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Segunda-feira, 20/10/2014

II Feira Literária da E. M. Júlia Lopes de Almeida (FLIJU)

Tags: 1ªcre, eventos.

 

 

A II Feira Literária da E. M. Júlia Lopes (FLIJU) envolveu toda a comunidade escolar em um evento que promoveu a leitura no mês de setembro.

 

A E. M. Júlia Lopes se localiza no bairro de Santa Teresa, próximo à Comunidade do Morro dos Prazeres, e possui aproximadamente 210 alunos e uma equipe comprometida com o fazer pedagógico. Empenhada em proporcionar uma Educação de Qualidade, a unidade escolar atende turmas do 1º ao 5 ano em regime de turno único. Seu nome homenageia a escritora Júlia Lopes de Almeida (1862-1934).

 


Criada no ano passado pela equipe da escola, a FLIJU, Feira Literária da Júlia Lopes, tem por objetivo principal integrar escola e comunidade a fim de estimular a prática da leitura através de múltiplas linguagens, como as artes visuais, sempre destacando um ícone da cultura nacional a ser reverenciado.

 

 

No seu segundo ano, a FLIJU homenageou Dorival Caymmi, no ano de seu centenário, e os setenta anos de Chico Buarque.

 

 

Houve apresentações de artistas locais, escritores e convidados, que realizaram várias atividades, como contação de história.

 

 

Os alunos e professores participaram com seus trabalhos, danças e performances. A turma 1501 e as estagiárias realizaram um filme em homenagem aos citados baluartes.

 

 

Funcionários e responsáveis contaram histórias para os pequenos e para os alunos das séries mais altas, prática já existente na escola.

 

 

Por fim, todos os alunos foram contemplados com um livro, resultado de doações da AMAST (Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa) e da Chácara do Céu, parceiros da unidade escolar. Já que o objetivo é a prática da leitura, as mães também foram agraciadas com  revistas e livros.

 

 

Segundo a Coordenadora Pedagógica da escola, Fátima Moreira: “A FLIJU, já faz parte do calendário de nossas práticas pedagógicas e esperamos que ela cresça a cada ano.”

 

“A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.” André Maurois

 

*Professor, este espaço é nosso! Queremos divulgar as ações de sucesso desenvolvidas por você e por sua escola. Entre em contato com o Representante Rioeduca de sua Coordenadoria e envie seus trabalhos para publicação.


Professor Alexandre Roque de Araujo
Representante Rioeduca.net da 1ª Coordenadoria Regional de Educação
alexandrearaujo@rioeduca.net
Twitter: @Alexandre_Roque

 

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Segunda-feira, 20/10/2014

Ao Mestre, com Carinho!

Tags: 6ªcre.

 

 

A professora Fátima Lúcia Braga escreveu este texto para fazer uma homenagem à sua inesquecível professora da Escola Municipal General Osório, de 1970. Vamos conhecer um pouco dessa apaixonante história?

 

Meu nome é Fátima Lúcia Braga e, neste mês do Dia do Mestre, gostaria de falar sobre uma professora inesquecível que tive no meu curso primário, na E. M. General Osório. Naquela época, como hoje em dia, o professor não era valorizado.


Aquela professorinha recém-formada, todos os dias, chegava pontualmente na escola. Lembro que vinha sempre com o mesmo vestidinho lilás, nem sei se gosto demais dessa cor devido à influência dessa professora. E chegava sempre alegre e com disposição para dar aula. Nunca faltava! Nunca mesmo!


Preparou cada aluno maravilhosamente para prestar exame para admissão. Ensinou-nos Matemática, Leitura e Língua Portuguesa, exaustivamente, para que todos pudessem ser aprovados. Tudo que devia ter aprendido em todo curso primário aprendi com essa professora.
Um rosto meigo de amor para com os alunos, amor em tudo que fazia.


Sempre adorável, sempre carinhosa, sempre educada! Uma pessoa simples que amava seus alunos, tratava-os com carinho, paciência, impondo limites, preocupando-se quando os mesmos apresentavam qualquer mudança de comportamento (chamava a mãe na escola para conversar).

 

Lembro-me, como se fosse hoje, quando ela chamou minha mãe para conversar sobre minha timidez, pois eu ficava sempre sozinha no pátio da escola. Essa pessoa, tão simpática, carinhosa e amiga tem um nome, e esse nome é  professora Maria Regina Meirinho.

 

A Professora Maria Regina Meirinho merecia o Prêmio Nobel Da Paz.

 

A minha decisão em me tornar professora se deve à influência dessa professora. Essa sim, nunca, mas nunca sairá da minha memória, da minha vasta memória, na qual só tem licença para entrar os melhores. Professora Maria Regina Meirinho, que estendia a mão a todos os alunos, dialogava com todos em busca de uma nova caminhada para a aventura da vida.

Fez germinar em minha vida a vontade de aprender. Era um exemplo de amor,  de carinho e de lições que jamais esqueci. Tinha apenas uma luz em suas mãos, um livro.

Jamais esquecerei seu rosto doce e severo ao mesmo tempo e nem, tampouco, de seus ensinamentos. Aproveito a oportunidade para homenagear todos os professores e professoras que dedicam suas vidas à sublime arte de ensinar.

 

Essa foi minha professora do 5º ano escolar (preparação para a admissão) na Escola Municipal General Osório em 1970. Ela estará para sempre no meu coração. Obrigada professora Maria Regina Meirinho!


 

Foto de 1970: Turma de Admissão - Aluna Fátima Lúcia Braga (marcada com a seta)

 

Parabéns, Fátima Lúcia Braga, por essa linda homenagem à sua inesquecível professora e a todos que escolheram seguir essa profissão carregada de emoção!

 

Você quer ver a sua história publicada no Portal Rioeduca? Entre em contato com a professora representante de sua CRE! Até a próxima semana!

 

Prof.ª Patrícia Fernandes – Representante do Rioeduca na 6ª CRE
Facebook: patrícia_pff@yahoo.com.br
E-mail: pferreira@rioeduca.net

 

 

                               

 


  

Sexta-feira, 17/10/2014

Ao Povo Carioca, o Verdadeiro Samba de Raiz

Tags: 5ªcre, talentosdarede.

A professora Sandra Santos de Barros, conhecida como Sandra Barros, é um talento da rede municipal de educação, destacando-se com sucesso na carreira musical, mostrando ao povo carioca o verdadeiro samba de raiz.

 


O Portal Rioeduca homenageia os professores talentosos da rede municipal que se destacam fora da escola com atividades de sucesso seja na escrita, na arte de interpretar, na culinária, na medicina, na justiça, no esporte, na dança ou na música.


Na 5ª CRE, muitos talentos despontam ou já se profissionalizaram. Como é o caso da professora Sandra Santos de Barros, conhecida como Sandra Barros, professora da rede municipal há vinte anos e há onze anos na Direção da Creche Municipal 05.14.603 Amália Fernandez Conde. Desde 2010, Sandra decidiu investir na carreira musical.


Filha de uma família de músicos, desde a infância sempre conviveu com a música. Seu pai – Sr. Colombo – era compositor e foi autor de quatro sambas-enredos da Portela, tendo como seu padrinho o famoso Noca da Portela, 82 anos, nascido em Leopoldina, Minas Gerais.


Desde criança sempre gostei de instrumento de percussão, mas somente no ano de 2010 comprei um pandeiro e comecei a estudar sozinha em casa com a ajuda de um site. Em 2011 senti a necessidade de me aprofundar e me matriculei numa escola de Música em Laranjeiras direcionada à percussão. Nessa escola fiz grandes amigos e ainda frequento até hoje, relata a professora Sandra.


Segundo ela, depois de estudar pandeiro foi estudar tantã e, logo após, surdo, que é o seu instrumento de preferência.

 

Acima, à esquerda, em um bar no centro do Rio (2013); à direita, no CCBB (2014). Abaixo, à esquerda em Araras/Petrópolis (2014); à direita, no Centro Cultural Carioca (2013).
 

 


Sandra nos diz que: com tempo e com as amizades e contatos, comecei a tocar por aí. Fiquei um ano tocando todo domingo numa roda de samba no Pontal do Leblon. Toquei no Restaurante Vaca Atolada e no Mofo da Lapa, no bairro da Lapa. Apresentei-me no Centro Cultural Banco do Brasil, Clube Hebraica, Laranjeiras, Parque das Ruínas, Santa Teresa. Fiquei um tempo tocando num Quiosque no Leme. Mais outro tempo tocando num bar na Glória e em outro, no Bairro de Fátima. No momento, estou com o projeto de roda de samba composta só por mulheres. Ensaiamos em estúdio toda semana e também na casa de uma das amigas.

 

Acima, à esquerda, na Praia do Leblon (2012); à direita, num Bar na Glória (2013). Abaixo, à esquerda, num quiosque no Leme (2014); à direita, no Carnaval do bairro Laranjeiras (2012).
 


A faixa etária desse grupo formado somente por mulheres é de 46 anos de idade (a mais nova com 40 anos e a mais velha com 59 anos). Todas têm emprego fixo e, do total de sete mulheres, quatro são funcionárias públicas, morando na Zona Sul.


A professora Sandra Barros finaliza: é importante frisar que NÃO tocamos pagode. Nosso estilo é somente samba de raiz (Monarco, Paulinho da Viola, Candeia, Cartola, Dona Ivone Lara e por aí vai).

 

No Clube Hebraica, em Laranjeiras; e no Parque das Ruínas, em Santa Teresa. Ambas em 2013.

 


Um detalhe importante nessa mescla de talentos musicais, pelo fato de ser tímida, a música ajudou a professora a fazer amizades. Foi um salto para a interação.

A foto destaque desta matéria se trata de uma apresentação no Instituto Cultural Rose Marie Murano, no Bairro da Glória, em 2014.

 

Parabéns, professora Sandra Santos de Barros, pelo maravilhoso trabalho em sua carreira musical, mostrando que o professor da rede municipal da cidade do Rio de Janeiro também é talento na música!


 

Regina Bizarro _ Professora representante do Rioeduca/5ªCRE.

 

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Sexta-feira, 17/10/2014

Talento da Rede... Professor Álvaro, Uma Vida Dedicada ao Meio Ambiente

Tags: 10ªcre.

Hoje venho apresentar mais um talento da nossa rede... o professor Álvaro, uma vida dedicada ao Meio Ambiente!


Sua paixão pelo Magistério vem desde cedo, pois seus pais eram professores.


Quando estava cursando licenciatura em Ciências Agrícolas na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Álvaro ingressou na Rede Pública Municipal em 1985, em uma escola do Projeto Premem em Guadalupe, unidade construída para atender a formação especial.

 

Professor Álvaro em mais uma de suas atividades relacionadas ao Meio Ambiente.

 


Apaixonado por veículos motorizados desde criança, aventurou-se a procurar no Departamento de Tecnologia da Rural manuais de mecânica dos tratores. Numa grande ansiedade, desmontou e colocou para funcionar o veículo. Ao ligá-lo, uma fumaça preta tomou conta da escola, assim como o barulho do motor.


Álvaro conta que na hora sentiu uma grande alegria, até chegar o diretor, que viu que tinha um professor um tanto quanto “diferente”. Depois de muita perseverança, conseguiu permissão para ensinar os alunos de técnicas agrícolas a operar a máquina.

Também cultivava a tradicional horta, plantava árvores com adubo da Comlurb, já fazia compostagem, só que do método antigo em buracos. Após um acidente com o trator, um professor amigo da Rural que ingressara no doutorado sabia que Álvaro era piloto e gostava de voar e propôs que ele apreciasse o material de aviação agrícola. Ele não teria tempo para se dedicar e o conteúdo tinha que ser ensinado no mestrado de Fitotecnia.


Para melhor realizar as atividades, Álvaro pediu seção para a 10ª CRE, onde trabalhou na E. M. IPEG.


Nessa fase, iniciava sua experiência associativa, integrando-se à Associação Comercial Industrial de Itaguaí, na qual era o diretor agropastoril. Criava abelhas com ferrão que aprendera na Rural. O Serviço Nacional de aprendizagem da Rural (SENAR) o convidou a dar cursos de formação profissional de apicultura e horticultura.


Nas primeiras Expo's Itaguaí, nos anos de 95/96, em uma pequena tenda de circo, as instituições de agricultura e meio ambiente expunham suas atividades, acomodando-se um pouco para cada lado, inserindo uma pequena mesa com uma caixa de abelha e seus produtos. Repetidamente, até hoje, todos os anos as abelhas são apresentadas nas Expo's Itaguaí.


Em 1997, fundou como presidente a Associação dos Apicultores do Município de Itaguaí (APIMI), cidade onde junto ao PRONAF, do Governo Federal, conseguiu os equipamentos para extração e envase do mel com qualidade. Curso de apicultura e meio ambiente foram dados no assentamento do Casas Altas, na área rural junto com a EMATER.


Nesse período, participou do primeiro encontro de Educação Ambiental da 10ª CRE promovido pela Comlurb, que o levou a continuar os estudos com cursos de Educação Ambiental na UFRJ, UERJ, IBAMA, FEEMA e outros. Após ter conhecido Dr. Emilio, da UFF, que trouxe a coleta seletiva nos moldes da Alemanha para o Brasil, implantou a ação na escola com apoio da LATASA, além de outros materiais. Eram apresentadas também a horta, compostagem, psicultura ornamental e mangue.


Após outro acidente, em que rompeu o ligamento do joelho, Álvaro aproveitou para fazer uma pós-graduação em Plantas Medicinais na Universidade Federal de Lavras (UFLA) pois tinham poucos encontros presenciais. Iniciou os estudos da Foto Kirlian, hoje denominado bioeletrografia, no qual analisava a foto da aura com as incidências do yin e yang e energia vital. Esses estudos eram para verificar a forma energética sutil das plantas medicinais e confrontar com a fitoquimica e suas propriedades. Se aprofundou também nos florais e aromaterapia, pois estavam interligados.

Esse período o sensibilizou com a deficiência e começou a procurar alunos cadeirantes para atividades agrícolas.

 

Professor Álvaro em mais uma de suas atividades.


Já readaptado na função de docente, foi convidado para integrar o Departamento de Educação (DED) da 10ª CRE. Com apoio da professora Márcia Ventura, da E. M. Lourdes de Lima Rocha, e da professora Kátia Nunes adaptava mesas e objetos e com quatro alunos cadeirantes realizava um trabalho gratificante, com horta e adubo orgânico.


Na DED, estava sempre nas ruas visitando escolas. A Educação Ambiental se unia à Educação em Direitos Humanos com a parceira da Novamerica junto aos Núcleos de Adolescentes. Sexualidade, prevenção DST e gênero eram assuntos bem trabalhados. Em parceria com a UERJ, as escolas de Guaratiba recebiam suporte para conhecer o manguezal. A 10ª CRE sempre apoiou que ele realizasse com professores visitas guiadas na Floresta da Tijuca – CEAMP, Aterros Controlados, parques municipais, caminho do Cristo Redentor, caminhada na Praia do Perigoso e outros.


Uma segunda pós-graduação em Educação Ambiental pela FEUC acrescentou conhecimentos.


Em 2005, convidado a palestrar na Faculdade Moacyr Sreder Bastos na Semana do Meio Ambiente, ele falou das abelhas nativas na preservação da biodiversidade. Em 2007, fundou a Associação de Meliponicultores do Rio de Janeiro (AME RIO), de abelhas sem ferrão. Na RIO+20, junto da escola, mostrou as abelhas nativas e a compostagem junto com UFSC. Hoje desenvolve o Projeto Polinizando, o Rio de Abelhas, de cunho cientifico junto à Secretaria de Meio Ambiente da Cidade (SMAC), no qual três espécies de abelhas nativas com dezoito enxames estão inseridos em três áreas de reflorestamento nível 4 para monitorar a saúde por meio de análise do mel e pólen pela FIOCRUZ.

 

Professor Álvaro com mais um de seus Projetos Ambientais.


Neste período, a Multi Rio fez uma filmagem do trabalho da compostagem tradicional. Álvaro foi filmado com uma caixa de vidro com abelhas de ferrão abordando palavras que construíam frases com a professora. Foi a primeira de uma série de filmagens. Percebendo que tinha de desenvolver uma metodologia própria, iniciou, em 2006, em Urucânia, experimentos da compostagem escolar urbana, que hoje está bem ajustado e implantado na unidade de compostagem da 10ª CRE na Cidade das Crianças, em escolas da 1ª e 9ª CREs, além da UFRRJ Seropédica, onde o sistema está sendo avaliado para ser oficializado junto ao MEC para as escolas sustentáveis e na UFRRJ, campus Nova Iguaçú.


Atualmente, coordenando o Núcleo de Educação Ambiental (NEA), Álvaro vem fechando parcerias que são aplicadas em projetos nas escolas, cursos e capacitações. O NEA hoje tem sua sede na Cidade das Crianças. A revitalização do bosque é uma das metas atuais, onde estão sendo feitas podas para melhor conformação das árvores, assim como para a desobstrução de espaços para melhor circulação dos ventos.


Dessa forma, o professor Álvaro segue sua jornada, fazendo caminhar lado a lado Educação e Meio Ambiente, trazendo muito orgulho e conhecimento para nossa coordenadoria!

 

Suelen Corrêa
é Professora da Rede Municipal
e Representante do Rioeduca da 10ª CRE

Contato:
suelencorrea@rioeduca.net
twitter: @suelencorrea29