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Quarta-feira, 04/04/2018

Posse solene dos Conselhos Escola Comunidade da 3ª CRE

Tags: 3ªcre, cec, representatividade.

 

Posse Solene dos Conselhos Escola Comunidade da 3ª CRE

 

O teatro da Escola Municipal Maranhão, em Pilares, recebeu diretores, alunos, professores e funcionários para a Posse Solene dos Conselhos Escola Comunidade (CEC) das unidades escolares da 3ªCRE. O evento contou com a ilustre presença do secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, César Benjamin, que fez o lançamento oficial do projeto de autoavaliação nas escolas da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro.

 

Para abrilhantar ainda mais a festa , houve a apresentação da coreografia intitulada Legitima Defesa, apresentada por 33 alunos que se revezavam  no palco, abordando questões relacionadas ao  bullying em suas cenas.

 


 

 

Segundo o coreógrafo e Professor Diego, “ o bullying é um tema muito comum no ambiente escolar que muitos acham fantasia, até sofrer na própria pele esse mal" . Seja físico ou psicológico, ele não deve ser tratado como piada e muito menos brincadeira. Agindo com coragem e sem medo de denunciar, podemos fazer das escolas um espaço em que todos aprendam e se divirtam, possibilitando que o respeito mútuo torne-se uma regra em toda a sociedade”

 

 

 

A impactante apresentação introduziu a fala do Professor Claudio Maia Fugueiredo, Coordenador da 3ª CRE, que ressaltou a importância do CEC na organização e no dia-a-dia das unidades escolares. 

 

 

A importância da Gestão Democrática e do Conselho Escolar, ainda é destacada pela da Gerente de Supervisão e Matrícula da 3ªCRE, professora Raquel de Almeida Silva.  A professora destaca que:

"Hoje em dia, os princípios democráticos e de participação dos cidadãos nos processos de tomadas de decisões que envolvam suas necessidades e interesses são recorrentes e cada vez mais perceptíveis nas mais diversas áreas da sociedade. Essa intervenção, quando de forma organizada, planejada e intencional, através da representatividade, pode acontecer de maneira mais eficaz. Nesse sentido, a formação de uma unidade administrativa, um colegiado, que possibilite a prática de uma gestão participativa, com um arranjo organizacional independente e autônomo, mas que vinculado à Instituição Escola, é pensada para tornar-se um grande aliado de uma gestão escolar de qualidade."

 

 

 

Atualmente, não podemos pensar a discussão a respeito de uma Gestão Democrática, algo que entendemos como ideal e também possível, sem estabelecer relação direta com o Conselho Escola-Comunidade.


Os CECs são ferramentas de participação da Comunidade Escolar nas atividades de manutenção das escolas, como espaços de democratização e aprendizagens significativas. O Conselho é o órgão que pode contribuir para a consolidação dessa democracia dentro da Escola, quando assume, de fato, seu papel descentralizador, consultivo, fiscalizador, deliberativo, normativo e mobilizador.

 

O Conselho é um dos caminhos para a efetiva gestão democrática. É um trabalho necessário e bastante desafiador para a Educação de hoje, visto que é fundamental o engajamento de todos os envolvidos, para que estes assumam seu compromisso com o processo educativo de forma responsável e ativa.

 

Nesse contexto, o secretário César Benjamin, ressaltou, em sua fala, a importância dos Conselhos Escola Comunidade na construção de espaços escolares que respeitem as diferenças e aproveitou a oportunidade para apresentar, em primeira mão, o Projeto Autoavaliação nas escolas, que terá  como  bases norteadoras da SME  assuntos importantes para a rotina das unidades escolares tais como: a alfabetização dos alunos, o desempenho escolar, a assiduidade, o respeito à diversidade, a defasagem entre idade e ano de escolaridade, o protagonismo infantojuvenil, o ambiente interno, os relacionamentos dentro da escola, a relação com os responsáveis e a participação da comunidade.

Esses eixos de discussão devem envolver os diversos atores que compõem o CEC: alunos, professores, funcionários, responsáveis e associações de moradores, utilizando ferramentas como questionários e reuniões, além da elaboração de um mapa de empatia que permita verificar a percepção que têm sobre a escola.

O secretário finaliza ressaltando o papel fundamental da gestão nesse processo: “É muito importante que os diretores liderem esse processo e consigam detectar o que está fazendo bem e o que está fazendo mal à escola”, disse César Benjamin, durante a solenidade de posse dos Conselhos da 3ª CRE.

 

 

Após a entrega simbólica de certificados aos representantes dos diversos segmentos que compõem o CEC, a solenidade termina com uma citação de Paulo Freire:

 

"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda"

(Paulo Freire)

 


Contamos com TODOS para encararmos juntos esse grande desafio!


 


   
           



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Quarta-feira, 20/12/2017

Projeto Sopa de Pedra

Tags: 3ªcre, literatura, alimentação.

 

  Incentivar o pensamento, seja através da Escrita, da Leitura ou da Matemática... esse é o segredo do sucesso da Escola Municipal Professor Visitação que, além de ser destaque na 3ªCRE e na Rede, fomenta projetos incríveis como esse descrito, em todas as suas nuances pela Professora Ana Balla.

 

 

A professora Ana Balla e a equipe de direção da Escola Municipal Professor Visitação tinham o sonho de mostrar o trabalho "Sopa de Pedra", com toda a qualidade e compromisso envolvidos na realização dele, para o Prêmio Professores do Brasil. O site, entretanto, não salvou a inscrição e, muitos profissionais, por todos o país não puderam conhecê-lo.

Reconhecendo a qualidade, o alcance no número de acessos e a credibilidade do Portal Rioeduca, a equipe pediu que fosse apresentado na íntegra com o objetivo de mostrar cada etapa e cada progresso desse trabalho. Segue, então, o relato da professora, que apresenta, com muito carinho a escola, um pouco da comunidade em que está inserida e o trabaho desenvolvido compartilhando conosco mais esse sucesso. 

"O projeto foi realizado na Escola Municipal Professor Visitação, que possui salas amplas e confortáveis e com condições básicas para realização de aulas diferenciadas. Atendemos alunos desde a creche até o 3° ano do Ensino Fundamental. São alunos provenientes de comunidades carentes que encontram no interior da escola acolhimento e proteção.

Não raramente recebemos visitas e palestras provenientes de parcerias de setores da Secretaria Municipal da Saúde que são esclarecedoras e proveitosas. A escola está localizada em uma área urbana, cercada por um comércio variado e por instituições prestadoras de serviços. Há outras Unidades de Ensino Públicas e Privadas e Igrejas. Existe facilidade para a locomoção dos moradores do bairro e boa oferta de lazer e conhecimento como praças, cinemas, bibliotecas, parques de diversões, jardins e quadras de futebol. Apesar de todo este acesso, nem todos os alunos da escola têm condições de usufruir dessas atividades, por diversas razões financeiras ou sociais, e algumas vezes são cerceados do direito de ir e vir por conta de conflitos nas comunidades em que vivem.

A turma do 2° ano com a qual partilhei o projeto é formada por alunos em média entre 6 e 7 anos muito criativos, participativos e dinâmicos, com bastante interesse nas propostas oferecidas. Traziam sugestões e gostavam de fazer pesquisas na web. Esta característica foi bastante relevante para o bom desenvolvimento do projeto, pois em todo tempo incentivei o interesse deles em pesquisar e observava o crescimento da turma nesta prática. Nosso relacionamento sempre foi e ainda é afetuoso e rico em confiança.

A necessidade do projeto deu-se em um momento informal e deleitoso de contação de histórias com a exposição oral dos pequenos que denunciou a dificuldade deles em nomear e descrever os cardápios servidos na merenda escolar. Apesar de apreciarem bem as combinações feitas em suas refeições não identificavam exatamente quais verduras e legumes ou grãos estavam consumindo.

 

 

No começo a ideia era apenas de sanar dúvidas sobre nomear adequadamente verduras, legumes e grãos, mas gradativamente os questionamentos foram surgindo e as oportunidades sendo aproveitadas.

Tudo começou em torno da caixa de livros, numa roda de contação de histórias com o livro “A Cesta da Dona Maricota” de Tatiana Belinky. Após conversarmos sobre alimentação saudável e cardápios da merenda escolar, solicitei que formassem duplas para desenharem em cartolinas as refeições que foram servidas durante a semana no refeitório da escola. Deveriam desenhar e nomear os ingredientes.

Ao recolher os trabalhos da turma percebi que além dos ajustes ortográficos, precisaria também alinhar os conhecimentos das características dos alimentos.

Por se tratar de alunos alegres e fãs de cantorias, a melhor estratégia foi começar a explanação com vídeos e músicas e o primeiro escolhido foi o vídeo “ O Que é Que Tem Na Sopa do Neném” da Palavra Cantada.

Foram muitas as vezes que cantamos e nos divertimos, exploramos a consciência fonológica das palavras, brincamos de achar palavras escondidas dentro de outras palavras e demos especial atenção para as rimas, sempre com o entusiasmo de todos.

Efetuamos vários ditados divertidos com o mesmo tema hortaliças e partimos para produções textuais individuais e coletivas de receitas de sopas e saladas. Essas produções foram expostas em murais que serviram de apoio para outras produções textuais durante todo o decorrer do projeto. Para cada receita era estipulada uma quantidade diferente de refeições que deveria render, e assim era criada a necessidade de se realizar cálculos para atender às novas proporções. Com isso pude estimular o trabalho em equipe, pois as habilidades de uns com a escrita completava-se com a habilidade de outros em efetuar contas de cabeça.

 

 

A cada questionamento que surgia, uma nova aba se abria e a oportunidade era aproveitada diante do DESEJO de aquisição de conhecimento, visto que, em minha opinião, a mola da aprendizagem está diretamente ligada ao desejo de aprender. E foi assim que partimos para apreciação de novos vídeos abordando temas de plantio, colheita, escoamento de produção e o caminho percorrido dos alimentos do campo até a mesa do consumidor. Para isso foi muito enriquecedor o material disponibilizado pelo Programa Mesa Brasil SESC, CEAGESP e Reportagens Especiais sobre agricultura familiar que combatem a fome e o desperdício de alimentos, como também o espírito solidário que impulsiona a doação para os que mais precisam.

Enquanto era explorado o transporte de hortaliças pelas estradas do nosso estado, surgia também o interesse pelo Globo Terrestre e por mapas que mostravam o tamanho dos estados e a distância entre eles.

A admiração dos alunos diante da dimensão territorial do nosso país era notória e alguns faziam comentários ao observar que a “terrinha” de seus pais estava registrada ali e podiam constatar o quanto era distante do Rio de Janeiro, entendendo assim a dificuldade de seus entes queridos em não poderem visitar com frequência seus parentes.

Alguns pais se comprometeram também em levar seus filhos às compras com um novo olhar para que pudessem treinar a distinção entre os ingredientes usados em suas refeições e aproveitaram para mostrar com todo cuidado as alterações na água ( ebulição) e nos legumes durante (cozimento).

Um dos momentos de destaque do projeto, inclusive o meu preferido, foi quando fui ao hortifruti e comprei uma variedade enorme de frutas e legumes e pude fazer em sala de aula uma exposição ao VIVO E A CORES dos gêneros que até então a maioria de meus alunos só tinham visto nos livros, encartes de jornal ou virtualmente. Naquele momento puderam realmente verificar suas texturas, aromas, cores e formatos. Suas produções textuais foram muito enriquecidas e prazerosas.

Dessa forma foi fácil, prático e divertido criar a interdisciplinaridade entre as disciplinas de Química, Física, Geografia, Português e Matemática.

 

 

Paralelo a tudo isso, durante mais uma das muitas rodas de leitura e contação de histórias, surge o conto SOPA DE PEDRA E PEDRO MALASARTE que veio abrilhantar extremamente nosso projeto, pois o DELEITE imperou e a ideia de encenar o conto tomou forma e adeptos dentro da turma. Os candidatos para os papéis da peça eram muitos e por isso foi necessário criar um momento de TESTE DE TALENTOS e verificar quem se enquadrava melhor em cada personagem e essa etapa também foi muito rica e divertida. Todos se aplicaram muito em decorar seus textos e interpretar da melhor maneira. A filmagem destes momentos de teste serviu não só para aprendizagem como também para produzir gargalhadas em todos e assim brotou a ousadia de querer levar o trabalho para fora das paredes da sala de aula.

No final dos testes havia um número maior de atores capazes de interpretar os papéis e sendo assim fiz três grupos de elenco para que a alegria fosse completa e o desejo de colaborar mantido.

As apresentações ocorreram dentro do espaço escolar, mas a platéia era formada por outras turmas e isso já era suficiente para que os atores se sentissem valorizados e felizes.

 

 

Ao pensar que tudo já tinha sido feito referente ao projeto, eis que surge, sutilmente, a Mostra Cultural/2016 da nossa escola e nossa turma escolheu o tema SUSTENTABILIDADE. Diante disso para dar continuidade ao projeto e ao mesmo tempo manter certa coerência, dando a ele uma culminância adequada, resolvi sugerir aos alunos a confecção de um fogão de brinquedo do tamanho do fogão da mamãe usando material reciclado. A ideia foi bem aceita e todos partiram para escolha do material, no caso o mais acessível era papelão e não faltou mão de obra.

Eu e a turma curtimos todas as etapas da obra de arte que ficou linda. A exposição na Mostra Cultural roubou a cena e alguns foram despertados para uma tendência artística que nem sabiam que tinham.

Durante todo o processo colhi depoimentos de alunos e também de outros funcionários que observavam as conversas das crianças nos corredores da escola e puderam verificar o envolvimento da turma neste trabalho que se tornou um verdadeiro evento.

O processo de avaliação, no entanto, foi contínuo e com o objetivo de incluir, pois a intenção do projeto o tempo todo além da aprendizagem foi também de estabelecer e aumentar cada vez mais uma parceria entre mim e a turma.

 

 

Os objetivos traçados inicialmente foram o aprimoramento da leitura e escrita, desenvolvimento do raciocínio lógico e construção de conceitos de nutrição e os tais foram plenamente alcançados, como provocaram um desdobramento para outros caminhos de aprendizagem.

Entendo que a plenitude deste alcance deu-se principalmente pelo fato das aulas terem sido permeadas por uma liberdade que foi conquistada pela turma de escolher seus objetos de estudos e pesquisas e o compartilhamento posterior comigo e com os demais colegas. Tudo era tido como importante e foi se somando a conhecimentos prévios dos alunos igualmente úteis, como foi o caso da maneira como os alimentos eram consumidos em suas casas, o hábito de plantio em seus próprios quintais que ocorriam com outros e até mesmo as observações feitas quanto ao registro dos nomes das cidades de origem de determinados pais nos mapas e no Globo Terrestre.

Os meios utilizados para avaliar a turma parceira neste trabalho passaram pelo lúdico o máximo das vezes por ser considerado o melhor caminho. Fui explorando a prática de ditados divertidos com bolas coloridas contendo palavras sobre o tema, interpretações orais após vídeos educativos, produções textuais com apoio de figuras, interpretação de tirinhas de Chico Bento da Turma da Mônica, jogos da memória para tomar conhecimento de nomes de estados brasileiros, produções de texto para formação de receitas e montagem de murais com a participação coletiva.

Leituras individuais e coletivas diariamente e tudo sendo observado e considerado como instrumentos de avaliação.

Alguns alunos que tinham muitas dificuldades no processo de aquisição de leitura e escrita foram lançando mão das informações contidas nos murais de apoio e no final do projeto o avanço e a superação foi surpreendente. Eles sabiam exatamente onde procurar suporte para determinadas dúvidas ortográficas porque as receitas feitas em equipe proporcionaram isso. Com o tempo já faziam a relação fonema X grafema de forma autônoma.

Do mesmo modo a agilidade em fazer cálculos sobre a quantidade de ingredientes que precisariam comprar para o preparo de mais ou menos refeições foi surgindo de forma natural à medida que conversávamos sobre o assunto.

Ao colocar em prática a peça sobre SOPA DE PEDRA E PEDRO MALASARTE pude abordar com muita propriedade questões de ética, respeito e convívio social de uma maneira leve, porém eficaz e as crianças puderam fazer suas críticas e observações sobre o comportamento dos personagens, fazendo colocações que me surpreenderam de forma muito positiva, dando-me condições de usar outros meios de avaliação.

Suas habilidades manuais, de organização espacial, temporal e ritmo também foram avaliadas na montagem do cenário da peça e encenação. Tudo levado em consideração e visto como precioso.

 

 

Tive a oportunidade de avaliar o andamento da minha conduta como facilitadora para a aquisição de saberes por parte da turma e percebi que também cresci. A cada momento que me deixava envolver pelos anseios da turma, seja em cantar mais uma vez aquela canção que eu já estava cansada de ouvir, mas que de repente para um deles fez efeito só naquele exato momento ou quando parava para ouvir a narrativa de uma das equipes sobre como gostaria de diminuir as distâncias geográficas entre seus parentes e mesmo tendo que dar razão quando um pequenino fazia críticas ao comportamento reprovável de Pedro Malasarte, entendo que a troca foi saudável e que o caminho é longo, porém tem sido o certo.

A parte teatral e a confecção do objeto de arte para Mostra cultural despertou em mim e na turma um grande desejo de continuar interpretando boas histórias e também produzindo belas artes com material reciclado. Isso ficou impresso em nossos corações para próximos projetos e as ideias já surgem para novas encenações, como também montagem de uma horta orgânica vertical dentro da nossa escola já que não temos espaço para uma tradicional e outras tentativas que ainda estamos amadurecendo.

No começo do projeto preferi participar aos meus alunos quais os conteúdos que pretendia disponibilizar por considerar importantes e coloquei para eles também que as modificações seriam feitas de acordo com reais necessidades que eu identificasse ou se fossem surgindo novos interesses por parte deles. Sempre retornávamos a esse combinado para avaliar o andamento do projeto e alinhar interesses. Nem sempre foi fácil esse alinhamento devido a pouca idade deles e a dificuldade de administrarem a ansiedade, mas eles sempre souberam também que em determinado momento eu seria o árbitro e eu não me abstive de exercer este papel.

Outro cuidado que tive durante as avaliações foi de sempre retornar e sinalizar para todos o real andamento do processo.

Outros desafios continuam surgindo, é claro, mas enquanto a alegria e o desejo de aprender estiverem presentes, não seremos detidos. Entendemos que as oportunidades precisam ser discernidas no momento certo para um bom proveito para todos. No momento, por exemplo, a turma atual tem mostrado dificuldades e ao mesmo tempo grande interesse em dominar o Sistema Monetário, portanto é este o tema que venho priorizando para montar um novo projeto, entre outros, evidentemente.

Estive vigilante para que o processo de avaliação corresse de forma inclusiva e que impulsionasse todos os alunos para passos sempre a frente. Ao propor atividades dinâmicas, diferenciadas e desafiadoras tenho razões firmadas em princípios que todos os alunos são capazes de me surpreender de forma positiva.

Desta maneira quando avalio o desempenho dos alunos quero, na verdade, investigar como posso e devo proceder para aprimorar os resultados e qual deve ser a melhor intervenção a fazer. Isso é compartilhado com eles de maneira muito clara.

 

 

Parabéns mais uma vez para a já vitoriosa equipe da Escola Municipal Professor Visitação que em se destacando não só nas avaliações externas bem como na qualidade do trabalho que oferece á população da cidade do Rio de Janeiro.

 


   
           



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Quarta-feira, 06/12/2017

Mostra de livros da Escola Municipal São Domingos

Tags: 3ªcre, alfabetização, mostra.

 

   A IV Mostra de Livros da Escola Municipal São Domingos acontece anualmente, sendo o projeto que na sua essência promove em toda comunidade escolar a valorização da alfabetização e dá visibilidade às produções dos alunos.

 

 

Sob a Coordenação da Equipe gestora da unidade escolar composta pela diretora, a professora  Denise Lacerda, a diretora adjunta professora  Leila da Silveira bezerra e da Coordenadora Pedagógica professora Samantha Alves, as professoras regentes da Escola Municipal São Domingos, realizaram a IV Mostra de Livros da São Domingos. 

O projeto teve seu início no ano de 2014 pelas mãos da então professora regente do 1º ano, Samanta com apenas duas turmas do 1º ano. O projeto rendeu frutos pois hoje envolve todas as turmas da escola num ambiente de aprendixado ludico, de estímulo à leitura para toda a comunidade escolar.

Neste ano os diferentes temas foram apresentados nos seguintes livros: Autobiografia, Diário de Ciências, Cordel, Festa Junina, Luiz Gonzaga, Poesias, Mitos do Folclore, Brincadeiras Regionais, Regiões Brasileiras, Carinhas das Turmas e Vivências da Língua Espanhola, visitados nas salas de aula, pelos responsáveis, guiados por seus filhos.

 

 

A Professora Denise Lacerda explica um pouco do que é,de como acontece a IV MOstra de Livros da São Domingos: 

A Mostra de Livros da Escola Municipal São Domingos acontece anualmente, sendo um projeto que na sua essência promove em toda comunidade escolar a valorização da alfabetização e dá visibilidade às produções dos alunos.

Desta forma, a Mostra de Livros da Escola Municipal São Domingos traz os trabalhos realizados ao longo do ano, pelos alunos do 1º ao 3º ano. Os trabalhos unem a literatura a diferentes disciplinas e são apresentados aos responsáveis nesta culminância, em diversos formatos como: dramatizações, contações de histórias, apresentações musicais, além de desenhos e livros escritos e ilustrados pelos alunos.

 

 

Este projeto na sua essência promove para toda a comunidade escolar o nosso objetivo com a alfabetização e o letramento dos nossos alunos, pois trabalhamos com a valorização e constituição de sujeitos leitores e escritores, ao possibilitarmos a formação de leitores aptos a ler e interpretar o mundo, além de escritores capazes de criar novas histórias transformando a realidade.

Nesse sentido, é valorizada a autonomia do aluno em relação às suas próprias aprendizagens, ao mesmo tempo em que ele é envolvido em processos cooperativos, por meio de atividades diferenciadas de leitura e escrita.

Todas as diferentes temáticas apresentadas pelas turmas são desenvolvidas a partir da construção de projetos com os alunos durante todo o ano.

 

 

Enriquecendo o evento, contamos com a presença da escritora Sônia Rosa, encantando com suas histórias e uma emocionante dramatização vivida pelos alunos da escola, do livro de sua autoria "Quando a escrava Esperança Garcia escreveu uma carta."

 

 

Para conhecer um pouco da Professora-Escritora Sônia Rosa 

Sônia Rosa é uma escritora brasileira, professora da Rede Municipal de Educação do Rio de janeiro que se dedica a literatura infantil, possuindo aproximadamente 40 livros publicados, dentre os quais destacam-se Amores de Artistas, livro com o qual ganhou o selo de altamente recomendável da FNLIJ em 1999. 

Em 1999 ganhou o diploma Orgulho Carioca, em reconhecimento das atividades voltadas para melhorar a educação pública municipal.

Por conta do trabalho em prol da leitura que desenvolve na Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro, recebeu muitas  homenagens, destacam-se : A Escola Municipal Edmundo Lins, localizada no bairro de Ramos, que  batizou  sua Sala de Leitura com o  nome da escritora, A Escola Municipal José Pancetti (Realengo, 2002) e a Escola Municipal Marechal Trompwsky (Mangueira, 2007), também inauguraram suas Salas de Leitura Sonia Rosa. E ainda a Sala de Leitura da escola Escola Municipal Miguel Gustavo, em Cordovil, reinaugurada em 2008 recebeu o nome de O Menino Nito , título do primeiro  livro da escritora.

Suas obras podem ser encontradas nas livrarias a em todas as Salas de Leitura da Rede:

 

 

Depoimento da Diretora Denise Lacerda sobre o principal valor da VI Mostra de Livros: Acreditamos que uma criança convivendo com livros, ouvindo histórias lidas por adultos, vendo adultos lendo e escrevendo, cultivará e exercerá práticas de leitura e escrita, ainda mais motivada.

 

Parabenizamos toda a comunidade escolar da Escola Municipal São Domingos pela excelente iniciativa e também pela homenagem a nossa Prata da casa.. professora Sônia Rosa. 

 

 


   
           



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Quarta-feira, 22/11/2017

Inclusão na E. M. Professora Vera Saback Sampaio

Tags: 3ªcre, inclusão, acróstico.

 

Como abordar conceitos tão importantes e significativos para as crianças de forma lúdica e agradável? A Escola Municipal Professora Vera Saback Sampaio tem uma resposta: colocou o tema da inclusão sob forma de acróstico para conscientizar os alunos sobre sua importância e ainda homenagear o aluno incluído Jefferson, no dia da inclusão.  

 

 

Sob a orientação da diretora da escola, professora Carla Christina Fernandes Cabral de Souza, da diretora adjunta, professora Luciana Fernandes dos Santos de Sousa, a professora Mônica Costa da Silva Damasceno realilzou um tabalho de leitura e escrita com seus alunos da turma 1306 intitulado Acróstico da palavra Inclusão.

 

 

 

Muitos são os conceitos de inclusão, mas é fundamental e importante apresentar para as crianças o que isso realmente representa. Um ato de igualidade entre os diferentes indivíduos, para que efetivamente todos tenham igualdade de oportunidades e assim possam realizar suas escolhas de vida, permitindo que efetivamente todos tenham o direito de participar das várias dimensões de seu ambiente, sem sofrer qualquer tipo de discriminação e preconceito.

Trabalhar um conceito dessa importância na educação básica  é, antes de tudo, proporcionar a formação consciente de novos cidadãos que terão uma visão crítica do mundo de forma a diminuir injustiças e desigualdades.

 

 

No primeiro momento, o objetivo é que procedam à leitura, sem nenhuma preocupação com a forma do texto. Não se pretende também ensinar conteúdos específicos da língua, apenas que os alunos conheçam o acróstico como um tipo de texto por meio do qual pode-se expressar ideias, pensamentos, sentimentos e impressões do mundo, em um formato de texto diferente dos que eles já conhecem.

O Acróstico é, antes de tudo, uma poesia que apresenta um conceito através de um jogo de sentidos das  palavras que se formam a partir das letras de uma palavra-chave. E nada melhor do que utilizar essa forma de poesia para ensinar aos alunos o verdadeiro conceito de inclusão que deve permear não só as relações na escola como em toda a sociedade.

 

 

Segue o relato da professora Mônica Costa da Silva Damasceno, regente da turma 1306 sobre o trabalho desenvolvido com a temática Inclusão:
 

"O nosso projeto surgiu com uma conversa motivadora inicial com os alunos, verificando seus conhecimentos prévios e preparando-os para a aprendizagem do gênero 'acróstico'. O conceito apresentado foi: - Acróstico é uma poesia, em que cada verso começa com uma das letras do nome. Como exemplos fiz uma apresentação de acrósticos com nomes dos alunos no quadro."

O passo seguinte foi orientar os alunos para que realizar as seguintes atividades:

 - identificar as palavras escritas na vertical dos textos; 

 - analisar sua relação com as palavras ou frases escritas na horizontal.

Como celebração da semana da inclusão, foi proposto fazer uma homenagem para o amigo incluído, Jefferson Rondinelli Felix Sarmento.

A turma 1.306 fez uma atividade coletiva com um acróstico da palavra inclusão, relatando o dia a dia com o amigo Jefferson.

Vamos conhecer essa atividade coletiva de homenagem ao aluno Jefferson da turma 1306!

 

Incrível todos os dias 

Nós da turma 1306

Com nosso amigo especial Jefferson 

Lá na sala de aula, ro refeitório e na quadra fazemos tudo 

Unidos com a sua alegria e

Simpatia

A

O momento da saída, para começar tudo de novo em outro dia 

 

 

Depoimento da mão do aluno, homenageado pela turma: Sra. Luciana Felix:

“Sobre a professora, fica a minha gratidão por toda a dedicação, esforço e amor pelo que faz. Este ano meu filho incluso (JEFFERSON RONDINELLI FELIX SARMENTO) deu um passo muito precioso em relação à alfabetização. Sei que tudo é devagar, aos poucos, mas todo ganho é satisfatório! O ganho educacional de uma criança é motivo de alegria, mas o ganho de um filho especial para uma mãe é gratificante porque sabemos que sempre é uma luta, mas não há vitórias sem lutas. A gratidão revela o caráter! Seja grato sempre!”

Parabéns a toda a equipe da Escola municipal Professora Vera Saback Sampaio, em especial à professora Mônica Costa da Silva Damasceno por levar esse tema tão importante para os alunos da turma 1306. Isso é educação de qualidade formando os cidadãos do futuro. 

 

 


   
           



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