por ser cartografados”, no curso do que chamamos “civilização da imagem” (2012, p.63). 

Faz-se importante ressaltar, ao longo desse entendimento maior, que a roda de conversa, as oficinas de Língua Portuguesa e de Matemática são coisas que acontecem com a orientação de professores itinerantes e estagiários, mas também alicerçadas por um material pedagógico rico de possibilidades. Entre eles, o Megassaudável, de autoria da Multirio, espécie de diário de bordo da nave adolescência. Com eles, a navegação vai além da Internet (ou refletindo sobre ela), criando redes que cruzam dados e informações de grandes eixos temáticos: espelho X imagem (aparência e autoestima); autonomia e conflito de gerações (como lidar com os dramas da vida adulta); amigos, amizade e convivência (ser aceito pela turma, boas e más companhias); entre outros assuntos que implicam cuidar de si mesmo e viabilizar projetos e planos para o futuro (esse período já quase esquecido em matéria de discurso). 

Na cultura popular ouvimos regularmente que a adolescência é a fase difícil, que os adolescentes são problemáticos. Biologicamente falando, esta é uma fase delicada – deixar de ser criança para se tornar um adulto – isso ocorre ao mesmo tempo em que as cobranças sociais surgem. Período em que o corpo sofre uma série de transformações, fazendo com que as mudanças sejam físicas e emocionais, em um contexto onde nem sempre há suporte e informações que os ajudem a passar por essa fase. 

Atualmente, o Projeto atende a 55 escolas, contabilizando onze Coordenadorias de Educação, 165 estagiários, 19 professores supervisores e itinerantes além de um aparato de ações nas gerências de educação, a fim de valorizar e imprimir significado a um grupo de alunos, na ponta da rede, fundamentalmente na saída dela, com a responsabilidade de levar consigo a experiência acumulada em toda essa formação.

 

Referências

BUSATTO, Cléo. Práticas de Oralidade na sala de aula. São Paulo: Cortez, 2010.
DEMO, Pedro. Saber pensar. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2005.
HAVELOCK, Eric. A revolução da escrita na Grécia e suas consequências culturais. São Paulo: Unesp; Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
NÓVOA, Antônio. Reportagem sobre aprendizagem. (Disponível em: http://www.cartaeducacao.com.br/entrevistas/antonio-novoa-aprendizagem-nao-e-saber-muito/.). Acesso em: 29 agosto/2017.
SIBILIA, Paula. Redes ou Paredes. A escola em tempos de dispersão. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.

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Profª Márcia Elisa Rendeiro
PI de História na SME.
Graduação em História pela UGF.
Especialista em História do Brasil pela UCM.
Mestrado e Doutorado em Memória Social na UNIRIO.

 


 


   
           



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