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Quinta-feira, 19/01/2017

Competências Socioemocionais na Escola

Tags: competências, socioemocionais.

 

Por Tonia Casarin

 

A inteligência emocional e social foi de certa forma traduzida para o ambiente escolar como competências socioemocionais. Você provavelmente já ouviu falar deste termo. Esse termo ganhou força nos últimos anos com o debate capitaneado pelo Instituto Ayrton Senna e agora pela organização criada por ele, o EduLab21. Essas competências possuem várias denominações no mundo da educação e podem, portanto, ser consideradas sinônimos: competências para o Século XXI, competências socioemocionais, competências não cognitivas, competências para a vida. Independente de variações entre elas e dos conceitos que as envolvem, essas competências foram estudadas com base em pesquisas nas áreas de educação, psicologia, pedagogia e andragogia, neurociência, economia e outras ciências. O interesse maior desse conjunto de conhecimento é a busca de soluções para preparar as crianças e os jovens para suas vidas.

 

Conforme o CASEL, The Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning, a aprendizagem de habilidades socioemocionais é uma das estratégias mais significativas para promover sucesso acadêmico e reformas escolares eficazes. Pesquisas descobriram que a aprendizagem socioemocional melhora resultados acadêmicos, ajuda alunos a desenvolver autocontrole, melhora as relações da escola com a comunidade, reduz os conflitos entre os alunos, mantém o controle e a gestão da sala de aula e ajuda os jovens a serem mais saudáveis e bem sucedidos na escola e na vida. Portanto, possui resultados também de longo prazo.

 

Dentre alguns resultados de pesquisas, alguns dos mais interessantes sobre crianças que participam de programas de aprendizagem socioemocional em escolas, estão os estudos longitudinais. Esses estudos comprovam resultados em todos os anos escolares, contextos sociais e tipos de escolas. Os resultados mostram que 23% dos alunos apresentam melhoria em habilidades socioemocionais, 9% de melhoria em atitudes frente a escola, família e outras pessoas de seu convívio, 9% de melhoria em comportamento social e 11% melhoria em testes acadêmicos. Esses benefícios são acompanhados de 9% a menos de problemas de comportamento, e 10% de redução em distúrbios emocionais. Além disso, os pesquisadores identificaram a redução de fatores de risco em várias áreas da vida de uma criança, envolvimento em problemas como violência, delinquência, abuso de substâncias químicas ou a reprovação escolar.

 

A discussão atual do desenvolvimento das competências socioemocionais está focada nas crianças. Mas além das crianças, o processo educacional e de desenvolvimento de um aluno envolve muitos outros atores. Os adultos são peças fundamentais nesse quebra-cabeça que é a formação de um indivíduo para a vida. Tanto os pais e responsáveis quanto os professores, gestores e coordenadores da escola são fundamentais na vida de qualquer criança. E como as pessoas estão em constante evolução, a conceituação de eterno aprendiz configura-se adequada para este texto. Estamos buscando desenvolver nas crianças, competências que os adultos não foram ensinados. Pelo menos, não de forma declarada, explícita e estruturada em forma de currículo. Uma vez que essas competências não são geralmente ensinadas em cursos obrigatórios de desenvolvimento profissional ou programas de preparação de professores, não podemos assumir que todos os educadores têm em igualdade essas competências. Algumas dessas habilidades podem vir naturalmente para alguns professores, enquanto outros podem exigir mais atenção e desenvolvimento adicional. Como nossos alunos, todos nós temos forças - e alguns desafios pela frente!

 

Conhecemos a realidade dos professores e professoras. Os educadores vêm para o ensino com sonhos de mudar as probabilidades para crianças desfavorecidas, inspirando-as e fazendo delas o melhor que elas podem ser. Infelizmente, pesquisas mostram que entre 40% e 50% dos professores abandonarão a sala de aula em seus cinco primeiros anos de profissão. O estresse entre os professores atingiu níveis sem precedentes e, de acordo com a uma pesquisa nos EUA, mais de metade dos professores relataram "grande estresse, pelo menos, alguns dias por semana".

 

Ensinar é uma prática emocional, e os professores precisam de apoio no fortalecimento de suas habilidades sociais e emocionais para gerenciar o estresse que vem com o longo período na docência. Como exigir que os professores ensinem essas habilidades, se reconectem com seu propósito, sem antes cuidar de si mesmos?

 

Aqui, torna-se fundamental falar sobre a saúde emocional de nossos professores e professoras. As competências sociais e emocionais são fundamentais para evitar o esgotamento e aumentar o bem-estar do professor. Desenvolvê-las é prevenir e proteger o docente. Ser capaz de se conectar com nossas próprias emoções e sentimentos antes de reagir ao mau comportamento do aluno, por exemplo, e encontrar maneiras de relaxar depois de um dia atarefado ou ainda, identificar nossas motivações internas, são maneiras de usar nossa inteligência emocional para nos sentirmos melhores com o mundo ao nosso redor e com nós mesmos.

 

Pesquisas descobriram que os alunos aprendem melhor em ambientes seguros e propícios. O mesmo se aplica aos adultos. Se o seu ambiente de trabalho está cheio de fofocas e reclamações, com um clima negativo e pesado, você tenderá a exibir comportamentos mais negativos. Se você trabalha em uma escola com clima acolhedor, você estará mais inclinado a gerenciar o estresse com sucesso e pedir ou oferecer ajuda quando achar necessário.

 

E como nós poderemos trabalhar para influenciarmos o ambiente escolar e sermos exemplos para nossos alunos? E ainda melhorar nossa qualidade de vida? Para responder essas perguntas, proponho um diálogo aberto com todos os leitores e leitoras deste artigo. Comente aqui o que você faz no seu dia-a-dia para ter uma escola com melhor ambiente de trabalho.

 

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Tonia Casarin é mestre em Educação pelo Teachers College em Columbia University, em Nova York, Estados Unidos. Já atuou no setor público, como na prefeitura do Rio de Janeiro e no governo do Estado do Rio, e no setor privado. É professora de pós-graduação do Instituto Singularidades de São Paulo e consultora em Educação.

Apaixonada por crianças e pelas emoções, Tonia focou os seus estudos na inteligência emocional e social, e como desenvolvê-la em adultos, adolescentes e crianças. Em suas pesquisas, aprendeu que o primeiro passo para desenvolver as competências do século 21 é saber identificar os sentimentos. Nesse contexto, Tonia escreveu o livro "Tenho Monstros na Barriga", uma ferramenta para as crianças aprenderem a identificar as próprias emoções.

 


   
           



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Segunda-feira, 16/01/2017

Maratona de Histórias na E. M. República Dominicana

Tags: maratona, histórias.

 

 


O dia 25 de outubro de 2016, na Escola Municipal República Dominicana, foi uma manhã de festa, teatro, contação de histórias e de muito carinho para a nossa homenageada, a escritora Sonia Rosa.

 

 

No ano de 2016 a escola República Dominicana desenvolveu o projeto "Autores da Imaginação" e, dando continuidade ao mesmo, tivemos como foco do nosso trabalho a autora brasileira Sonia Rosa.

Sônia Rosa é uma escritora brasileira voltada para a literatura infantil, com cerca de 40 livros publicados, sendo o seu primeiro livro "O Menino Nito."

Paralelamente desenvolvemos nossa Maratona de Histórias com suas obras. Trabalhamos com contações de histórias, atividades relacionadas e pesquisas biográficas.

 


Na culminância tivemos a honra de receber a escritora em uma maravilhosa visita. Vivenciamos momentos de imensa alegria e prazer, mergulhados no mágico universo da leitura.

Homenageando a convidada, a turma 1503 apresentou o Maculelê, sob a orientação do professor Marciano da Silva/Oribhe, onde Sonia deliciou-se com os ritmos apresentados.

 

   


Também houve uma releitura do livro "Alice vê" com a turma 1301. A aluna Emily, turma 1302, dançou ao som da música "No tabuleiro da baiana" e ainda houve uma dramatização do livro "O menino Nito", com a turma 1502. 

Para finalizar a autora contou algumas de suas histórias e conversou com as crianças. Como mensagem, a escritora deixou para seus pequenos leitores, as seguintes palavras: "Leiam, leiam e leiam!". Foi um dia inesquecível para todos na Escola Municipal República Dominicana.

 

Parabéns a todos pelo trabalho maravilhoso desenvolvido pela escola! Parabéns pelo comprometimento e pela excelência na qualidade do ensino! 

 

Sobre a escola:

E/CRE(05.15.059 Escola Municipal República Dominicana
Rua Compositor Silas De Oliveira 113 – Madureira
e-mail: emdominic@rioeduca.net
Tel: 3457-0959 2482-9591

 

Gostou da nossa publicação sobre a escola República Dominicana? Gostaria de mostrar pra nossa rede municipal de ensino o trabalho de excelência da sua escola? Entre em contato com o(a) Rioeducador(a) da sua Coordenadoria Regional de Educação (CRE).
 

 


   
           



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Segunda-feira, 16/01/2017

Cidade das Artes Promove Evento de Férias com Atividades Gratuitas

Tags: cultura, cidade, artes.

 

 


FUNDAÇÃO CIDADE DAS ARTES

COMUNICADO

CIDADE DAS ARTES PROMOVE EVENTO DE FÉRIAS COM ATIVIDADES GRATUITAS



Durante o período de férias escolares, o complexo cultural oferece uma programação variada com oficinas, aulas de música e dança, atividades circenses, teatro e diversas atividades interativas

A Cidade das Artes apresenta uma programação gratuita durante três sábados dedicada a crianças de todas as idades com o objetivo de promover encontros e proporcionar a pais e filhos um tempo livre de qualidade. Divididos por temas -“Arte do brincar” (21 de janeiro), “Música e movimento” (28 de janeiro) e “Circo” (04 de fevereiro) -, o evento traz oficinas, aulas de música e dança, contação de histórias, show de mágica, teatro, além de diversas atividades interativas.

Dia 21/01

14h às 15h FÁBRICA DE BRINQUEDOS
As crianças aprenderão a confeccionar brinquedos simples e tradicionais, como o cavalo de pau e a peteca, com as próprias mãos.

14h às 16h DANÇA CIRCULAR com Denise Nagem
A atividade ensina aos participantes os passos das danças de roda, promovendo a confraternização através do movimento integrado.

15h10 às 17h10 OFICINA DE ARGILA
O público poderá explorar livremente a argila, com supervisão de um arte-educador, que ensinará algumas técnicas de criação com o material.

16h “BIGORNA - SOBRE A LEVEZA INSUSTENTÁVEL DAS COISAS” A história de Bibi, uma bicicleta Berlineta 78, que experimenta junto à sua dona, companheira inseparável, momentos de aventura, questionamentos e poesia.

16h às 18h OFICINA DE BAMBOLÊS com Camila Rocha. A instrutora realizará desafios e mostrará novas maneiras de se brincar com o bambolê.

16h30 “ESCUTO HISTÓRIAS SOBRE BICICLETAS” Performance/ocupação urbana itinerante onde as crianças percorrem um circuito ouvindo histórias sobre aventuras em duas rodas narradas por um contador em uma bicicleta tandem (de dois lugares).

17h20 às 18h BOMBAS DE SEMENTE com o Grupo Organicidade. As crianças aprenderão a criar “bombas de semente”, feitas com argila, com o objetivo de cultivar frutas e hortaliças pelos canteiros da cidade.

PROGRAMAÇÃO LIVRE DO DIA 21/01

Brincadeiras tradicionais - cordas, piques, elásticos e petecas disponíveis para o público explorar com liberdade
Pintura livre - panos e tintas disponíveis para pintura
Slackline - equilíbrio sobre fitas
Árvore de livros - Espaço para leitura. É só se aventurar, colher um livro e degustar os “frutos” de boas histórias
Oficina de pipas com o Max das pipas
Estação para barcos de papel


Dia 28/01

14h Ê BOI
A narrativa do Bumba meu Boi é contada a partir da música e encenação dos participantes.

14h às 18h INSTALAÇÃO SONORA
Equipamento com parafernálias que permitem ao público experimentar um novo jeito de fazer música, incluindo estações onde podem criar o próprio instrumento musical.

15h e 16h BRINCADEIRAS MUSICAIS
Através do corpo e da voz, os participantes brincam e formam as conhecidas rodas de ciranda.

16h às 18h OFICINA DE DANÇAS POPULARES
com RIO MARACATU. Aula que aborda técnicas da dança popular brasileira, como o Maracatu e o Coco de Roda.

17h BAILINHO
Atividade voltada para o canto coletivo e movimento corporal através da dança.

Dia 04/02

14h UNIVERSO REDONDO - OS CIRCOS DE BENJAMIM Encenado pela Cia do Solo, o espetáculo infanto-juvenil apresenta a história do primeiro palhaço negro do Brasil.

14h às 17h OFICINA BRINCANDO DE PALHAÇO com Teatro do Sopro. Em turnos variados com até 25 pessoas em cada, a atividade traz jogos e brincadeiras sobre a arte da palhaçaria.

14h às 17h OFICINA DE CIRCO com Churumello Circus
Malabares Com bolas, aros, argolas diabolôs, swing-po e claves, a atividade promove o desenvolvimento de coordenação motora, superação de limites, trabalho em equipe e diversão.
Bolhas de Sabão Gigantes Atividade de criação de bolhas de sabão com o palhaço e pesquisador de bolhas Tiago Carva.
Acrobacia de solo e Perna de Pau Oficina que estimula o uso do corpo humano como instrumento de arte.

15h ESPETÁCULO DE MÁGICA com Gabriel
Montenegro. Sequência de truques, dança, música e interpretação, “Jovem Mágico” é um espetáculo repleto de ilusionismo.

17h “TEM AREIA NO MAIÔ” com a trupe As Marias da Graça. A peça conta a história de quatro palhaças que resolvem ir à praia de Copacabana num belo domingo de sol. No percurso, contam piadas, jogam frescobol e dançam coreografias ao som de Roberto Carlos e Elza Soares, entre outros.

 

Fonte: http://doweb.rio.rj.gov.br/do/navegadorhtml/mostrar.htm?id=395609&edi_id=3325


   
           



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Segunda-feira, 16/01/2017

Auxílio Moradia

Tags: auxílio, educação.

 

 

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO- PREVI-RIO

COMUNICADO (PUBLICADO NO DO DE 16/01/2017)

SERVIDORES IDOSOS DE BAIXA RENDA TÊM DIREITO AO AUXÍLIO MORADIA DO PREVI-RIO

 

Servidores estatutários de baixa renda, com mais de 65 anos e que não possuam casa própria têm direito ao Auxílio Moradia do Previ-Rio para ajudar no custeio do aluguel.

Para obter o auxílio de R$ 200 mensais, o servidor deve residir no imóvel alugado e ter recebido, no mês anterior ao pedido, no máximo, até três vezes o menor vencimento vigente no Município, além de não possuir financiamento imobiliário nem imóvel no Rio ou Região Metropolitana.

Para a inscrição no Auxílio Moradia são necessários o contrato de aluguel firmado por escrito, de acordo com a lei 8.245/91 (lei de locações), com firma reconhecida das assinaturas do locador e do locatário (segurado); documento de identidade válido em todo território nacional; último contracheque do segurado, além da declaração de que não é proprietário de imóvel ou promitente comprador de imóvel residencial; que não é titular de financiamento para aquisição de casa própria; que não possui grau de parentesco até o 2º (segundo) grau civil com o locador; que reside no imóvel locado e que o contrato continua vigente.

A inscrição deve ser feita na Central de Atendimento do Previ-Rio, no térreo do Bloco 2 , do Centro Administrativo da Prefeitura, na Cidade Nova, das 9 às 16 horas.

 


   
           



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